Redução começará a valer a partir do dia 29 de junho no sistema da Cocel (Companhia Campolarguense de Energia)
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (25), a redução média de 4,56% nas tarifas dos clientes da Companhia Campolarguense de Energia (Cocel), responsável pelo abastecimento de luz no município de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. Os consumidores residenciais observarão uma queda ainda maior, de 7,02%, enquanto os consumidores atendidos em alta tensão, notadamente as indústrias, observarão um recuo de apenas 0,71%, em média. Os novos índices passarão a vigorar a partir de 29 de junho, no próximo sábado.
O reajuste médio (levando em conta as tarifas de consumidores de alta e baixa tensão) será de -6,6%. O resultado fica 11,26% abaixo da inflação dos últimos doze meses. Para os consumidores com fornecimento em alta tensão, a redução chega a 14,04% dependendo do tipo de contrato.
Em 2018, a Cocel já teve o menor reajuste do Paraná, e as tarifas seriam ainda menores se dependesse apenas dos custos gerenciáveis pela Companhia. O preço do dólar (que interfere no preço da energia comprada de Itaipu) e o custo do acionamento de termelétricas contribuíram para que a redução não fosse ainda maior.
O presidente da Cocel, José Arlindo Lemos Chemin, ressalta que apenas uma pequena parte da tarifa de energia é composta por valores gerenciáveis pelas concessionárias – impostos, encargos, tributos e custos regulados pela ANEEL compõem a maior parte. “Assumimos o compromisso de buscar melhores tarifas para os consumidores e fizemos tudo o que esteve ao nosso alcance para viabilizar esta redução inédita. O ganho real para o consumidor é enorme, chega a 10% se levarmos em conta a inflação. Muitas mudanças precisaram ser realizadas, mas hoje a Cocel está no mesmo patamar de gestão das grandes concessionárias”, acrescentou Chemin.
Efraim Pereira da Cruz, diretor da ANEEL, ressaltou que “a Cocel fez o trabalho de casa” e elogiou a decisão dos gestores em mudar a forma de compra de energia. Cruz destacou que é um grande passo para a concessionária, e que os resultados positivos serão percebidos por seus consumidores. Conforme a análise técnica da ANEEL, se a Cocel não tivesse migrado para o mercado livre o reajuste teria sido 3,4% positivo.
Conforme explicou a Aneel, o índice de reajuste da empresa foi negativo, principalmente, pela redução dos custos de aquisição de energia. A empresa atende 50,6 mil unidades consumidoras localizadas no município paranaense de Campo Largo.
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