Previdência: 3 obstáculos do governo para votar reforma antes das férias dos deputados

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Para ministros de Jair Bolsonaro (PSL) e para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a proposta de Reforma da Previdência pode ser aprovada na Casa ainda antes do recesso dos deputados, previsto para começar no dia 17 de julho.

Mas congressistas e analistas ouvidos pela reportagem da BBC News Brasil dizem que há pelo menos três fatores que colocam esta meta em risco: o período de festas juninas; a desorganização dos deputados pró-Bolsonaro e o impasse sobre manter ou não os servidores dos Estados na reforma.

“Se tiver algum tropeço, algum movimento errático de alguém, aí (a votação ocorrerá) no início do próximo semestre. Mas eu sou dos otimistas. Eu acho que é (possível votar no Plenário da Câmara) no final de junho, mas principalmente na primeira quinzena de julho”, disse Rodrigo Maia sobre a reforma, na tarde desta segunda-feira (03). Se aprovada na Câmara, a reforma seguirá para o Senado.

A reforma da Previdência é a principal medida apresentada por Bolsonaro em seus primeiros meses no cargo.

É considerada fundamental pelo governo e por especialistas para ajustar as contas da União – a meta é economizar cerca de R$ 1,1 trilhão em dez anos. O grosso dessa economia será feito entre os trabalhadores do setor privado (cerca R$ 687 bilhões em dez anos). Cerca de 71 milhões de pessoas serão afetados pelas mudanças nas regras de aposentadorias e pensões, só neste segmento. Entre os servidores públicos federais, 1,4 milhão de pessoas serão atingidas.

BBC

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