Diretor do IML e mais oito são presos suspeitos de desviar R$ 1 milhão em golpe do seguro DPVAT em Umuarama

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Grupo é suspeito de fraudar prontuários médicos e laudos periciais para possibilitar o pagamento indevido do seguro.

O diretor do Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama, no noroeste do Paraná, Castelar Paulino Rodrigues, e mais oito pessoas foram presos suspeitos de fraudar pelo menos 365 indenizações do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), em Umuarama, na região noroeste do Paraná, na manhã desta terça-feira (30).

O esquema teria desviado mais de R$ 1 milhão na cidade, segundo a polícia.

Além do diretor do IML, também foram presos o médico legista Everaldo Baptista de Azevedo e uma funcionária do IML. Também foram presos um casal e mais três pessoas de uma empresa de assessoria que dá entrada no segundo DPVAT e um auxiliar administrativo do Hospital Nossa Senhora Aparecida.

Das nove prisões, três são preventivas e seis são temporárias. A polícia também cumpre 12 mandados de busca e apreensão em vários bairros da cidade.

Como funcionava o esquema

O grupo é suspeito de fraudar prontuários médicos e laudos periciais para possibilitar o pagamento indevido do seguro.

Eles agiam juntos com o objetivo de conseguir possíveis assegurados e aplicar o golpe. Do total de indenizações fraudulentas, 82 eram idênticas e possibilitaram o início das investigações, segundo a polícia.

A quadrilha também adulterava laudos emitidos pelo IML referente a lesões corporais causadas em acidentes de carro, segundo as investigações.

O outro lado

A defesa de Castelar Paulino Rodrigues, representada pelo advogado Francisco Silvestre, disse que o cliente é inocente.

O advogado do médico legista Everaldo Baptista de Azevedo, Luciano Gaioski, informou que não teve acesso ao processo, por estar em sigilo. Mas que acredita que seu cliente é inocente, que não cometeu nenhuma fraude, que é uma pessoa correta.

A reportagem tenta contato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp-PR) e com os demais citados na reportagem.

G1PR

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