Gaeco encontra celular em cela de PM preso acusado de estuprar e matar jovem

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Uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) encontrou um celular e um pendrive na cela onde está preso Peterson da Mota Cordeiro. O homem é o ex-policial militar acusado pela morte da jovem Renata Larissa dos Santos, de 22 anos, crime que chocou Curitiba e Região Metropolitana no ano passado. A situação aconteceu no dia 26 de março, mas só foi divulgada nesta sexta-feira (12).

Desde que foi preso, no dia 20 de julho de 2018, acusado de três estupros, conforme publicou a Tribuna do Paraná em primeira mão, Peterson foi encaminhado ao Complexo Médico Penal de Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Pouco tempo depois, descobriu-se, a partir de um trabalho forte de investigação da Delegacia da Mulher, que ele era o autor da morte de Renata Larissa, que estava desaparecida.

Conforme o apurado, o celular estaria com Peterson dentro da cela, na unidade prisional que é a mesma onde também cumprem pena alguns presos pela Operação Lava Jato, como Eduardo Cunha, por exemplo. Como o processo que envolve Peterson segue em segredo judicial, o Gaeco não divulgou detalhes sobre essa apreensão, mas a direção do Complexo Médico Penal, através do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), informou que determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar o caso, mesmo ainda não tendo recebido o relatório da apreensão.

Renata foi morta por Peterson, segundo a polícia. Foto: Reprodução/Facebook

Renata foi morta por Peterson, segundo a polícia. Foto: Reprodução/Facebook

Peterson é considerado pela Polícia Civil como um homem violento e extremamente covarde. Na época em que foi preso, as investigações da Delegacia da Mulher levaram a polícia a encontrar, no celular do ex-policial, vídeos em que Renata aparecia nua e com as mãos algemadas em meio a um matagal, próximo ao Zoológico de Curitiba, no bairro Alto Boqueirão, mesmo bairro em que o PM morava.

A jovem, que desapareceu no dia 27 de maio de 2018, em Colombo, também na RMC, ficou sumida por aproximadamente dois meses até que as investigações levaram a Peterson e ele apontou aos policiais onde estava o corpo. Renata foi encontrada, morta, no dia 1° de agosto. Para a polícia, Peterson a estuprou e depois a matou.

TribunaPr

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