domingo, maio 3, 2026

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“A minha filha é inocente, ela foi vítima nesse caso”, diz o pai de Cristiana Brittes

O segundo dia das audiências de instrução do processo que investiga a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas começou por volta das 10h desta terça-feira (2), no Fórum de São José dos Pinhais. A primeira pessoa a falar foi uma testemunha sigilosa. No primeiro dia, a juíza Luciani Martins de Paula ouviu 25 testemunhas de defesa dos réus, das mais de 70 que foram arroladas pela Justiça.

Testemunha sigilosa

A testemunha que abriu o segundo dia de audiências é amiga de Cristiana Brittes. Elas se conheceram porque o filho mais velho da mulher estudou com a filha mais nova de Cristiana. Ela é gerente da agência da Caixa Econômica Federal em que Allana Brittes trabalhou como estagiária, em Curitiba. 

“Allana sempre foi muito prestativa”, afirmou a bancária. Perguntada sobre a informação de que Allana foi estelionatária, a mulher disse que a ré era apenas uma estagiária e não tinha como cometer o crime, pois era responsável apenas por juntar documentos e fazer um pré-cadastro dos clientes.

A testemunha afirmou na ocasião, a polícia foi chamada e Allana atendeu os policiais. “Foi o banco que chamou a PM, mas a Allana só atendeu”, disse. 

Pai de Cristiana Brittes

O depoimento de Pedro Rodrigues, 57, pai de Cristiana Brittes, foi um dos mais longos prestados nesta fase das audiências. Ele, que é mestre de obras, falou sobre a relação com a família Brittes. Rodrigues disse que ajudou a construir a casa em que a filha morava e contou que Edison Brittes também participou da obra.

“A Cristiana pra mim é a minha princesa, trabalhou a vida toda, é minha guerreira”, afirmou. Ele comentou que a filha está casada há 20 anos e casou aos 17. “A minha filha é inocente, ela foi vítima nesse caso”, alegou. Rodrigues disse ainda que a filha não conseguiria impedir a tragédia e nunca incentivou o homicídio.

“Eu peço perdão pela mãe do Daniel, pelo que aconteceu, mas se fosse meu filho eu teria dado educação”, reiterou Rodrigues. Nesse momento, o advogado de defesa da família Brittes, Claudio Dalledone, relembrou que Cristiana estava dormindo quando foi importunada por Daniel. “Se fosse meu filho eu teria falado para nunca deitar na cama de uma mulher casada”, disse mais uma vez.

Rodrigues também defendeu a neta, Allana Brittes, que chamou de “princesinha”. “Ela pode até ter feito algo errado para proteger o pai e a mãe, mas fez porque é uma boa menina”, afirmou. Sobre a hipótese de que neta foi estelionatária, o avô afirmou que foi uma história abordada de maneira errada.

Ao falar do genro, Edison Brittes, Rodrigues disse o réu nunca teve defeitos e que essa foi primeira vez que ele teria feito algo ruim. O pai de Cristiana afirmou que Edson tentou defender a família, mas pontuou que ele precisa pagar pelo que fez.

Durante o depoimento Rodrigues também contou que conhece Eduardo Henrique da Silva desde criança e nunca teve conhecimento de algo ruim sobre o rapaz. “É um menino bom, trabalhador, devia estar solto trabalhando, vivendo a vida. Senti muito com o que aconteceu”.

O procurador do Ministério Público e o advogado Claudio Dalledone discutiram depois que o procurador tentou perguntar sobre como o pai de Cristiana soube do homicídio. Ao procurador do MP, o pai da ré contou que Cristiana ligou e falou que viu a briga, mas não viu se alguém tinha socorrido o rapaz. Ele ainda disse não conversou com a neta sobre o que aconteceu dentro da casa e não recebeu a informação de ninguém. 

Durante o depoimento de Pedro Rodrigues os membros da família Brittes choraram muito. Edison Brittes olhava para baixo ao ouvir o sogro falar. 

Ao fim do depoimento, Rodrigues pediu permissão à juíza para abraçar a filha e a neta. Para o genro ele apenas estendeu a mão.

Colaboração Mateus Bossoni/Rede Massa

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