Governo remaneja R$ 3,6 bilhões para atender cinco ministérios

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Sob a ameaça de paralisia na máquina pública, o governo fez nesta quinta-feira (2) um remanejamento de R$ 3,6 bilhões para atender a demandas mais urgentes de cinco ministérios que haviam sido afetados pelo corte de quase R$ 30 bilhões no Orçamento. A realocação dos recursos foi feita a partir de um bloqueio adicional no mesmo valor sobre os gastos de 13 órgãos e ministérios. O mais afetado pelo novo aperto foi o Ministério da Educação. Os gastos com saúde, por sua vez, já estão muito próximos do mínimo constitucional e foram preservados.

A medida ocorre após o governo iniciar um mapeamento para identificar quais áreas enfrentarão primeiro o risco de um colapso, como antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, no início da semana. O bloqueio no Orçamento, feito para assegurar o cumprimento da meta, que permite déficit de até R$ 139 bilhões, já impõe uma espécie de “shutdown branco” aos ministérios.

A situação ainda pode piorar e afetar áreas mais sensíveis para a população nos próximos meses porque, até o momento, a área econômica não vê sinal de melhora na arrecadação.

A portaria editada ontem libera R$ 2 bilhões para a Infraestrutura, após uma promessa do governo a caminhoneiros de que garantiria verba para a reparação de estradas. R$ 800 milhões foram para o Desenvolvimento Regional. Outros R$ 500 milhões foram destinados ao Ministério da Cidadania. O ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações recebeu de volta R$ 300 milhões. Já a pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos recebeu R$ 3 milhões.

Para conseguir fazer esse remanejamento, o governo precisou apertar ainda mais o cinto em outras áreas. O principal alvo foi o Ministério da Educação, que sofreu um contingenciamento adicional de R$ 1,59 bilhão, elevando o bloqueio total a R$ 7,4 bilhões. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, chegou a anunciar que o corte seria aplicado a universidades federais que promovessem “balbúrdia”, mas depois recuou e disse que a contenção dos gastos será linear a todas as instituições de ensino.

Outras áreas que sofreram cortes adicionais foram Defesa (R$ 725,4 milhões), Economia (R$ 487,2 milhões), Justiça (R$ 267,5 milhões) e Agricultura (R$ 145,6 milhões).

BemParana

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