Beto Preto diz que Paraná precisa de cerca de 1 mil cilindros de oxigênio e pede ajuda de indústrias

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O secretário estadual da Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou, na manhã desta segunda-feira (22), que são necessários cerca de 1 mil cilindros de oxigênio para abastecer o sistema de saúde do estado.

No domingo (21), o Paraná recebeu 200 cilindros cedidos pelo estado do Amazonas. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), os cilindros vão ser usados conforme a demanda.

De acordo com Beto Preto, não falta oxigênio nos hospitais, mas há unidades que precisam dos cilindros que armazenam o gás, principalmente nas unidades de pronto atendimento e hospitais de cidades menores do Paraná.

Amazonas enviou 200 cilindros de oxigênio para o estado do Paraná — Foto: Johnathann Klismann/Rede Amazônica

Amazonas enviou 200 cilindros de oxigênio para o estado do Paraná — Foto: Johnathann Klismann/Rede Amazônica

Com a liberação da Anvisa para que cilindros industriais sejam usados nos hospitais, o secretário fez um pedido às empresas que emprestem os cilindros enquanto a demanda por oxigênio estiver alta no sistema de saúde do estado.

“A indústria paranaense, aqueles que se utilizam de cilindros e puderem ceder, é fundamental [que ajudem]. A gente pode fazer a limpeza e colocar esses cilindros para trabalhar também na área de gases medicinais. Por empréstimo”, afirmou.

Em Palmas, na região sul do estado, e em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, empresários se reuniram para doar cilindros a hospitais que precisavam os equipamentos.

De acordo com a Sesa, o Paraná tem 5.460 pessoas internadas com Covid-19 ou suspeita da doença, e 988 pessoas à espera de um leito hospitalar.

Levando em conta os leitos de UTI do SUS, a ocupação no estado é de 95%.

Desde o início da pandemia, 791.390 pessoas testaram positivo para Covid-19 no Paraná, segundo a Sesa. Destas, 14.799 pessoas morreram vítimas da doença.

Medicamentos

Segundo o secretário Beto Preto, o Paraná ampliou o número de leitos, por isso aumentou a demanda por insumos como oxigênio e medicamentos.

“Cada leito agora que vamos abrindo, temos que ter os insumos necessário. Temos que pensar que temos que supri-lo. Temos que ter respirador, equipe e mas também tem que ter medicamento. Caso contrário, a situação vai se agravar ainda mais”, afirmou.

No dia 15 de março, a Sesa tinha emitido um alerta para a possibilidade de desabastecimento de medicamentos usados na entubação de pacientes. Na quinta-feira (18), estado recebeu e distribuiu 76 mil medicamentos a hospitais da região.

Nesta segunda-feira (22), Beto Preto afirmou que o estado tem medicamentos para entubação de pacientes, mesmo que em alguns casos seja necessário usar protocolos mais antigos de tratamento, mas que a situação é preocupante.

“Temos outros medicamentos que são universais, que estão em uso em outros países. Estamos colocando à disposição também. Mas é dramático faltar medicamento para alguém que está entubado alguns dias, precisando permanecer naquela situação, demonstra a fragilidade do processo”, afirmou.

Paraná tem mais de 5 mil pessoas internadas com Covid-19 ou suspeita da doença — Foto: Federico Parra/AFP

Paraná tem mais de 5 mil pessoas internadas com Covid-19 ou suspeita da doença — Foto: Federico Parra/AFP

Hospitais de campanha

De acordo com Beto Preto, o estado priorizou aumentar a estrutura de hospitais existentes do que criar novos hospitais de campanha.

Segundo ele, foram abertos leitos que equivalem a 40 hospitais de campanha, cada um com 100 leitos, sendo 40 de UTI e 60 de enfermaria.

“Ao invés de fazer um hospital de lona, atender em um ambiente que não é apropriado, nós fizemos uma parceria forte com todos os hospitais do Paraná. Eles ampliaram equipes, leitos e espaços” disse.

Mesmo assim, Beto Preto afirmou que não é possível abrir muitos leitos a mais e que é preciso interromper o ciclo do vírus.

“Estamos num horizonte finito de abertura de novos espaços”, afirmou.

G1PR

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