quarta-feira, julho 22, 2026

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Paranaguá promove mobilização pelo Dia Estadual de Combate ao Feminicídio

A Prefeitura de Paranaguá promoveu nesta quarta-feira, dia 22, uma ação de mobilização e conscientização no Terminal Urbano, em alusão ao Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. A atividade substituiu a 4ª Caminhada do Meio-Dia, que precisou ser cancelada devido às condições climáticas.

Realizada pela Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (SEMDIR), a mobilização reuniu representantes de diferentes instituições para orientar a população sobre as diversas formas de violência contra as mulheres, além de distribuir materiais informativos e reforçar a importância da prevenção e da denúncia.

A ação integra a Campanha Estadual Paraná Unido no Combate ao Feminicídio, que mobiliza municípios de todo o Estado para ampliar a conscientização sobre a violência contra as mulheres e fortalecer as estratégias de prevenção ao feminicídio.

Para a secretária municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial, Carolina Miranda, a informação é uma das principais ferramentas para romper ciclos de violência.

“Quanto mais falamos sobre a violência e quanto mais pessoas se envolvem na proteção às mulheres, mais conseguimos alcançar e proteger. Muitas mulheres ainda não reconhecem que determinadas situações vividas dentro de casa também são formas de violência. Por isso, precisamos levar informação a toda a comunidade e reforçar que nenhuma mulher está sozinha”, destacou.

Durante a mobilização, a secretária também ressaltou que a violência pode se manifestar de diferentes formas, como agressões morais, psicológicas, patrimoniais, financeiras e sexuais. Segundo ela, o município mantém uma rede estruturada de atendimento para acolher e proteger mulheres em situação de violência, inclusive com acolhimento temporário para aquelas que precisam deixar suas casas por estarem em situação de risco.

“Se uma mulher precisa sair de casa ou está sofrendo ameaças contra a própria vida, ela pode buscar ajuda. Temos uma rede preparada para recebê-la com segurança, oferecer os cuidados necessários e realizar os encaminhamentos para ela e para os filhos”, afirmou Carolina.

Rede de proteção e responsabilidade coletiva

A mobilização contou com a participação de representantes da Polícia Militar, Polícia Civil do Paraná, Guarda Municipal, instituições de ensino superior, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Rede Municipal de Proteção à Mulher, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e secretarias municipais.

A delegada da Polícia Civil Kemely Lugli, que atua no Cartório de Vulneráveis, destacou a importância da união entre diferentes instituições e da participação da comunidade no enfrentamento à violência contra as mulheres.

“É um momento importante porque reúne vários setores e órgãos para mostrar às mulheres que elas não estão sozinhas e que podem buscar ajuda. O enfrentamento à violência não é responsabilidade apenas da polícia ou do poder público. Toda a comunidade precisa estar atenta e participar”, afirmou.

Segundo a delegada, o aumento nos pedidos de medidas protetivas no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, pode indicar tanto a continuidade da violência quanto uma maior informação das mulheres sobre seus direitos e os mecanismos de proteção disponíveis.

“Muitas mulheres estão buscando ajuda ainda diante da violência psicológica e das ameaças, antes que a situação evolua para formas mais graves de violência”, explicou.

Atenção a todas as formas de violência

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal, Márcia Garcia, reforçou que a violência contra a mulher pode se manifestar de diferentes formas e que a busca por ajuda não deve esperar uma agressão física. “A violência pode ser moral, patrimonial, sexual, psicológica ou vicária. Em todas essas situações, a mulher pode buscar orientação e proteção”, explicou.

A vice-prefeita Fabiana Parro destacou que o enfrentamento à violência precisa ser permanente e envolver toda a rede de proteção. “Hoje é um ato pontual e simbólico, mas precisamos caminhar todos os dias, com todos os órgãos juntos, para que a mulher reconheça as diferentes formas de violência e tenha condições de romper esse ciclo”, afirmou.

Atuação permanente

Embora a mobilização desta quarta-feira esteja relacionada ao Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, a Prefeitura de Paranaguá mantém ações permanentes de atendimento, acolhimento, orientação e proteção às mulheres em situação de violência.

A secretária Carolina Lourenço reforçou que o trabalho é realizado ao longo de todo o ano e envolve diferentes serviços e instituições da rede de proteção.

“A ação de hoje é uma mobilização especial, mas o enfrentamento à violência acontece permanentemente. Temos uma rede de atendimento estruturada para acolher, proteger e orientar as mulheres. O mais importante é que elas saibam que não estão sozinhas e que podem buscar ajuda”, afirmou.

A mobilização no Terminal Urbano levou informação a um espaço de grande circulação da população e reforçou que o enfrentamento à violência contra as mulheres é uma responsabilidade de toda a sociedade. A informação contribui para reconhecer situações de violência, romper o silêncio, fortalecer a rede de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de apoio.

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