A tristeza de uma mãe de Ponta Grossa que perdeu as duas filhas, gêmeas, recém-nascidas foi aumentada com uma sucessão de fatos ainda sem explicação. A família procurou a polícia na sexta-feira (17), ao perceber que algo podia estar errado. Fato é que um dos corpos pode ter sido trocado.
Conforme o relato da mãe à polícia, as crianças nasceram no dia 10 de maio. Uma das meninas faleceu no dia 15, tendo sido sepultada. A outra menina morreu no dia 16 e deveria ser sepultada no dia 17. “A mãe e uma cunhada foram até o hospital para vestir a menina para o sepultamento. Elas disseram que estranharam, pois acharam que a bebê estava um pouco maior. Mas, por conta do óbito, acharam que tinha uma mudança, um inchaço”, relata o subtenente Custódio, da Polícia Militar. “Elas também retiraram a pulseirinha de identificação da criança. Trocaram a roupinha e seguiram para o Cemitério, onde esperariam a funerária buscar o corpo e levar para a despedida e sepultamento”, acrescenta.
O policial contou ainda, que no trajeto para o Cemitério, a mãe e a cunhada constataram que a pulseira de identificação retirada da criança não correspondia a da filha, sendo inclusive, de um bebê do sexo masculino. “Elas então voltaram ao hospital e tiveram a informação de que o corpo já havia saído de lá. Com isso, elas seguiram para o Cemitério, só que quando chegaram ao Cemitério, o corpo já havia sido sepultado como indigente”, explica.
A mãe ainda afirmou a polícia, que no momento em que trocou a roupa do bebê, preparando para o sepultamento, a criança estava de fralda, que não foi retirada. Desta forma, não foi verificado se se tratava de uma menina, ou menino, como apontou a pulseira.
A polícia disse também, que foi informada pelo hospital, que um bebê do sexo masculino também morreu na unidade hospitalar na mesma data, o que levantou a ‘suspeita’ de troca. “A família deste bebê, no entanto, confirma com certeza que era o filho deles mesmo que sepultaram”.
Para a reportagem da Rede Massa, a família do bebê também reafirmou que realmente se tratava da criança deles e que o bebê já foi sepultado.
O caso agora está sob investigação da Polícia Civil, já que a família tem o direito de saber a verdade. A mãe da menina já prestou depoimento e no decorre da próxima semana os demais envolvidos devem ser ouvidos também. O corpo que foi sepultado como indigente será exumado e necropsiado para a confirmação da identidade da criança.
A direção do Hospital Santa Casa, disse que as denúncias são infundadas e deve emitir nota oficial ainda neste sábado.
Em relação ao cemitério, a assessoria informou que “o serviço Funerário municipal vai apurar o caso”.
Atualização
A Santa Casa emitiu nota oficial sobre a situação. Conforme a assessoria, “os fatos denunciados não ocorreram”. Na nota, a assessoria afirma que “tem toda a documentação que comprova que a conduta da unidade está de acordo com a legislação vigente e que está a disposição para esclarecer o ocorrido”. Os documentos não foram divulgados.

(Foto: Colaboração Clarison Kawa/Rede Massa)
