MATINHOS – O combate à dengue ganhou um reforço essencial nas salas de aula de Matinhos. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da equipe de Vigilância em Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, retomou as atividades do projeto “Fim da Picada” na rede municipal de ensino. A iniciativa leva ações pedagógicas e lúdicas aos estudantes, com o objetivo de conscientizá-los sobre a prevenção e eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, o principal transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Para captar a atenção das crianças e facilitar o aprendizado, as agentes de saúde utilizam uma metodologia interativa. A programação nas escolas conta com a apresentação da peça teatral “Dengue Não Tem Idade”, além de palestras dinâmicas, brincadeiras temáticas e um quiz educativo de perguntas e respostas no formato “verdadeiro ou falso”. Ao aprenderem brincando, os alunos absorvem as orientações com facilidade e se tornam multiplicadores das informações em suas casas e comunidades.
Prevenção e mobilização comunitária
A proposta de levar o tema para o ambiente escolar fundamenta-se no papel das crianças como agentes de transformação no ambiente familiar. Durante as atividades, os estudantes aprendem a identificar possíveis focos de acúmulo de água em seus quintais e a cobrar, de forma saudável, atitudes preventivas dos pais e responsáveis.
De acordo com as equipes técnicas da Vigilância em Saúde que coordenam as dinâmicas de campo, a retomada do projeto fortalece as diretrizes de prevenção e promoção da saúde do município. As brincadeiras e o formato leve das apresentações garantem que conceitos importantes de saúde pública sejam assimilados de maneira natural e duradoura pelas crianças.
Trabalho contínuo
As visitas do projeto “Fim da Picada” seguirão um cronograma de atividades ao longo do ano letivo, contemplando as unidades de ensino da rede pública municipal.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que, além das ações educativas nas escolas e das fiscalizações diárias dos agentes de endemias nas ruas, a participação da população é indispensável. Cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão localizados em residências particulares, o que torna vistorias semanais de dez minutos nos quintais a medida mais eficaz para evitar a proliferação da doença.
Fotos: Secretaria Municipal de Saúde / Comunicação Social
