Médico que atendeu vítima de explosão no Água Verde comemora alta com foto ao lado de paciente

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Blurred figures of walking medical staff in the hospital hallway, unfocused background.

Explosão aconteceu no dia 29 de junho

O cirurgião plástico Marcelus Nigro, do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, postou uma foto nas redes sociais, nesta sexta-feira (9), para comemorar a alta da jovem Raquel Lamb, que foi vítima da explosão ocorrida dentro de um apartamento do bairro Água Verde, em Curitiba. Raquel teve 55% do corpo queimado e ficou 40 dias internada na unidade.

De acordo com Nigro, a boa recuperação se dá pelo bom trabalho de toda uma equipe. “Nossa equipe de Cirurgia Plástica do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie se sente muito agradecida por ter contribuído com a total recuperação das três vítimas da explosão no Água Verde. Hoje, após 40 dias de dor, perda e luta pela vida, a Raquel foi a última a receber alta, em ótimas condições, iniciando em breve a segunda etapa do seu tratamento. A plena recuperação dos três deve-se a pessoas normais que fizeram o seu melhor dentro de suas profissões: bombeiros, equipe de resgate, enfermagem , intensivistas da UTI, cirurgiões plásticos, residentes , fisioterapeutas, instrumentadoras, dentre outros”, diz o cirurgião.

A explosão aconteceu no dia 29 de junho. Além de Raquel, foram tratados no hospital o marido dela, Gabriel Araújo, de 28 anos, e o técnico de impermeabilização, Caio Santos, de 30.

O irmão de Raquel, Mateus Lamb, de 12 anos, morreu após ser arremessado para fora do apartamento.

Laudo

O Instituto de Criminalística do Paraná concluiu na última terça-feira (6) o laudo sobre a explosão. Segundo o documento, a causa do acidente foi o uso inadequado dos produtos líquidos inflamáveis utilizados na impermeabilização de um sofá, no último dia 29 de junho.

De acordo com o delegado Adriano Choffi, que investiga o caso, o trabalho da perícia reforça a teoria do crime cometido pelos proprietários da empresa de impermeabilização. “Houve crime e os donos serão indiciados por vários crimes. Nós vamos relatar esse inquérito e encaminhar ao Ministério Público. Houve um homicídio, três lesões corporais e o crime de explosão. Estamos verificando ainda a forma pela qual faremos o indiciamento do homicídio, se será doloso ou culposo”, afirma o delegado.

O inquérito deve ser encerrado pela Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (DEAM) na próxima semana.

BandaB


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