Caminho que corta o Parque Nacional do Iguaçu, entre Serranópolis do Iguaçu e Capanema, foi fechado por determinação da Justiça em 2001.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou nesta quinta-feira (23) que, se depender do governo federal, a Estrada do Colono, no Paraná, poderá ser reaberta.
A declaração foi feita em Cascavel, no oeste do estado, de onde ele seguiria para a inauguração da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu em Capanema, no sudoeste. A viagem para o sudoeste foi cancelada por causa do mau tempo.
O antigo caminho tem cerca de 17,6 km e corta o Parque Nacional do Iguaçu entre os municípios de Serranópolis do Iguaçu, no oeste, e Capanema. A estrada está fechada por determinação judicial desde 2001.
“A Estrada do Colono, se depender de nós, a licença ambiental vai ser dada. Ajuda a desenvolver até o turismo nessa área. O que a gente puder fazer pelo Paraná e pelo Brasil a gente vai fazer, sem qualquer entrave. E, nós devemos destravar o Brasil”, disse o presidente.
Apesar da declaração de Bolsonaro, não está claro se a estrada será de fato reaberta ou se há algum outro impedimento na Justiça.
Estrada-parque
Em 2013, houve uma tentativa de reabertura da estrada por meio de um Projeto de Lei da Câmara (PLC) 61/2013 apresentado pelo então deputado federal Assis do Couto (PDT). A proposta prevê que seja uma estrada-parque, com controle de trânsito e ações de preservação ambiental.
Após receber uma série de alterações e ser desarquivado, o projeto foi encaminhado no dia 17 de abril para o relator na Comissão de Serviços de Infraestrutura (Secretaria de Apoio à Comissão de Serviços de Infraestrutura), o senador Elmano Férrer, do Piauí.
Após vários entraves, Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu é inaugurada; presidente Bolsonaro cancelou a viagem para Capanema
Baixo Iguaçu
Instalada no trecho final do Rio Iguaçu, a hidrelétrica que custou R$ 2,3 bilhões tem potência instalada de 350 megawatts (MW) e capacidade para produzir energia suficiente para atender mais de um milhão de pessoas.
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) é sócia do empreendimento e detém 30% de participação na usina, que começou a operar em janeiro. O restante pertence à Neoenergia.
A concessão da usina foi licitada pelo governo federal em 2008, mas as obras só tiveram início em julho de 2013, depois de uma série de entraves envolvendo, entre outros, licenças ambientais e protestos de agricultores que tiveram as terras alagadas para a formação do reservatório.
E, por conta de supostos danos irreversíveis ao Parque Nacional do Iguaçu, vizinho da usina e que abriga as Cataratas do Iguaçu, a Unesco chegou a publicar um relatório ameaçando anular o título de patrimônio natural da humanidade concedido à unidade em 1986.
G1PR
