Santuário transfere atividades ao ar livre para dentro de igreja por conta de pombos, em Cianorte

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Algumas atividades como a Via Sacra, que acontece com mais frequência na época da Quaresma, foram canceladas ou realocadas.

O Santuário Eucarístico Diocesano de Cianorte, no noroeste do Paraná, transferiu as atividades ecumênicas por conta de pombos que ficam no local.

Com isso, a Via Sacra, que acontece com frequência no período de Quaresma e Semana Santa, sofreu alterações. Algumas atividades chegaram a ser canceladas.

A igreja fica na região central da cidade, em meio a três bosques. O Santuário e a prefeitura da cidade tentaram métodos para espantar as aves. A última tentativa foi a instalação de odorizadores, que possuem um cheiro que pode afastar os pássaros.

Segundo o padre Sérgio Carris, responsável pela matriz, a igreja acaba sendo prejudicada por conta do alto número de pombos. Conforme o padre, também há a preocupação com a saúde dos fiéis.

“É uma população muito grande que acaba sendo exposta à sujeira, ao mau cheiro e às doenças que as fezes dos pombos acabam transmitindo”, diz o padre.

O biólogo Fabiano Marreiros explica que as aves não são o problema da região, mas sim as fezes que os pombos deixam. “Essas fezes ficam pelo chão, o que pode ocasionar um problema de saúde pública”, conta.

Pombos ficam em árvores na região central de Cianorte — Foto: Raphael Costa/RPC

Pombos ficam em árvores na região central de Cianorte — Foto: Raphael Costa/RPC

‘Xô, pombos’

A tentativa de afastar os pombos que ficam próximos do Santuário dividiu opiniões na cidade. Enquanto alguns moradores acreditam que os pombos trazem sujeira, outros pensam que as árvores da região central são a casa das aves.

A polêmica fez com que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) entrasse no caso. O promotor do meio ambiente Sérgio Roberto Martins diz que os métodos para afastar os pombos são regulares. No entanto, as aves não podem ser mortas.

“Se esses pombos migrarem para os bosques ao lado, já seria uma solução, porque lá nós não temos concentração de pessoas no local. No atual estágio, a pessoa não tem outra opção a não ser passar por cima das fezes. O risco à saúde pública existe”, pontua o promotor.

Três bosques ficam no entorno do Santuário Eucarístico — Foto: Raphael Costa/RPC

Três bosques ficam no entorno do Santuário Eucarístico — Foto: Raphael Costa/RPC

G1PR

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