Gaeco também cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete e na casa dela, na manhã desta segunda-feira (27). O advogado da vereadora disse que o caso é sobre um suposto esquema de “rachadinha” e nega as acusações.

A vereadora de Curitiba Fabiane Rosa (PSD) foi presa, na manhã desta segunda-feira (27), em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O advogado dela, Jeffrey Chiquini, afirmou que o caso é sobre um suposto esquema de “rachadinha” e nega as acusações.

Os agentes do Gaeco também cumpriram mandados de busca e apreensão no gabinete e na casa da vereadora. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) não quis comentar sobre a operação.

No mandado de prisão, expedido pela juíza Carmem Lúcia de Azevedo e Melo, da 2ª Vara de Curitiba, o crime investigado é o de concussão, que é usar o cargo público para obter vantagem.

O gabinete e a defesa da parlamentar informaram, por meio de nota, que a investigação se trata de uma denúncia feita por ex-funcionários afastados das funções por decisão unilateral da vereadora.


A prática de rachadinha consiste no repasse – de um servidor público ou prestador de serviços da administração – de parte da remuneração recebida para políticos e assessores.

Conforme o advogado Chiquini, a vereadora foi presa preventivamente, quando não há prazo determinado para deixar a prisão, deve ser ouvida na semana que vem.

Ela será encaminhada para o presídio feminino de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, e vai ficar em uma cela especial porque tem Ensino Superior.

Ainda conforme o advogado, no fim da manhã Fabiane precisou ser atendida por um ambulância porque teve um pico de pressão, mas logo foi liberada.

Fabiane Rosa tem 47 anos e se elegeu na eleição municipal, em 2016, e assumiu o primeiro mandato na câmara com mais de sete mil votos. Ela ficou conhecida por defender os direitos dos animais e por apresentar um projeto de lei, no fim do ano passado, proibindo a queima de fogos nas festas de fim de ano na capital.

O outro lado

Em nota, o advogado Jeffrey Chiquini disse ainda que Fabiane Rosa sempre exerceu seu mandato de maneira íntegra e correta e que seus valores refletem o compromisso com a causa que a elegeu.

“A denúncia em questão foi feita por ex-funcionários afastados de suas funções por uma decisão unilateral da vereadora. Não houve qualquer prática ilegal durante o mandato. Tem-se um pedido de prisão precipitado, amparado em fatos pretéritos e sem sustento probatório”, diz trecho da nota.

Ele disse ainda que a “verdade será restabelecida”.

G1PR

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