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Ex-marido acusado de matar estudante por ciúmes em Curitiba é condenado a 28 anos e 7 meses de prisão

Crime ocorreu em maio de 2017, no bairro Boqueirão; estudante de direito tinha 23 anos e foi morta a facadas.

O réu Ênio Ivan Bertoncello, que é acusado de matar a ex-mulher e estudante de direito, Mahara D’ávila Scremin, foi condenado a 28 anos e 7 meses de prisão. O julgamento começou na manhã de segunda-feira (15), em Curitiba, e terminou na madrugada de terça (16).

Ele foi condenador pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, dissimulação, feminicídio e fraude processual.

O crime ocorreu em maio de 2017, no bairro Boqueirão, e Ênio confessou que matou a jovem a facadas por ciúmes.

O julgamento durou cerca de 16 horas.

A estudante tinha 23 anos. À época do crime, o ex-marido chegou a colocar nas redes sociais uma mensagem de luto pela morte dela e chegou a ir ao velório como se não tivesse feito nada.

“Foi um dia muito difícil hoje. Ficamos o dia inteiro aqui passando por isso. Foram várias discussões, vários momentos difíceis, mas nós saímos com o sentimento de justiça”, disse Felipe D’ávila, que é irmão de Mahara.

Emocionada, a mãe da jovem, Cristiane D’Avila, disse que, apesar da dor que ainda sente, se sentiu aliviada com a condenação. “Nada vai trazer ela de volta. Mas a Justiça foi feita, graças a Deus, e ele foi condenado a tudo o que foi requisitado. Eu acho que tem que ter mais amor entre as pessoas. Que o amor sempre prevaleça e não uma coisa bárbara dessa. Também desejo que as mulheres tomem mais atenção, mais cuidado e que prevaleça o amor próprio. E que os homens tenham mais respeito pelas mulheres”.

O crime

Ênio e Mahara foram casados por três anos e haviam se separado no início de 2017. Ele, porém, não aceitava o fim do relacionamento.

Na noite do dia 31 de maio, Ênio foi até a casa da ex-mulher e viu um carro na garagem. Imaginando ser o automóvel de um novo namorado da ex-esposa, ele comprou luvas cirúrgicas em uma farmácia, passou em casa, pegou uma faca, e voltou à residência de Mahara para esperar até que ela ficasse sozinha.

Quando o colega da estudante foi embora, explicam os investigadores, ele tocou a campainha, e assim que ela atendeu, a sufocou e a feriu com facadas no pescoço.

O outro lado

O advogado da família de Mahara, Adriano Colle, disse que a Justiça foi feita. “Ele foi condenado por todas as qualificadoras e pelo crime de fraude processual. Ou seja, todas as teses da assistência de acusação prevaleceram nesse caso”, argumentou.

O advogado Thiago Vianna Lopes, que defende Ênio Bertoncello, não retornou o contato feito pela equipe de reportagem para comentar a condenação.

Ênio chegou ao tribunal algemado por volta das 9h20 — Foto: João Salgado/RPC

Ênio chegou ao tribunal algemado por volta das 9h20 — Foto: João Salgado/RPC

G1PR

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