O ex-governador Beto Richa é denunciado pela terceira vez no âmbito da Operação Quadro Negro, desta vez por crimes de corrupção passiva e fraude a licitação. As investigações do Ministério Público Estadual (MP-PR) apuram desvios de R$ 22 milhões de recursos da Secretaria de Estado da Educação (SEED), que deveriam ser investidos em obras de construção e reformas de escolas.
Fraude a licitação
Nesta denúncia, os promotores apontam fraudes na licitação de duas obras de construção: Colégio Estadual Professora Leni Marlene Jacob (desvios de R$ 842.384,28) e Colégio Estadual Pedro Carli (desvios de R$ 812.395,14). As duas instituições são de Guarapuava, na região Central. Somadas, as vantagens indevidas ultrapassam a marca de R$ 1,65 milhão.
Narra a denúncia que Beto Richa, nesta etapa das fraudes, autorizou a propor às ‘empresas parceiras’ do esquema formas mais ousadas de desviar recursos. “Richa deu aval para que o então diretor do Departamento de Engenharia, Projetos e Orçamentos (Depo) adotasse as medidas que entendesse necessárias para robustecer o montante das propinas pagas, ainda que, para isso, os ajustes para conclusão das obras tivessem que ser realizados posteriormente”, apontam os sete promotores que assinam a denúncia.
“Uma vez reeleito governador do estado (como de fato o foi), teriam todo o segundo mandato para ‘acertar’ a situação das empresas”, completam.
Corrupção passiva
Em outra parte do pedido de abertura de ação penal, os promotores acusam Beto Richa pelo crime de corrupção passiva. O ex-diretor da SEED Maurício Fanini – delator da Quadro Negro – afirma que, cumprindo ordens de Richa, pediu a um empresário R$ 400 mil.
O valor seria referente a dois pedidos de aditivos para obras que estavam em andamento em junho de 2014. Segundo a denúncia, todos estavam cientes dos crimes que estavam cometendo.
A defesa de Beto Richa ainda não se manifestou sobre a denúncia, enviada nesta quarta-feira (10) à 9.ª Vara Criminal.
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