Terminou por volta das 20h30 desta quinta-feira (25), o Júri Popular dos acusados de matar o menino Izaque Furlan, de apenas seis anos. O julgamento foi realizado no Fórum de Almirante Tamandaré e durou dois dias.
No final do júri, a vizinha da vítima, Ana Maria Jesus Golveia, foi condenada a 22 anos de prisão em regime fechado. Já o marido dela, Claudinei Gonçalves Monteiro, que também estava no banco dos réus, foi absolvido das acusações.
A família de Izaque também participou do julgamento e a irmã do menino afirmou que o resultado os deixou revoltados. “Ela pegou muito pouco e ele tá livre, não acharam nenhuma prova da participação dele, isso é muito revoltante, o Izaque não vai voltar”, desabafou.
O advogado de Claudinei, Luis Gustavo Janiszewski, relatou que o júri foi pesado e que o caso era delicado. Ele ainda apontou que, ao todo, 14 testemunhas foram ouvidas, além dos dois réus que foram interrogados, o que acabou se estendendo por dois dias.
Ana Maria já estava detida e permanece presa para cumprir a pena. Absolvido, Claudinei será liberado e deve “seguir sua vida”, conforme relatou Janiszewski.
O caso
Izaque foi assassinado em 25 de agosto de 2017 e começou com a denúncia do desaparecimento da criança. No entanto, poucas horas depois, o caso teve uma reviravolta e Ana Maria, vizinha da mãe do menino, foi presa por estelionato, por fraudar documentos da família e da vítima para obter benefícios sociais.
Ao ser detida, a acusada confessou que tinha atingido Izaque com tijoladas, o enforcado em seguida e ainda escondido o corpo em uma mala, dentro de um forno da casa. Monteiro, que é marido de Ana Maria, também foi detido por suspeita de envolvimento no crime na época.
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