terça-feira, junho 18, 2024

InícioDestaquesEstado reforça atenção para diagnóstico da hanseníase e luta contra o preconceito

Estado reforça atenção para diagnóstico da hanseníase e luta contra o preconceito

Em alusão ao Dia Estadual de Conscientização sobre a Hanseníase, 26 de maio (domingo), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) chama a atenção de toda a população para o enfrentamento da doença, com destaque para a importância do diagnóstico precoce, tratamento e a luta contra o preconceito. O Brasil está em segundo lugar em número de casos de hanseníase, sendo o Paraná o estado da região Sul com maior incidência. Mais de 725 pessoas realizam o tratamento da doença em 2024.

Para marcar a data, instituída pela Lei Estadual nº 17.359 de 2012, a Sesa promove algumas ações de mobilização, como a divulgação do documentário “A Morada de São Roque”, com lançamento oficial no dia 31 de maio, às 14h, na Cinemateca, em Curitiba. O evento é aberto ao público e não há necessidade de agendamento:

A película mostra a história do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR), situado em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Conhecido como o antigo Leprosário São Roque, iniciou suas atividades em 1926 com a política de internamento compulsório. O hospital-colônia, exclusivo para pacientes portadores da hanseníase, era um dos mais emblemáticos do País.

Na pré-estreia do documentário, exibido para os profissionais de saúde e a comunidade da região, houve ainda a visita guiada ao Museu São Roque (Musar), um espaço dedicado a mostrar a trajetória da doença e da instituição. Dentro da programação foi realizada, ainda, uma ação de avaliação de contatos de pessoas diagnosticadas com hanseníase, que aconteceu no município de Piraquara, no dia 22 de maio.

AÇÕES ESTRATÉGICAS – Além das iniciativas alusivas à data, a Sesa mantém ações estratégicas e permanentes para prevenção, diagnóstico oportuno e tratamento da doença, além do enfrentamento ao estigma e à discriminação. Entre elas, o Telediagnóstico em Dermatologia, operacionalizado pelo Núcleo Estadual de Telessaúde.

As lesões de pele são fotografadas no âmbito das unidades da Atenção Primária à Saúde, com o auxílio do dermatoscópio, equipamento que aumenta a qualidade da imagem e possibilita fazer a análise diferencial de lesões malignas. Elas são avaliadas pelo médico especialista que emite o laudo da imagem em até 72 horas, o que agiliza o diagnóstico e o início do tratamento.

“O tratamento é oferecido gratuitamente pelas unidades de saúde do SUS, mas, se a doença não for tratada, há riscos de transmissão e sequelas que podem levar a incapacidades permanentes”, explica a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

Além disso, o HDSPR está reestruturando o setor de reabilitação com a dispensação de órteses e confecção de palmilhas e adaptadores. Recentemente, a unidade firmou parceria com o Instituto Alliance Agaisnt Leprosy que disponibilizará material, insumos e capacitação para a equipe na confecção de palmilhas e adaptadores às pessoas que tem ou tiveram hanseníase.

Após o treinamento dos profissionais envolvidos no atendimento e a entrega do material, o HDSPR espera iniciar os atendimentos no início do mês de junho.

A organização, fundada em 2018, com sede na Capital, é filantrópica e com atuação internacional. O objetivo da instituição é qualificar profissionais de saúde unindo a ciência, educação e filantropia no combate à hanseníase.

Há ainda a busca ativa para detecção precoce dos casos, tratamento; reabilitação; manejo das reações hansênicas e dos pacientes pós-alta; investigação dos contatos de forma a interromper a cadeia de transmissão; formação de grupos de autocuidado e ações adicionais que promovam o enfrentamento do estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença.

“O Estado também atua na educação permanente dos profissionais para a identificação precoce de sinais e sintomas, diagnóstico da doença e um cuidado qualificado das pessoas com hanseníase, incluindo a avaliação e prevenção das incapacidades físicas”, reforça Maria Goretti.

O tratamento é realizado exclusivamente pelo SUS e a medicação é fornecida gratuitamente nas unidades de saúde, com duração de seis a 12 meses, podendo ser prorrogado até 18 meses. A transmissão é interrompida ao iniciar a medicação. A hanseníase tem cura e tratamento.

AEN

ARTIGOS RELACIONADOS

MAIS POPULARES