Dupla suspeita de espancar empresário até a morte se apresenta na DHPP

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A dupla suspeita de espancar um empresário até a morte, na última sexta-feira (26), em Guaratuba, se apresentou na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) nesta terça-feira (30), em Curitiba. Inicialmente, os homens afirmaram que haviam se desentendido com a vítima e que nada foi premeditado.

Claudiomiro Brito, de 48 anos, foi agredido brutalmente pelos dois homens no momento em que passeava com o cachorro, no cruzamento das ruas 29 de abril e Xavier da Silva. Além de socos e chutes, a dupla também usou pedras para agredir a vítima, que ficou caída no meio da rua. O empresário chegou a ser socorrido ao Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, mas morreu na manhã do último sábado (27).

O delegado Leandro Stábile, responsável pelo caso, informou que os suspeitos se apresentaram voluntariamente na manhã desta terça-feira e devem ser ouvidos na DHPP. “A princípio eles alegaram ter sido um desentendimento, que os fatos que ocorreram acabaram desencadeando a morte do Claudiomiro, mas que essa não era a intenção deles. Isso vai ser apurado, vamos comparar com o que nós já temos para chegar a uma conclusão”.

De acordo com o delegado, a dupla informou que já conhecia a vítima. Além disso, a polícia não trata o crime como algo premeditado, pela dinâmica dos fatos. “As informações são preliminares, mas a origem dos autores é de Curitiba, eles estavam na praia a trabalho. Temos a informação de que a morte não era o resultado esperado, que eles não acreditaram que isso teria acontecido. Só souberam posteriormente que ele havia morrido”, completou.

Para o filho do empresário, Rômulo Brito, a alegação de que o crime foi uma “simples briga” não convence. “O mínimo que a gente espera é que as pessoas assumam a responsabilidade, e você tentar desviar, tentar passar para trás a justiça, não respeitar os familiares que tão aqui sofrendo… Eu acho que poxa, eu não vi o vídeo, mas para quem viu o que aconteceu, fica muito claro que não é uma simples briga, a partir do momento que você tem uma arma, uma pedra na mão, que bate na cabeça de uma pessoa, a pessoa no chão morta, desmaiada, continua a bater, não é uma simples briga”, disse, abalado.

Brito afirmou, ainda, esperar por justiça. “Nesse momento eu só sinto dor, não consigo sentir ódio de ninguém. Só queria que a justiça fosse feita, o que a gente quer é que eles paguem pelo que foi feito”, finalizou.

MassaNews

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