Falta de combustíveis prejudica serviços da Prefeitura de Lindoeste

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Família de idoso diz que teve de transportá-lo com carro próprio porque ambulâncias não tinham combustível; alunos da APAE também ficaram sem transporte.

A falta de combustíveis tem prejudicado alguns serviços públicos da Prefeitura de Lindoeste, no este do Paraná. Com mais de R$ 6 milhões em dívidas, o município tem enfrentado problemas para manter carros, ônibus e caminhões com o tanque cheio.

O contrato com o posto de combustíveis terminou no fim de abril e não foi renovado por conta da falta de pagamento de cerca de R$ 500 mil, apontam os funcionários do estabelecimento.

Segundo o prefeito José Romualdo Pedro, o Zezinho (PR), a dívida herdada da administração passada foi quitada, mas ainda resta pagar o fornecido em 2018.

Com o abastecimento suspenso, a alternativa, justificou, foi fazer uma dispensa de licitação e contratar um posto de combustíveis de forma emergencial, até que um novo edital seja lançado.

O posto, no entanto, fica em Cascavel, cidade distante cerca de 50 km.

Na semana passada, um caminhão que levava gasolina para Lindoeste foi parado pela Polícia Rodoviária Federal porque fazia o transporte do combustível de forma irregular.

Sem ambulância e sem aula

O problema causou transtornos à família de um idoso de quase 90 anos que precisou de atendimento médico e teve que ser levado para casa de carro, no dia 5.

Segundo os familiares, funcionários do hospital disseram que as duas ambulâncias disponíveis estavam sem combustível.

A secretária de saúde, Alessandra Bueno da Silva, disse que houve um engano já que, segundo ela, havia combustível.

“Quando eu saí na sexta-feira os carros ficaram todos abastecidos, as ambulâncias abastecidas. Deixamos dois motoristas de plantão. Nós jamais deixaríamos dois motoristas de plantão sem combustível para trabalhar”, comentou.

A secretária não soube explicar por que os funcionários disseram que não havia combustível nas ambulâncias.

“Em momento algum em saí de lá dizendo que não era para buscar ninguém, que não é para fazer nada, porque não tem combustível”, observou.

E, apesar de negar que faltou combustível, a secretária e o prefeito pediram desculpas à família do idoso.

“Houve essa falha, a gente está aqui assumindo e admitindo, mas vamos punir os responsáveis assim que os fatos forem todos levantados”, garantiu o prefeito.

Funcionários da APAE da cidade contaram que no dia 3 à tarde, alunos ficaram sem o transporte escolar também por falta de combustível na frota.

O prefeito afirmou que não sabia do problema e garantiu que os ônibus escolares estão circulando.

Pedido de esclarecimentos

Diante da situação, vereadores entregaram um pedido de requerimento à prefeitura, solicitando informações sobre a falta de combustível para abastecer a frota municipal.

“Os funcionários fazem o trabalho deles e atendem bem. Mas, se eles não têm condições de trabalho, não têm como trabalhar. Como aconteceu domingo [dia 5]. Se tivesse combustível, certeza que o trabalho tinha sido feito”, aponta o vereador Euzébio Silvério da Rocha (PMN), sobre o problema envolvendo as ambulâncias.

A preocupação do vereador Douglas Henrique de Souza (PR) é que o problema possa se agravar e atingir outras áreas.

“Hoje foi o combustível que parou de ser fornecido, mas com as dívidas que o município enfrenta, quem nos garante que amanhã não é a merenda escolar que vai faltar nas escolas, não é um medicamento essencial no hospital?”, completou.

G1

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