Marcos da Veiga se despediu oficialmente da função de guarda-vidas civil após 21 anos de serviço no litoral do Paraná. Desde 2004 atuando com dedicação e responsabilidade, ele deixa as areias em 2025 com um feito marcante: nenhuma vida perdida sob seus cuidados.
Em publicação emocionada nas redes sociais, Marcos destacou o sentimento de dever cumprido ao longo da trajetória. “Saber que nas minhas mãos não houve nenhum óbito, juntamente com os meus parceiros, fica o sentimento de dever cumprido”, escreveu.
A sua despedida chama atenção para a importância da presença contínua dos guarda-vidas civis, que atuam o ano inteiro, diferentemente do reforço sazonal realizado pelo Corpo de Bombeiros durante o Programa Verão Maior. Esse programa estadual amplia o efetivo durante o verão, época de maior fluxo de turistas. Já os guarda-vidas civis, como Marcos, permanecem nas praias durante todo o ano, garantindo a segurança da população local mesmo em dias de pouca movimentação.






Essa atuação fora de temporada é estratégica. Com profundo conhecimento do município, da geografia da praia e dos comportamentos do mar, esses profissionais têm papel essencial na prevenção de afogamentos e na resposta rápida em situações de risco.
Segurança no mar é responsabilidade coletiva, mas a presença de profissionais experientes e familiarizados com o litoral é determinante para reduzir tragédias. Marcos da Veiga encerra sua jornada com um legado silencioso, mas de grande impacto: preservar vidas com coragem, disciplina e humanidade.
A saída de profissionais como ele reforça a necessidade de reconhecimento contínuo e valorização das equipes permanentes, que fazem da costa um lugar mais seguro — não só no verão, mas durante todo o ano.
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