A Secretaria Municipal de Inclusão (SEMI) promoveu uma programação especial em comemoração ao Dia das Crianças para os pequenos atendidos pelo serviço em Paranaguá. A iniciativa reuniu crianças e familiares em um ambiente de acolhimento, com brinquedos, alimentação, pintura facial, tranças no cabelo e diversas atividades recreativas e terapêuticas, acompanhadas pelos profissionais da secretaria.
A programação ocorreu nos períodos da manhã e da tarde, proporcionando momentos de diversão, interação e convivência para as crianças que frequentam regularmente o espaço em busca de acompanhamento e atendimento especializado.
O secretário municipal de Inclusão, Halleson Ricardo Stieglitz, destacou que a proposta foi oferecer uma experiência diferenciada, respeitando as necessidades de cada criança e valorizando a participação nas atividades.
“Hoje foi a festa de Dia das Crianças aqui da Secretaria da Inclusão, proporcionando para eles um ambiente agradável, com brinquedos, alimentação, pintura no rosto, trança no cabelo e diversas atividades onde as crianças podem participar de forma lúdica e terapêutica”, explicou.
Segundo o secretário, os profissionais da pasta também participaram diretamente das atividades, contribuindo para que a comemoração fosse marcada pela interação e pelo bem-estar dos atendidos.
Halleson ressaltou ainda, que a realização da festa na própria secretaria tem um significado especial, já que o espaço faz parte da rotina das crianças.
“As crianças frequentam aqui a Secretaria da Inclusão para as atividades terapêuticas e para os atendimentos, então elas já reconhecem esse ambiente como um local seguro. Proporcionar essa festa tem um significado totalmente especial para elas, porque é um ambiente onde são compreendidas pelos profissionais e podem se sentir acolhidas”, afirmou.
Mais de mil crianças atendidas
A Secretaria Municipal de Inclusão atende atualmente mais de mil crianças no município de Paranaguá, oferecendo diferentes modalidades de acompanhamento e serviços especializados.
De acordo com Halleson Ricardo Stieglitz, a estrutura disponibiliza atendimento médico e odontológico, oficinas, acompanhamento pedagógico, terapias e ecoterapias, entre outras atividades voltadas ao desenvolvimento das crianças.
“Hoje são mais de mil crianças atendidas no município de Paranaguá. Temos atendimento médico, atendimento odontológico, oficinas, acompanhamentos pedagógicos, terapias e ecoterapias, além de outras oficinas. Nosso atendimento gira, em média, em torno de mil atendimentos por mês”, destacou.
O trabalho desenvolvido pela secretaria também é reconhecido pelas famílias, que relatam mudanças no desenvolvimento dos filhos e ressaltam a importância do acompanhamento oferecido pelo município.
Mães destacam avanços no desenvolvimento dos filhos
Entre as mães que acompanham de perto os resultados dos atendimentos está Gabriela Polinari, que compartilhou a experiência vivida com o filho Gabriel, de cinco anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), nível de suporte 2.
Segundo ela, o acompanhamento tem contribuído para mudanças importantes no comportamento e no desenvolvimento da criança.
“Meu filho evoluiu bastante. Ele gostava muito de se machucar e hoje é uma criança muito carente, muito querida. Esse tipo de atendimento é válido, é essencial. O apoio da SEMI, do município, para acolher as crianças autistas, eu acho que é fundamental para tudo”, relatou.
Gabriela também deixou uma mensagem para as famílias que começam a perceber diferenças no comportamento ou no desenvolvimento dos filhos. Para ela, reconhecer os sinais e buscar orientação profissional é fundamental.
“Para que elas não fechem os olhos e não digam: ‘Ah, meu filho é normal, meu filho não tem nada’. É preciso ir atrás, fazer os exames e procurar ajuda. Quando meu filho tinha dois anos, eu já percebia que ele era diferente, mas havia resistência em aceitar essa possibilidade. Quando fomos buscar orientação, confirmamos o diagnóstico”, contou.
A mãe ressaltou que o autismo não deve ser tratado como sinônimo de doença e defendeu a inclusão das crianças nos diferentes espaços da sociedade, com o suporte necessário para cada caso.
“Eles são inteligentíssimos, mas não é uma doença. É algo que permite incluir seu filho na sociedade e em qualquer lugar. É importante ter acompanhamento e seguir as orientações dos profissionais”, afirmou.
Música e acompanhamento contribuem para a aprendizagem
Marize do Rocio Silva Moreira também avaliou positivamente o atendimento recebido pela filha. Segundo ela, a criança vem apresentando avanços na aprendizagem e no desenvolvimento, inclusive nas atividades de música.
“É muito bom, porque ela sempre fala que está aprendendo melhor, desenvolveu bastante. Ela faz a parte de aula de música, e a professora falou que está desenvolvendo bastante, aprendendo bem fácil”, relatou.
Para Marize, buscar ajuda especializada é uma atitude importante para compreender as necessidades da criança e oferecer condições para que ela avance.
“O que a gente deve fazer é procurar ajuda, porque isso faz muito bem para a criança. Ajuda a criança a desenvolver o que está sentindo, porque a gente mesma não consegue saber, mas, com ajuda, conseguimos. Estou feliz com o trabalho que está sendo realizado e posso ver a melhoria dela também”, destacou.
Família acompanha evolução após mais de dois anos de atendimento
Josefa Gomes também destacou a importância da iniciativa promovida pela secretaria e avaliou positivamente o acompanhamento recebido pelo filho, que frequenta o serviço há mais de dois anos.
“Essa atividade realizada valoriza muito. As crianças precisam de um tempo só para elas. Graças a Deus, eles fazem esses eventos maravilhosos, que ajudam bastante. O atendimento aqui para o meu filho é positivo. Ele desenvolveu bastante e, há mais de dois anos, é atendido por aqui. Graças a Deus, a evolução é cada dia maior”, afirmou.
Ao falar sobre a importância de buscar atendimento, Josefa contou que inicialmente não havia identificado diferenças no desenvolvimento do filho. Segundo ela, as mudanças começaram a ficar mais evidentes após os três anos e meio de idade.
“Procurar o mais rápido que puder, porque eu não sabia que meu filho tinha autismo. Até os três anos e meio, ele era uma criança aparentemente normal. Depois, ele regrediu, e comecei a perceber que era diferente. Procurei a SEMI e fui muito bem atendida”, relatou.
Josefa explicou que a pandemia atrasou parte do processo de atendimento, mas destacou que, desde a primeira consulta, quando o filho estava próximo de completar seis anos, a família passou a acompanhar sua evolução. Hoje, aos 11 anos, o menino continua recebendo acompanhamento.
Acolhimento e inclusão
Os relatos das famílias reforçam a importância do acesso aos serviços especializados, do acompanhamento contínuo e da parceria entre profissionais e responsáveis no desenvolvimento infantil.
Além de proporcionar um momento de lazer e celebração, a festa organizada pela Secretaria Municipal de Inclusão valorizou a convivência, a participação e o acolhimento das crianças atendidas pelo município.
A iniciativa também evidenciou o papel das famílias na identificação de possíveis sinais de alterações no desenvolvimento e na busca por orientação profissional. A avaliação especializada é fundamental para compreender as necessidades de cada criança e definir as estratégias de acompanhamento mais adequadas.
Em Paranaguá, o trabalho realizado pela SEMI busca oferecer suporte às crianças e aos seus familiares, contribuindo para o desenvolvimento, a autonomia e a inclusão social.
