sábado, maio 2, 2026

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Segurança da Shed afirma que Daniel, bêbado, não parava em pé

O chefe de segurança da balada Shed afirmou em depoimento que o jogador Daniel Corrêa Freitas estava bêbado a ponto de não conseguir ficar em pé durante a festa de aniversário de Allana Brittes, em outubro do ano passado. Marcelo Guerra foi indicado como testemunha de defesa da jovem e foi a 9ª pessoa a prestar depoimento nesta segunda-feira (1º), no Fórum de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Foi nesta balada que começou a festa de aniversário de 18 anos de Allana. O chefe de segurança afirmou que Daniel esteve na Shed por cerca de seis horas e bebeu whisky. “Visualmente ele não conseguia parar na vertical”, afirmou em depoimento, sobre o estado de embriaguez do ex-jogador.

A testemunha não soube informar o valor gasto pela família Brittes na festa de aniversário de Allana. Marcelo Guerra não confirmou a hipóteses de que 30 garrafas de bebidas alcoólicas foram consumidas.

Questionado se os dois camarotes e a consumação custaram R$ 35 mil, o chefe de segurança afirmou que era possível: “Pode ser que tenha dado R$ 35 mil com todo mundo, mas a ficha de Edison Brittes não teve todo esse gasto”, afirmou. A defesa do réu confesso apresentou uma nota afirmando que o empresário gastou em sua comanda R$ 3.262.

O caso

Sete pessoas são acusadas pela morte do ex-jogador Daniel Corrêa Freitas, no dia 27 de outubro do ano passado, em São José dos Pinhais. O homicídio aconteceu após a festa de aniversários de Allana Brittes, filha de Edison Brittes. O empresário confessou ter matado o ex-jogador. Segundo ele, porque Daniel havia tentado estuprar a sua esposa, Cristiana Brittes. As investigações não comprovam essa afirmação.

Edison Brittes é acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, coação de testemunha e corrupção de menor. Três jovens também foram denunciados pela participação direta na execução: Eduardo da Silva, Ygor King e David William da Silva.

Cristiana Brittes responde por homicídio, coação de testemunhas, fraude processual e corrupção de menor; Allana Brittes responde pelos mesmos crimes, exceto homicídio.

Evellyn Peruso responde por denunciação caluniosa e falso testemunha. Entre os sete réus, ela é a única a responder em liberdade.

O processo

A ação corre na 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais. O processo é conduzido pela juíza Luciani Regina Martins de Paula. Ela já ouviu as testemunhas de acusação e começou a ouvir nesta segunda-feira as testemunhas de defesa.

Essa segunda etapa da instrução processual deve terminar até sexta-feira (5). Depois disso, os réus serão interrogados. Depois de colher todos os depoimentos e analisar as alegações finais de acusação e defesa, a juíza decidirá se os réus irão, ou não, a júri popular.

Colaboração Mateus Bossoni

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