Médico perito concluiu que Michele Rodrigues sofre de transtorno mental caracterizado por alterações do humor, com recorrência de episódios depressivos e maníacos. Defesa informou que vai se manifestar após análise de laudo por juiz.
A mulher denunciada pela morte do neto de 1 ano e 7 meses em Porecatu, no norte do Paraná, sofre de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). Esta é a conclusão do exame de sanidade mental realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML). O laudo foi concluído e encaminhado à Justiça na sexta-feira (20).
Michele Rodrigues, de 39 anos, está presa desde 18 de maio, um dia depois do bebê Wyllan Rodrigues ser encontrado morto no berço. Michele e o bisavô da criança foram denunciados por homicídio qualificado, por uso de meio cruel.
Conforme o laudo, Michele Rodrigues, que é farmacêutica e doutora em bioquímica, sofre de um transtorno mental caracterizado por alterações do humor, com recorrência de episódios depressivos e maníacos.
O laudo indica que Michele era parcialmente incapaz de entender o caráter ilícito do fato e inteiramente incapaz de “determinar-se de acordo com esse entendimento”.
O médico perito recomenda que “a examinada permaneça continuamente em tratamento médico ambulatorial e em uso de remédios, prevenindo que se torne perigosa para si mesma e para a sociedade”.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que está estudando como se posicionará sobre o laudo.
A defesa de Michele Rodrigues informou que só vai se manifestar sobre o exame e o sobre o caso após a análise do laudo por parte do juiz responsável pelo caso.
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Willan Rodrigues, de 1 ano e 7 meses, foi encontrado morto na casa da avó, em Porecatu — Foto: Reprodução/RPC
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