BRDE Labs une soluções de startups às necessidades de cooperativas agroindustriais

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Em 2020, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) desenvolveu o Programa BRDE Labs no Paraná, realizado em parceria com a Hotmilk, aceleradora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e apoio de cooperativas agroindustriais paranaenses. 

O objetivo do projeto é selecionar startups que apresentem soluções já desenvolvidas para parceiros, clientes e fundos de investimento. Inicialmente, na etapa Product Lab, 179 startups se inscreveram. No Product Lab Final Pitch, em outubro, foram selecionadas dez.

Como o foco do projeto é o agronegócio, o vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley, salientou o comprometimento da instituição com o setor. “O BRDE é o banco da agricultura paranaense e isso nos motivou efetivamente a unir as startups que têm as ideias, à necessidade dos agricultores, apresentadas pelas cooperativas”, afirmou.

As dez startups selecionadas foram Manfing, PecSmart, Silos, Haka Bio Processos, Extractify, Ylive, Transcender, Tecexpert, Agroraptor e Traive. Atualmente, no processo final do projeto, algumas das empresas selecionadas explicaram como está sendo a experiência e como elas conseguiram auxiliar seus parceiros.

A Silos, por exemplo, tem o foco de resolver questões de subjetividade, falta de eficiência e velocidade envolvidas no processo de classificação de grãos.

O CEO da Silos, Ian Cavalcante, explicou que hoje essa classificação é feita por pessoas. Por isso, o processo está sujeito a opinião destes profissionais para confirmar a qualidade dos grãos. Como é esse processo que define o preço pago pela carga, não é incomum que haja casos de fraudes, segundo Cavalcante.

A solução da startup, portanto, é entregar transparência para o mercado por meio de um equipamento que automatiza este processo com inteligência artificial, entregando assim, uma maior certeza acerca da qualidade dos grãos que estão sendo comprados e vendidos.

Financeiramente, a solução também impacta positivamente a empresa que a adotar. Segundo o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, as falhas na classificação de grãos podem gerar até R$ 3,1 bilhões de prejuízo por safra.

Segundo o CEO, a solução é muito importante para a classificação de grãos no país. “Melhorar este processo, portanto, pode levar o Brasil rumo à liderança no agronegócio mundial”, relata.

PECUÁRIA DE PRECISÃO – Outra startup que desenvolveu uma solução para um cliente no projeto e teve êxito foi a Pecsmart. Dentro do BRDE Labs, a empresa propõe repensar a produtividade para a produção animal a partir da gestão de informação e pecuária de precisão. “Quebramos a lógica do monitoramento olhado pelo retrovisor. Ou seja, quando você entrega o lote e só depois extrai as métricas. Nós fazemos tudo isso em tempo real”, afirma o CEO da Pecsmart, Diego Kurtz.

Isso é possível por meio de algumas soluções: o rastreio dos lotes usando um aplicativo com documentos digitalizados com dados do lote que inclui tudo que aconteceu na vida do animal, ou seja, o quanto ele consumiu, qual ração, o que tinha nessa ração, o que passou pela medicação e muito mais. “É um raio x completo da vida do animal, esse é o objetivo”, relata Kurtz.

Usar dados como os emitidos pela Pecsmart reduz o custo de R$ 5 a R$ 12 por animal. “É possível monitorar o consumo, logística, antecipação de abate, racionalização. Tudo isso influencia no custo final do lote”, avalia o CEO.

A solução, portanto, é um avanço na produção animal, segundo Kurtz. “Acredito que vamos olhar daqui a dez anos e nos perguntar como fazíamos tudo isso sem essa tecnologia de monitoramento”, conclui.

Governo do Estado

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