terça-feira, abril 28, 2026

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Miss baiana é assassinada no Paraná e caso é investigado como feminicídio

O corpo de Raissa Suellen Ferreira da Silva, jovem baiana de 23 anos, foi encontrado nesta segunda-feira (10) em uma área de mata na cidade de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Raissa estava desaparecida desde o dia 2 de junho e foi localizada já sem vida, enterrada e enrolada em uma lona. O caso, que gerou grande comoção nacional, está sendo investigado como feminicídio pela Polícia Civil do Paraná.

Natural da cidade de Serra Branca, na Bahia, Raissa havia se mudado para Curitiba há cerca de três anos em busca de melhores oportunidades. Em sua trajetória, participou de concursos de beleza e chegou a ser eleita Miss Teen Serra Branca 2020. Jovem, sonhadora e ativa nas redes sociais, Raissa encantava seguidores com seu carisma e beleza, e buscava crescer profissionalmente na capital paranaense.

Segundo a polícia, o principal suspeito do crime é Marcelo Alves, motorista de aplicativo e humorista amador, amigo de infância da vítima. Ele foi preso no último domingo (9) e confessou ter matado Raissa por estrangulamento, após uma suposta discussão motivada por rejeição. O corpo foi deixado em uma região de difícil acesso, o que dificultou as buscas. Marcelo indicou o local exato durante o interrogatório.

O assassinato de Raissa escancarou mais uma vez a gravidade da violência contra mulheres no Brasil. O crime, com características passionais, foi classificado como feminicídio qualificado e ocultação de cadáver. A Delegacia de Polícia de Araucária conduz o inquérito, que deve ser concluído nos próximos dias.

Familiares e amigos de Raissa, devastados com a brutalidade do caso, pedem justiça. A jovem será sepultada em sua cidade natal, no interior baiano, onde homenagens estão sendo organizadas. Nas redes sociais, milhares de internautas lamentaram a perda precoce e expressaram indignação.

Casos como o de Raissa revelam a urgência de medidas mais eficazes de proteção às mulheres. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas no país. A história da jovem miss baiana, interrompida de forma cruel, se junta à triste estatística da violência de gênero que continua a fazer vítimas em todas as regiões do Brasil.

Redação

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