De acordo com a polícia, as organizações são compostas por falsos proprietários, corretores de imóveis e funcionários de cartórios. Três pessoas foram presas e cinco estão foragidas.
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta terça-feira (12), mandados de prisão contra suspeitos de participar de duas quadrilhas que aplicavam golpes no litoral do Paraná.
Oito pessoas foram alvos dos mandados, três foram presas e cinco estão foragidas.
De acordo com a polícia, os suspeitos praticavam o golpe da falsa venda de imóveis, utilizando documentos falsos. Desse modo, conseguiam enganar as vítimas e efetuas as vendas.
Segundo o Polícia Civil, a operação acontece contra duas quadrilhas distintas que aplicavam o mesmo crime.
“São duas associações criminosas que trabalhavam na cidade de Matinhos e região e estariam vendendo imóveis que seriam, na verdade, de terceiros”, afirmou o delegado Fábio Machado.
De acordo com a polícia, as quadrilhas eram compostas por falsos proprietários, corretores de imóveis e funcionários de cartórios.
Núcleo Zaza
Um grupo, batizado pela polícia de “Núcleo Zaza”, realizou a falsa venda de um imóvel no bairro Balneário Guaciara, em Matinhos, no litoral do Paraná.
Os suspeitos, segundo a Polícia Civil, são um casal, formado por Luisa Zaza Fernandes da Conceição e Sérgio José dos Santos, que se passava por proprietários de um imóvel alheio, e Geraldo Magela Esmério, corretor de imóveis.
Um tabelião e uma escrevente juramentada também participaram do esquema, segundo a polícia. Os dois foram presos, os demais permanecem foragidos.
De acordo com a Polícia Civil, o trio criou um anúncio em um site de compra e venda da internet para atrair as vítimas.
Segundo a polícia, as vítimas assinaram um Instrumento Particular de Compra e Venda na corretora de imóveis de Esmério e formalizaram a falsa transferência em um cartório de Mandirituba.
As investigações da polícia apontam que o imóvel havia sido anunciado por R$80 mil e as vítimas chegaram a pagar R$ 5 mil de sinal e mais R$ 25 mil para reservar o imóvel.
De acordo com a Polícia Civil, as vítimas notaram que tinham sido vítimas de um golpe quando pesquisaram os registros públicos do imóvel e perceberam que ele era de propriedade de uma construtora que tinha sido objeto de execução judicial e estava, agora, registrado como propriedade da União.
As vítimas informaram a polícia que questionaram aos suspeitos a ausência de documentos que comprovassem a propriedade do imóvel, mas Zaza e Sérgio afirmaram que iriam apresentar as escrituras futuramente.
Núcleo Marquinhos
A outra quadrilha alvo dos mandados, que segundo a polícia não tem ligação com o grupo anterior, é chamada pela polícia como “Núcleo Marquinhos”.
Este grupo, composto por Marco Antônio Aparecido da Silva, Kely Tania Bezerra Ramos e Taltia Aparecida Bona da Silva, é suspeito de vender terrenos utilizando documentos falsos no Balneario Albatroz, em Matinhos.
De acordo com a polícia, o trio vendia lotes, no valor entre R$ 1 mil e R$ 15 mil, em um terreno que era de propriedade alheia.
Segundo a polícia, Marcos e Kely realizavam a venda e levavam as vítimas até o escritório de Talita, onde era assinado um documento falso de compromisso de compra e venda. Talita foi presa na manhã desta terça, os demais não foram encontrados.
A polícia informa que os suspeitos também realizavam cobranças extras das vítimas, de R$ 250, afirmando que era necessário abrir novas vias públicas próximas ao terreno.
De acordo com a Polícia Civil, os golpes foram aplicados desde 2015, mas as vítimas só perceberam a fraude em 2018, quando tentaram construir imóveis no local e o verdadeiro proprietário impediu as obras.
As investigações pontam que mais de dez pessoas foram vítimas do golpe já conta com mais de dez vítimas, com prejuízo total de cerca de R$100 mil.
Fonte: G1PR
