
Atualmente, o Paraná enfrenta quarentena com várias restrições em oito regiões para impedir o avanço do contágio da Covid-19.
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), disse, na nesta quinta-feira (9), que a volta às aulas não deve acontecer em breve no estado por causa do coronavírus. “Acho muito difícil isso acontecer antes de setembro”, afirmou.
Ratinho disse que existe uma equipe ampla estudando esse assunto e que avalia diariamente sobre quando e como os alunos deverão retornar para as salas de aula com segurança para evitar a propagação da Covid-19.
Em todo o estado, mais de um milhão de estudantes estão matriculados na rede estadual de ensino. Desde o início da pandemia, os estudantes estão acompanhando as aulas de maneira online.
Sobre o aumento da curva de casos, o governador destacou sobre a importância do isolamento social. Segundo ele, mesmo com a quarentena mais restritiva, o índice de isolamento no estado atual é de 40%. O ideal, segundo ele, seria acima de 50%.
“Por enquanto, o isolamento é o grande remédio que nós temos. Isso difícil, é duro, mas enquanto não tiver uma vacina que resolva o problema do vírus vamos ter que conviver com o isolamento”.
“Médicos trabalham até 18 horas por dia”
“Existe um estresse danado. Temos médicos trabalhando 18 horas por dia”, ressaltou Ratinho sobre o controle da Covid-19 nas unidades de saúde do estado.
“Somos o estado que mais testa no Brasil”
Ratinho afirmou que o Paraná é o estado que mais tem feito testes para diagnosticar o coronavírus em todo o país. “Somos o estado que mais testa no Brasil”, declarou. Segundo ele, diariamente são feitos cerca de 3,5 mil testes por dia no estado.
Cento e trinta mil exames já foram feitos em todo o Paraná desde o início da pandemia, segundo o governador. “Estamos trabalhando para aumentar esse numero ainda mais”, afirmou.
Situação em Londrina
Em Londrina, na região norte, a quarentena tem sido cumprida de forma parcial e também é alvo de muitos questionamentos. Os prefeitos e empresários da cidade estão pedindo uma flexibilização das regras. Sobre essa questão, Ratinho disse que existe uma equação que envolve o número de casos, de leitos de UTI e também de óbitos que precisa ser estabilizada para evitar a possibilidade de colapso.
“Existe um foco que tem que ser detectado e organizado. A região só não entrou em colapso porque nós conseguimos ampliar o número de leitos. Então, isso fez com que houvesse esse certo controle. Mas, como existe uma mortalidade muito alta, a secretaria de saúde está analisando a melhor forma para tentar frear a curva de casos”, disse Ratinho.
Sobre essa questão, o governador destacou que “o fato de ter UTI sobrando, não quer dizer que a curva não está crescendo”.
880 mortes e 35.324 casos confirmados
O boletim mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgado na quarta-feira (8), apontou que o Paraná tem 880 mortes e 35.324 casos confirmados do novo coronavírus.
O relatório apontou 43 novas mortes pela doença e 1.386 casos a mais de Covid-19 nas últimas 24 horas. Atualmente, o Paraná enfrenta quarentena com várias restrições em oito regiões para impedir o avanço do contágio da Covid-19.
Entre as restrições, está a suspensão de atividades não essenciais por 14 dias, prazo que poder ser prorrogado caso seja necessário.
Em todo o Paraná, ainda conforme o boletim de quarta-feira, 9.852 pessoas se recuperaram da Covid-19. O número representa uma taxa de 27,9% do total de pessoas infectadas.
G1PR
