A Justiça de Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, determinou que o homem acusado pela morte da advogada Tatiane Spitzner vá a júri popular. De acordo com a decisão publicada na tarde desta sexta-feira (17), Luis Felipe Manvailer vai responder por feminicídio e fraude processual.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) também havia denunciado Manvailer por cárcere privado, mas, segundo a juíza Paola Gonçalves Mancini, não existem provas suficientes para que ele responda por este crime.
Tatiane morreu após cair do 4º andar do prédio em que morava com Manvailer, no Centro de Guarapuava. O crime aconteceu na madrugada de 22 de julho do ano passado. Imagens de câmeras de segurança mostram uma série de agressões de Manvailer contra a advogada antes da queda. A defesa, porém, sustenta que a jovem de 29 anos se jogou.
Na decisão desta sexta, a juíza também pediu que a prisão preventiva de Manvailer seja mantida. “A manutenção do segregamento cautelar do acusado afigura-se verdadeiramente imprescindível para a manutenção da ordem pública, dada a periculosidade demonstrada na forma de execução do delito, pois as circunstâncias, em tese, são bastante graves, já que a execução do crime teria sido, em tese, mediante agressões sucessivas e progressivas culminando com asfixia, bem como empregando recursos que impossibilitaram a defesa, além de ter sido praticado contra mulher, supostamente por razões da condição de sexo feminino, em contexto típico de violência doméstica e familiar”, diz a juíza Paola Gonçalves Mancini.
Defesa
A Banda B entrou em contato com a defesa de Manvailer, que informou que a absolvição do cárcere privado afasta todo e qualquer fato ventilado pela acusação antes do ingresso do casal no apartamento. “Ficou demonstrado que quem optou por permanecer no edifício e ingressar no apartamento foi Tatiane Spitzner. Quanto às demais acusações, a defesa oportunamente demonstrará a inocência de Luís Felipe”, diz o advogado Claudio Dalledone Júnior.
Banda B
