Crime aconteceu no início da manhã deste domingo (3), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Suspeito se apresentou à polícia na tarde desta terça-feira (5).
Uma jovem sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e foi internada em estado grave após ser agredida, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.
O principal suspeito do crime, é o ex-marido dela, segundo as investigações. O homem se apresentou à polícia nesta terça-feira (5).
A vítima, Franciele Gonçalves, tem 22 anos. De acordo com a polícia, as agressões aconteceram na manhã de domingo (3).
A delegada que acompanha o caso, Cláudia Krüger, disse que testemunhas relataram que o suspeito, João Carlos dos Santos, chegou em uma motocicleta e chamou a jovem para conversar.
Na sequência, começou agredi-la com chutes e socos.
“Ele a levantou no colo, ergueu e a arremessou no chão. Fato que provavelmente fez com que ela batesse a cabeça no meio-fio. Em seguida, ele ainda deu alguns chutes no rosto dessa vítima e também colocou no corpo uma substância inflamável”, afirmou.
A polícia acredita que o suspeito tinha a intenção de por fogo no corpo da vítima, no entanto, familiares conseguiram impedir a ação. O homem conseguiu fugir.
Segundo a delegada, uma perícia deve ser feita pelo Instituto de Criminalística. O suspeito deve responder por tentativa de feminicídio.
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Suspeito se apresentou na Delegacia da Mulher, por volta das 16h10 desta terça-feira (5) — Foto: Valdecir Galvan/RPC Ponta Grossa
Estado grave
Familiares de Franciele a socorreram e levaram para o hospital. Até a tarde desta terça-feira, ela estava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional Universitário.
Conforme um boletim médico divulgado às 16h, a jovem sofreu um AVC pós-traumático. Ela estava sedada e entubada.
Separação
A mãe de Franciele, Isabel Cristina Voitech, disse que a filha está separada do ex-marido há um ano. De acordo com ela, apesar da gravidade das lesões, a família está orando para que a jovem consiga se recuperar.
“A gente ouve todos os dias casos assim [de violência] e a gente não sente a dor que a pessoa tá sentindo. Pela minha filha eu não posso fazer nada, a não ser pedir a Deus por ela. Não posso perder a fé”, disse.
G1PR
