domingo, maio 31, 2026

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Mãe rebate acusação de estupro contra filho assassinado: ‘não vão manchar a imagem dele’

A mãe de João Pedro Bento da Silva, assassinado a facadas na madrugada do dia 1º de maio, rebateu as acusações de que o filho teria tentado estuprar uma mulher durante uma festa no bairro Lamenha Grande, em Almirante Tamandaré. A mulher afirmou que a “ficha ainda não caiu” e que não vai permitir que ninguém manche a imagem do filho.

A mãe de João Pedro Bento da Silva, assassinado a facadas na madrugada do dia 1º de maio, rebateu as acusações de que o filho teria tentado estuprar uma mulher durante uma festa no bairro Lamenha Grande, em Almirante Tamandaré. A mulher afirmou que a “ficha ainda não caiu” e que não vai permitir que ninguém manche a imagem do filho.

Marlene Bento relatou que não estava acompanhando o noticiário sobre o caso até ser informada de que o filho, assassinado com 11 facadas, estava sendo acusado de uma tentativa de estupro. “O que houve eu não sei, não tenho detalhes e não quero saber, mas a partir do momento que tentam manchar a imagem do meu filho, eu não vou permitir. Eu criei, eu conheço, eu conto a vida inteira dele para todo mundo que quiser. Nunca brigou, nunca tirou nota vermelha, nunca teve um vício”, contou.

João Pedro, de 23 anos, estava em uma casa junto com outras quatro pessoas, bebendo e fumando narguilé, quando uma confusão aconteceu. O rapaz teria sido arrastado para fora da residência e atingido por diversas facadas. “Se teve essa tentativa de estupro, a pessoa esperou nove dias para falar? Quando a pessoa é vítima de uma tentativa de estupro, se vê a Polícia Militar registrando a ocorrência [do assassinato], ela vai pedir ajuda, vai acusar a pessoa. Mas todo mundo que estava lá [na casa] disse que não sabia de nada, porque não foram depor?”, questionou Marlene.

A mãe do rapaz revelou, ainda, que João Pedro trabalhava desde os 14 anos e que conheceu a esposa no Ensino Médio. “Ele era um adolescente que não saía, conheceu a namorada no colégio e se casaram quando terminaram a escola, estavam juntos. Se organizar uma passeata, vai ter mais de mil pessoas falando quem era o João, pois gostavam muito dele. Eu sei quem é o João, não vão manchar a imagem do meu filho”, reafirmou.

Após o assassinato, o pai de João Pedro, Florisvaldo da Silva, foi até a casa de um dos suspeitos do crime, identificado como Lincon Martins Rodrigues, 21, e questionou a motivação do assassinato. “A PM que estava no local tomou as providências necessárias, mas não conseguiu nenhuma para prender o Lincon. Porém, quando ele [Florisvaldo] foi tirar satisfação, o Lincon falou ‘se a polícia não fez nada, quem é você?’, e acabou confessando o crime”, detalhou o advogado da família, Rogério Nogueira.

Neste momento, Florisvaldo atirou contra Lincon, que foi atingido na cabeça e socorrido em estado gravíssimo ao Hospital do Rocio, em Campo Largo. O rapaz não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de quinta-feira (2). “Ele cometeu um crime, matou essa pessoa e tem essa consciência, mas no momento dos fatos a emoção tomou conta dele, pois viu o filho esfaqueado e jogado na rua, como se fosse um animal, e o autor do homicídio praticamente zombando da polícia e dele”, completou.

Confesso

O advogado de Florisvaldo informou que vai aguardar a conclusão do inquérito para pedir a liberdade do homem, que quer colaborar com a Justiça. “Ele sabe o que fez e vai responder na Justiça, tanto que não se importa de esperar esse tempo até a conclusão do inquérito. Nós vamos fazer um pedido de liberdade, até porque a prisão dele é temporária e não há motivos para se renovada”. Além disso, há suspeita de que pelo menos outras duas pessoas tiveram envolvimento no assassinato de João Pedro, já que a vítima foi arrastada para a rua. “Essa é a cobrança da família, pois tinham mais dois rapazes envolvidos, no mínimo. Têm que ser responsabilizados os demais também”, disse Nogueira.

De acordo com o advogado, a acusação de tentativa de estupro é “completamente fantasiosa” e não tem como prosperar. “É um fato praticamente impossível, era uma casa pequena, todos estavam próximos no momento, era impossível. Outro fato que chama a atenção é que no momento, a suposta vítima falou para a PM que não estava no local, que chegou depois do homicídio, então como que pode? Agora vem com essa versão que eu considero completamente fantasiosa e que não vai prosperar”, concluiu.

A mãe de João Pedro relatou, ainda, que o filho estava com um moletom de um time de futebol, que havia ganhado momentos antes do crime, e que essa peça de roupa desapareceu. “O João tinha ganho uma camisa, algo assim, de um time de futebol do pai. Inclusive tem foto dele com o pai com essa roupa. Pelo que soube, ele estava sem essa roupa, então será que não teria que investigar também um latrocínio?”, questionou. Por fim, Marlene disse que tudo parece muito surreal. “Não fui para minha casa até hoje, não caiu a ficha. E também eu não quero que caia, pois eu não aceito”, finalizou.

MassaNews

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