O número de mortes em uma série de explosões que atingiram o Sri Lanka no domingo de Páscoa subiu para 207, segundo porta-voz da polícia do país. Outras 450 pessoas ficaram feridas
Seis explosões quase simultâneas ocorreram na manhã de domingo em três igrejas onde fiéis celebravam a Páscoa e em três hotéis frequentados por turistas estrangeiros. Horas depois, uma explosão em uma pousada matou pelo menos duas pessoas. Depois de uma oitava explosão perto de um viaduto na área de Dematagoda nos arredores de Colombo, a capital, o porta-voz da polícia Ruwan Gunasekara disse que três policiais morreram quando foram interrogar suspeitos depois de receberem uma pista. Duas explosões ocorreram pouco depois que os policiais entraram em uma casa em Dematagoda.
O ministro da Defesa disse que sete suspeitos ligados às explosões foram presos.
O ministro das Relações Exteriores havia dito mais cedo que pelo menos 27 estrangeiros estavam entre os mortos. A imprensa estatal chinesa relatou que um cidadão chinês morreu nos ataques Mais cedo, a embaixada da China disse que quatro chineses haviam sido hospitalizados e estavam em condições estáveis. O Ministério das Relações Exteriores de Portugal confirmou que uma vítima era cidadã portuguesa.
O governo do Sri Lanka impôs um toque de recolher em todo o país a partir das 18h às 6h (horário local). Lojas estavam fechadas e as ruas estavam desertas na capital.
A SriLankan Airlines disse aos passageiros que viajam para fora do país que eles poderão voar apesar do toque de recolher imposto após os ataques. A companhia disse em comunicado que os passageiros de todas as companhias aéreas que operam no Aeroporto Internacional de Bandaranaike podem acessar o aeroporto mostrando seus bilhetes e passaportes nos postos de controle. A empresa afirmou ainda que a segurança foi reforçada no aeroporto e aconselhou os passageiros a chegar quatro horas antes de seus voos programados.
Mídias sociais
Enquanto as autoridades do Sri Lanka enfrentavam uma onda de ataques a bomba em todo o país na manhã de Páscoa, uma das primeiras reações foi bloquear as mídias sociais, incluindo o Facebook e o popular serviço de mensagens WhatsApp. Ambos os serviços, de propriedade do Facebook, e outros funcionaram mal ou deixaram de funcionar completamente nas horas após os ataques, segundo os usuários.
Oficiais do governo confirmaram que as autoridades bloquearam o acesso como parte de uma ordem mais ampla de toque de recolher no país. Uma autoridade, o ministra da Economia, Harsha de Silva, confirmou a proibição temporária em uma entrevista coletiva e disse que o acesso seria permitido novamente na manhã de segunda-feira.
Instagram, YouTube, Viber, Snapchat e Facebook Messenger também foram bloqueados, segundo a NetBlocks, um grupo de direitos digitais sediado em Londres, e outros grupos de monitoramento da internet. A NetBlocks disse que as restrições foram postas em prática antes das 18h (horário local) e pareciam estar em vigor em todo o país.
O governo do Sri Lanka já havia bloqueado mídias sociais em partes do país em março do ano passado, em meio a um surto de violência sectária, segundo a NetBlocks.
Uma porta-voz do Facebook confirmou que Facebook, WhatsApp e Instagram foram bloqueados, entre outras plataformas de mídia social. O Viber não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Um porta-voz do Snapchat não pôde ser encontrado imediatamente.
O Twitter não foi afetado, com usuários do Sri Lanka continuando a postar na plataforma. Um porta-voz do Twitter não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Fonte: Dow Jones Newswires.
