sábado, abril 25, 2026

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Paranaense na Comissão, Filipe Barros defende não mexer em nenhuma idade mínima

O deputado do PSL é um dos cinco paranaenses que fazem parte da Comissão Especial da Previdência na Câmara

A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro negocia a inclusão de emendas para facilitar a aprovação da reforma da Previdência. Entre as possíveis concessões admitidas pelo governo, que enfrenta problemas de articulação em sua base no Congresso, estão flexibilizar a idade mínima de aposentadoria para professores.

Para o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), tudo indica que o governo deve ceder em relação a este ponto, o que, segundo ele, não deveria acontecer dentro da ideia de que todos deveriam ter os mesmo direitos e deveres.

“Temos visto que a tendência é alterar a idade mínima da aposentadoria dos professores, mas eu, particularmente, acho que isso não deveria ser feito. Numa República, todos são iguais, inclusive os militares deveriam estar na mesma proposta o que, infelizmente não foi o que o Executivo entendeu. Voto com o Governo, mas meu papel é defender que não haja diferença de categoria. Se tira o dever de uma, todas as outras vão querer”, disse Barros.

Os professores que ingressarem no sistema, se a reforma for aprovada como enviada pelo Executivo ao Congresso, só poderão se aposentar aos 60 anos, após 30 anos de contribuição, sem diferenciação de gênero, explicou o secretário. Hoje, não há idade mínima, apenas a exigência de tempo de contribuição de 30 anos para homens e 25 anos para mulheres, na regra geral. Categorias como a dos trabalhadores rurais e servidores públicos, entre outras, também querem tratamento diferenciado.

Barros diz que a fase é de adequação da proposta enviada ao Congresso e não acredita em desgaste do Governo Bolsonaro.

“O Bolsonaro assumiu há pouco tempo e toda mudança causa transtorno no início. É uma readequação a esta nova forma de governar. O desafio é reformar a previdência e lá cada vez mais parlamentares estão se conscientizando desta necessidade. A reforma vai ser aprovada, mas o cuidado é para que ela não seja desidratada a ponto de, daqui a quatro anos, teremos que fazer outra”, afirmou.

BandaB

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