{"id":9825,"date":"2019-05-08T23:07:26","date_gmt":"2019-05-09T02:07:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=9825"},"modified":"2019-05-08T23:07:27","modified_gmt":"2019-05-09T02:07:27","slug":"cada-acidente-de-transito-com-ferido-grave-custa-ate-r-100-mil-ao-sus-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/05\/08\/cada-acidente-de-transito-com-ferido-grave-custa-ate-r-100-mil-ao-sus-no-parana\/","title":{"rendered":"Cada acidente de tr\u00e2nsito com ferido grave custa at\u00e9 R$ 100 mil ao SUS no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>Um momento de desaten\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito ou uma pisada mais fundo no acelerador pode custar caro, muito caro. Quando n\u00e3o custa uma vida, o valor de um acidente de tr\u00e2nsito em Curitiba pode desfalcar em at\u00e9 R$ 100 mil o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), considerando-se os casos mais graves, em que o paciente necessita de atendimento de emerg\u00eancia, cirurgias, interna\u00e7\u00e3o numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e etc.<\/p>\n\n\n\n<p>O dado foi levantado pelo diretor geral do Hospital Universit\u00e1rio Cajuru (HUC), doutor Juliano Gasparetto. Tamb\u00e9m professor da Escola de Medicina da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUC-PR). Ontem ele participou de audi\u00eancia p\u00fablica na Assembleia Legislativa do Paran\u00e1 (ALEP) e debateu o \u201cMaio Amarelo \u2013 Formas e Meios para Redu\u00e7\u00e3o dos Acidentes de Tr\u00e2nsito no Paran\u00e1\u201d, e tratou justamente dos custos da viol\u00eancia no tr\u00e2nsito para o SUS, que \u00e9 seu objeto de estudo no doutorado.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os registros do Hospital, anualmente s\u00e3o atendidas cerca de 5 mil pessoas v\u00edtimas de acidente de tr\u00e2nsito, ao custo de R$ 10 milh\u00f5es por ano. Se considerado o n\u00famero de pessoas atendidas e o custo total ao SUS, temos a m\u00e9dia de R$ 2 mil gasto com cada paciente v\u00edtima desse tipo de ocorr\u00eancia. Nos casos mais graves, por\u00e9m, o custo pode multiplicar por 50.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje, atendemos no HUC de 4 a 5 mil pacientes no Pronto-Socorro todo m\u00eas. Desses, mais ou menos 700 s\u00e3o v\u00edtimas de acidentes de tr\u00e2nsito. \u00c9 uma das principais causas de interna\u00e7\u00f5es e com certeza responde pela maior parcela de casos graves\u201d, conta o m\u00e9dico e diretor do hospital. \u201cNesses casos mais graves, em que o paciente necessita de atendimento de emerg\u00eancia, cirurgia e UTI, isso pode gerar um custo ao SUS, por paciente, de R$ 100 mil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Repons\u00e1veis por 57,2% do total de interna\u00e7\u00f5es em acidentes de tr\u00e2nsito, os ciclistas e motociclistas s\u00e3o tamb\u00e9m as v\u00edtimas em dois ter\u00e7os dos casos mais graves que chegam ao hospital. Para Gasparetto, o crescimento da frota de motocicletas, o uso mais frequente de bicicletas e at\u00e9 mesmo algumas quest\u00f5es de f\u00edsica explicam o porque desses n\u00fameros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO n\u00famero de motos ele cresceu muito nos \u00faltimos anos. Temos uma crise econ\u00f4mica e hoje \u00e9 mais barato andar de moto, comprar uma moto, at\u00e9 do que andar de \u00f4nibus. Ent\u00e3o mais pessoas trabalham com motos tamb\u00e9m. Outro ponto \u00e9 que temos mais pessoas usando bicicleta para se locomover. Mas porque \u00e9 grave o acidente em duas rodas? Porque todo a for\u00e7a do trauma, da colis\u00e3o, \u00e9 trasmitida para a epssoa. Na pr\u00e1tica, ele (motociclista ou ciclista) \u00e9 o parachoque do ve\u00edculo\u201d.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p>Acidentados atendidos no Hospital Cajuru<\/p>\n\n\n\n<p>Total de atendimentos<\/p>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table\"><tbody><tr><td>2017<\/td><td><strong>5.383<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>2018<\/td><td><strong>5.193<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Varia\u00e7\u00e3o<\/td><td><strong>&#8211; 3,53%<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<p>Atendimentos segundo modal&nbsp;(dados de 2018)<\/p>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table\"><tbody><tr><td>\u00d4nibus<\/td><td><strong>67<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Autom\u00f3vel<\/td><td><strong>1.355<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Bicicleta<\/td><td><strong>438<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Caminh\u00e3o<\/td><td><strong>48<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Moto<\/td><td><strong>2.536<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Atropelamento<\/td><td><strong>749<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<p>Bem Paran\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um momento de desaten\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito ou uma pisada mais fundo no acelerador pode custar caro, muito caro. 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