Acusado de matar PM vai a júri popular, em Curitiba; casas na Vila Corbélia foram incendiadas depois de morte

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Julgamento está marcado para começar às 13h30 desta terça-feira (22). Sete testemunhas devem ser ouvidas.

O acusado de matar um policial militar em dezembro de 2018, em Curitiba, vai a júri popular nesta terça-feira (22). O julgamento está marcado para começar às 13h30.

Depois da morte do policial Erick Norio, casas foram incendiadas na Ocupação 29 de Março, na Vila Corbélia, que fica na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

Três policiais militares chegaram a ser presos em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em setembro deste ano, por suspeita de envolvimento no incêndio. O caso é investigado e está sob sigilo. O Gaeco não informou se os PMs continuam detidos.

Sete testemunhas devem ser ouvidas no júri: cinco de acusação e três de defesa. A previsão é de que o julgamento termine ainda nesta terça-feira, mas deve ir até tarde.

O que diz a defesa do acusado

O réu Antonio Francisco dos Prazeres Ferreira está preso. Ele responde por homicídio qualificado. A defesa do acusado afirma que ele nega o crime.

De acordo com a defesa de Ferreira, o réu foi ouvido na delegacia sem advogado e confessou o crime mediante pressão. Além disso, segundo a defesa, não foram coletadas provas suficientes da autoria.

A defesa ainda diz que a testemunha ocular do crime é outro policial militar que não viu o rosto do atirador por estar escuro no momento do crime.

A morte do policial

O policial militar morreu em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Curitiba após ser baleado na madrugada de 7 de dezembro.

Conforme a Polícia Militar (PM) informou à época, Erick Norio levou dois tiros enquanto atendida à uma ocorrência na CIC.

Os PMs tinham ido atender uma reclamação – recebida pelo 190 – de perturbação de sossego em uma casa na Estrada Velha do Barigui. Ao chegarem ao local, os policiais identificaram um motocicleta suspeita. Quando o soldado saiu do carro da PM, foi baleado.

PM não resistiu ao ferimento e morreu na UPA — Foto: Tony Mattoso/RPC

PM não resistiu ao ferimento e morreu na UPA — Foto: Tony Mattoso/RPC

O incêndio

O incêndio aconteceu entre a noite de 7 de dezembro e madrugada de 8 de dezembro. Mais de cem casas foram destruídas, segundo a prefeitura.

Moradores afirmaram que incêndio foi uma represália da polícia pelo assassinato de um policial militar no bairro. Um vídeo gravado horas antes do fogo mostrava policiais militares atirando no local.

Já a PM atribui, à época dos fatos, que o incêndio tinha sido uma “ação do crime organizado” contra os moradores que colaboraram com ações policiais na região.

Incêndio destruiu casas da Vila Corbélia, na CIC, em Curitiba — Foto: Tony Mattoso/RPC

Incêndio destruiu casas da Vila Corbélia, na CIC, em Curitiba — Foto: Tony Mattoso/RPC

As famílias que perderam as casas

Em setembro deste ano, a Prefeitura de Curitiba informou que 21 famílias tiveram casas construídas pela ONG TETO, com projeto feito por técnicos da Companhia de Habitação Popular (Cohab). Outras 15 famílias começaram a reconstrução das moradias por conta própria.

Conforme a administração municipal, 68 famílias foram prejudicadas com o incêndio.

Na ocasião, a prefeitura ainda disse que o auxílio-moradia tinha sido ofertado para as outras 32 famílias. Dessas, 24 ficaram aptas a receber o benefício porque, de acordo com a administração municipal, oito famílias não apresentaram a documentação necessária para que pudessem ser contempladas com o auxílio-moradia.

Algumas famílias receberam novas moradias após incêndio que destruiu comunidade na Vila Corbélia — Foto: RPC/Reprodução

Algumas famílias receberam novas moradias após incêndio que destruiu comunidade na Vila Corbélia — Foto: RPC/Reprodução

G1PR


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