O aluno tinha uma clínica no Centro de Curitiba, que ofertava consultas médicas, nutricionais e aulas com personal trainer
Um estudante de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), de 29 anos, foi preso nesta terça-feira (26) acusado de comandar um esquema criminoso para oferecer “consultoria fitness” e vender anabolizantes adulterados. Segundo a Polícia Civil, ele tinha uma clínica no Centro de Curitiba, que ofertava consultas médicas, nutricionais e aulas com preparador físico.
Além do estudante, um homem de 36 anos, que atuava como um falso personal trainer, também foi detido durante a operação. De acordo com o delegado André Feltes, responsável pelo caso, o aluno da UFPR se apresentava aos clientes como doutorando em Medicina, com vasta experiência em áreas como nutrologia e endocrinologia; enquanto, na verdade, está cursando o nono período da graduação.
A farsa foi descoberta depois que um dos pacientes passou mal e se consultou com outro médico. “Ele descobriu que o suspeito não era formado, mas sim um acadêmico. A partir dali, vimos que ele usava um carimbo de outro profissional, esse sim formado, mas sem o conhecimento dele, para fazer prescrições. O estudante conseguia medicamentos em uma farmácia de manipulação e os adulterava com substâncias para render mais. Em seguida, vendia os produtos para os pacientes”
Um estudante de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR), de 29 anos, foi preso nesta terça-feira (26) acusado de comandar um esquema criminoso para oferecer “consultoria fitness” e vender anabolizantes adulterados. Segundo a Polícia Civil, ele tinha uma clínica no Centro de Curitiba, que ofertava consultas médicas, nutricionais e aulas com preparador físico.
Além do estudante, um homem de 36 anos, que atuava como um falso personal trainer, também foi detido durante a operação. De acordo com o delegado André Feltes, responsável pelo caso, o aluno da UFPR se apresentava aos clientes como doutorando em Medicina, com vasta experiência em áreas como nutrologia e endocrinologia; enquanto, na verdade, está cursando o nono período da graduação.
A farsa foi descoberta depois que um dos pacientes passou mal e se consultou com outro médico. “Ele descobriu que o suspeito não era formado, mas sim um acadêmico. A partir dali, vimos que ele usava um carimbo de outro profissional, esse sim formado, mas sem o conhecimento dele, para fazer prescrições. O estudante conseguia medicamentos em uma farmácia de manipulação e os adulterava com substâncias para render mais. Em seguida, vendia os produtos para os pacientes”
Segundo ele, o personal trainer detido era o responsável por fornecer a testosterona, vinda do Paraguai, para a produção de anabolizante injetável. “Ele acompanhava toda a equipe. Os suspeitos criavam um grupo no WhastApp para cada cliente, para passar informações sobre os tratamentos. A maioria não sabia que o estudante não era médico”, completou.
Além do aluno e do falso personal trainer, a clínica também contava com o trabalho de nutricionistas. As mulheres, no entanto, são formadas, de acordo com o delegado. A polícia deve agora investigar se elas tinham ou não conhecimento sobre o esquema. “Nós também conseguimos identificar uma farmácia de manipulação que fornecia os medicamentos. Vamos apurar se os responsáveis não sabiam que o estudante não era médico ou se havia alguém dentro do estabelecimento que auxiliava o esquema”.
Até o momento, os investigadores encontraram pelo menos cinco pacientes que foram lesados pelo aluno da UFPR, que atuava na clínica desde setembro do ano passado, conforme os contratos apreendidos pela polícia.
Intimidação
Segundo a Polícia Civil, após ter conhecimento de que poderia estar sendo investigado, o falso médico passou a orientar os pacientes a mentirem caso fossem intimados, e a não entregarem receitas ou recibos que possuíssem.
Foram apreendidos comprimidos e ampolas de anabolizantes vendidos de maneira ilegal, além de diversos potes plásticos utilizados para acondicionar os medicamentos adulterados.
Os presos foram encaminhados ao Centro de Triagem, onde permanecem custodiados à disposição da Justiça.
BandaB
