Iniciativa transforma restos de alimentos em adubo utilizado nas hortas escolares e promove educação ambiental entre os estudantes
Pontal do Paraná vem desenvolvendo um ciclo de reaproveitamento de resíduos orgânicos nas instituições municipais, transformando restos de alimentos em composto orgânico que retorna às escolas e é utilizado nas hortas escolares. A ação integra as iniciativas de sustentabilidade e educação ambiental desenvolvidas no município.
O projeto é desenvolvido pela Prefeitura de Pontal do Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e envolve as unidades escolares no processo de separação, coleta e reaproveitamento dos resíduos orgânicos.
Entre abril e agosto de 2026, foram coletados 5.375,9 quilos de resíduos orgânicos, quantidade que deixou de ser encaminhada ao aterro sanitário e foi destinada ao processo de compostagem.
Segundo a secretária municipal de Educação, Cintia Mendes, o trabalho começa dentro das próprias unidades escolares, especialmente na cozinha.
“Essa compostagem inicia lá na cozinha. As merendeiras separam todo o resíduo orgânico que seria conduzido até o aterro público, para que ele retorne para a nossa usina de compostagem”, explica.
Após a separação, os resíduos são recolhidos pela equipe responsável pela usina de compostagem, localizada no Balneário Pontal do Sul, e encaminhados para o espaço onde ocorre a transformação do material.
“Essa coleta é feita pela nossa equipe da usina de compostagem, lá do Balneário Pontal do Sul, que vai para um espaço onde a gente faz a transformação, para que esse resíduo se torne composto orgânico e retorne a cada uma das unidades escolares”, afirma Cintia.
De abril a agosto, os números registrados foram:
Abril: 916,3 quilos;
Maio: 1.127,2 quilos;
Junho: 1.262,9 quilos;
Julho: 562 quilos;
Agosto: 1.507,5 quilos;
Total: 5.375,9 quilos de resíduos orgânicos coletados.
A pesagem do material é realizada na chegada à Horta Mãe, em Pontal do Sul.
O acompanhamento permite verificar a quantidade de resíduos que está sendo reaproveitada e que deixa de ser enviada ao aterro sanitário.
Composto retorna para as escolas
Depois de aproximadamente 90 a 120 dias, o processo de compostagem é concluído e o material se transforma em adubo orgânico. Esse composto retorna às instituições municipais e passa a ser utilizado nas hortas escolares e espaços de jardinagem.
De acordo com Cintia Mendes, as unidades escolares estão em processo de implantação e ampliação desses espaços.
“As nossas unidades escolares estão em plena implantação das suas hortas escolares e espaços de jardinagem. Essa compostagem retorna e vai se transformar em adubo para toda a criação das nossas hortas”, destaca a secretária.
Nas hortas, alunos e professores participam do plantio de legumes, verduras e frutas, acompanhando na prática as diferentes etapas, desde o reaproveitamento dos resíduos até a produção dos alimentos.
O ciclo continua após a colheita: os alimentos cultivados podem ser utilizados na alimentação das crianças e os resíduos orgânicos gerados posteriormente retornam ao processo de compostagem.
Dessa maneira, a iniciativa cria um ciclo contínuo dentro da rede municipal, em que o resíduo produzido nas escolas é separado, transformado em adubo e utilizado no cultivo de novos alimentos. A ação contribui para a redução do volume enviado ao aterro sanitário e trabalha, junto aos estudantes, conceitos de sustentabilidade, educação ambiental e alimentação saudável.
Fotos: PMPPR/ Clovis Santos
