O Athletico Paranaense busca hoje à noite um título inédito para o futebol paranaense. Contra o Internacional, às 21h30 no Estádio Beira-Rio, tenta conquistar a Copa do Brasil pela primeira vez. No jogo de ida, em 11 de setembro, o Furacão venceu por 1 a 0 e agora precisa de um empate para ficar com o taça.
O gol como visitante não é critério de desempate na competição. Se perder por um gol de diferença, a decisão será nas cobranças de pênaltis, sem prorrogação. A equipe gaúcha só fatura o título no tempo normal se ganhar por dois ou mais gols de diferença.
O futebol paranaense nunca conquistou a Copa do Brasil, criada em 1989. O Athletico foi finalista em 2013 – perdeu a decisão para o Flamengo. O Coritiba foi duas vezes vice-campeão do torneio. O Inter conquistou o título uma vez, em 1992.
Além do título inédito, o Athletico busca o título para ganhar três mega premiações: vaga na Copa Libertadores 2020, vaga na Supercoap 2020 e premiação de R$ 52 milhões.
A premiação acumulada pelo Athletico na Copa do Brasil é de R$ 12,3 milhões: R$ 2,5 milhões pelas oitavas de final, R$ 3,1 milhões pelas quartas e R$ 6,7 milhões pela semifinal. Se ficar com o vice, recebe mais R$ 21 milhões e termina a competição com R$ 33,3 milhões. Se conquistar o título, fatura mais R$ 52 milhões e encerra com R$ 64,3 milhões.
A Copa do Brasil tem outro atrativo. O campeão ganha vaga direto na fase de grupos da Libertadores, benefício que só vale para os quatro primeiros do Brasileirão. O 5º e o 6º colocados da Série A precisam disputar as fases preliminares da Libertadores 2020.
Outro benefício para 2020 é disputar a Supercopa, competição reativada pela CBF, que vai reunir o campeão da Copa do Brasil e o campeão do Brasileirão. Os times vão se enfrentar em jogo único em 22 de janeiro, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.
A Supercopa teve apenas duas edições na história. Em 1990, o Grêmio derrotou o Vasco. Em 1991, o Corinthians bateu o Flamengo.
Escalação
O Athletico pode repetir a escalação usada no primeiro jogo com o Internacional. Os desfalques são os mesmos dos últimos meses. O zagueiro Pedro Henrique, os laterais Abner Vinícius e Adriano e o meia Everton Felipe não podem jogar a Copa do Brasil 2019. O lateral-direito Jonathan e o meia Bruno Nazário seguem em recuperação. O zagueiro Thiago Heleno e o volante Camacho cumprem suspensão por doping.
No Inter, o meia D´Alessandro, 38 anos, é dúvida. Ele sentiu um desconforto muscular no domingo. Se não tiver condições, será substituído pelo ponta Wellington Silva.
Nas demais posições, o técnico Odair Hellmann pode repetir os mesmos jogadores do primeiro jogo da final. Os desfalques são os mesmos das partidas anteriores: Natanael, Rodrigo Dourado e Galdezani.
Um retrospecto negativo e outro positivo para o Furacão
A grande decisão da Copa do Brasil de 2019, entre Athletico Paranaense e Internacional tem dois retrospectos históricos de peso. Um deles é favorável ao time paranaense. Outro, à equipe gaúcha.
Para o Furacão, peso a vantagem obtida no jogo de ida, a vitória por 1 a 0 na Arena da Baixada, em 11 de setembro. Nas 30 edições da Copa do Brasil, 16 times abriram vantagem no primeiro jogo e 12 deles (75%) conquistaram o título na volta. Só o Palmeiras (em 1998 e em 2015), o Sport (em 2008) e o próprio Internacional (em 1992) conseguiram reverter a derrota do jogo de ida e ficar com a taça.
Para o Inter, pesa o fraco retrospecto do Athletico em Porto Alegre. Nos últimos 15 confrontos entre as duas equipes no Rio Grande do Sul, o Furacão sofreu 11 derrotas e somou quatro empates.
A última vitória do Athletico como visitante sobre o Inter foi em 2002, pela Copa Sul-Minas, pelo placar de 3 a 2. O time comandado por Geninho venceu com gols de Ilan, Adriano Gabiru e Kleber Pereira. A equipe contava ainda com o goleiro Flávio, os zagueiros Nem, Gustavo Caiche e Rogério Corrêa, o lateral Luisinho Netto, o volante Kleberson e o atacante Dagoberto.
Em toda história, o Inter recebeu como mandante o Athletico em 28 partidas. Venceu 14 e empatou 11. Foram apenas três vitórias do Furacão nesses duelos. Além daquela em 2002, as outras foram em 1998 e em 1996, ambas pelo Brasileirão.
Em 1998, o time do técnico João Carlos Costa venceu por 1 a 0, com gol do atacante Warley. A equipe contava com o goleiro Flávio, o zagueiro Edinho Baiano e o centroavante Tuta. Em 1996, a vitória por 2 a 0 veio com gols do atacante Paulo Rink e do zagueiro Jorge Luiz. O time do técnico Evaristo de Macedo foi até as quartas de final.
Na arena
Aeroporto tem festa e acidente com fogo de artifício
Torcedores do Athletico tomaram conta do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), ontem à tarde. Eles organizaram uma festa no local como homenagem ao time antes do embarque para Porto Alegre. A delegação com os jogadores e a comissão técnica do Athletico chegou ao aeroporto por volta das 15h30. Cerca de mil torcedores estavam no local aguardando a chegada da equipe. O voo estava marcado para 16 horas. Quando o ônibus com os jogadores chegou ao local de embarque, um torcedor usou fogos de artifício e uma bomba acabou explodindo na mão dele. Ele foi atendido por um policial militar, que fez um torniquete. Em seguida, foi socorrido por uma ambulância e encaminhado ao hospital.
“O torcedor confirmou para pessoas próximas que era uma fumaça. Sinalizadores e fumaças com umidade ou molhados podem ser pior do que bombas. Realmente foi um barulho absurdo, parecia um treme-terra ou um rojão de alto calibre”, informou o atleticano Juliano Lorenz Oscar, do Trétis TV, via Twitter.
Petraglia é internado para cirurgia em Curitiba
O presidente do Conselho Deliberativo do Athletico Paranaense, Mario Celso Petraglia, 75 anos, foi internado ontem pela manhã no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, para uma cirurgia no intestino para ‘desobstrução de aderências’, segundo termos médicos. No fim da tarde, o hospital divulgou um boletim médico. “(O paciente) foi submetido a procedimento cirúrgico, que transcorreu sem qualquer intercorrência clínica. O pós-operatório apresenta-se sem complicação clínico cirúrgica, mantendo todos os sinais vitais dentro da normalidade. O paciente permanece em segmento clínico lúcido, comunicativo e mantêm-se em bom estado geral”, informou a nota, assinada por Eduardo José Brommelstroet Ramos, diretor clínico do Hospital Nossa Senhora das Graças.
Bem Paraná
