{"id":9575,"date":"2019-05-07T15:11:35","date_gmt":"2019-05-07T18:11:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=9575"},"modified":"2019-05-07T15:11:36","modified_gmt":"2019-05-07T18:11:36","slug":"cesta-basica-de-curitiba-sobe-407-e-fecha-abril-com-o-custo-de-r-1-38573","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/05\/07\/cesta-basica-de-curitiba-sobe-407-e-fecha-abril-com-o-custo-de-r-1-38573\/","title":{"rendered":"Cesta b\u00e1sica de Curitiba sobe 4,07% e fecha abril com o custo de R$ 1.385,73"},"content":{"rendered":"\n<p>Em abril de 2019, a Cesta B\u00e1sica de Curitiba calculada pelo Dieese apresentou varia\u00e7\u00e3o de 4,07%, sendo o sexto maior aumento entre as dezoito capitais que tiveram aumento de pre\u00e7os, passando de R$ 443,86 para R$ 461,91. Deste modo, a capital paranaense teve o oitavo maior valor entre as capitais pesquisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 12 meses (compara\u00e7\u00e3o de abril de 2019 com abril de 2018), a varia\u00e7\u00e3o foi de 17,22% e no ano de 2019 (compara\u00e7\u00e3o de abr\/2019 com dez\/2018) teve aumento de -10,23%.<\/p>\n\n\n\n<p>O custo da ra\u00e7\u00e3o alimentar essencial m\u00ednima para uma fam\u00edlia curitibana (1 casal e 2 crian\u00e7as), foi de R$ 1.385,73 (hum mil trezentos e oitenta e cinco reais e setenta e tr\u00eas centavos) sendo necess\u00e1rios 1,39 sal\u00e1rios m\u00ednimos somente para satisfazer as necessidades do trabalhador e&nbsp;sua fam\u00edlia com alimenta\u00e7\u00e3o no m\u00eas de abril de 2019. A cesta b\u00e1sica teve um custo mensal de R$ 461,91, tendo um custo di\u00e1rio de R$ 15,40.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 2019, o trabalhador curitibano remunerado pelo sal\u00e1rio m\u00ednimo comprometeu 101 horas e 49 minutos de sua jornada mensal para adquirir os g\u00eaneros essenciais, tempo superiores \u00e0s 97 horas e 50 minutos exigidas em mar\u00e7o de 2019. Quando se compara o custo da cesta e o sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido, ou seja, ap\u00f3s o desconto referente \u00e0 Previd\u00eancia Social, a rela\u00e7\u00e3o passou de 48,34% em mar\u00e7o de 2019 para 50,31% em abril de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano, a cesta b\u00e1sica de Curitiba apresenta uma varia\u00e7\u00e3o de 10,23% sendo a terceira menor varia\u00e7\u00e3o entre as capitais pesquisadas. Na compara\u00e7\u00e3o anual (mesmo m\u00eas do ano anterior), a cesta b\u00e1sica de Curitiba teve aumento de 17,22%, sendo a quinta menor alta entre as dezoito capitais pesquisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 13 produtos pesquisados, oito registraram alta em abril de 2019 em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o de 2019: o tomate (22,16%), a batata (12,62%), a banana (5,84%), a farinha de trigo (2,82%), o \u00f3leo de soja (1,51%), a manteiga (1,46%), a carne (1,03%) e o a\u00e7\u00facar (0,93%). Por outro lado, cinco itens tiveram queda: o Arroz (-2,86%), o feij\u00e3o (-1,30%), o p\u00e3o franc\u00eas (-0,69%), o leite (- 0,30) e o caf\u00e9 (-0,10%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 12 meses, onze produtos apresentam aumento: a batata (101,67%), o feij\u00e3o preto (58,33%), o tomate (48,31%), a farinha de trigo (23,77%), a manteiga (15,02%), o leite (9,20%), a carne (8,52%), a banana (8,14%), o \u00f3leo de soja (6,60%) o p\u00e3o franc\u00eas (2,12%) e o arroz (1,71%). Por outro lado, dois produtos acumulam queda: o caf\u00e9 (-6,52%) e o a\u00e7\u00facar (-1,80%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 2019, o custo do conjunto de alimentos essenciais subiu em todas as capitais, conforme mostra o resultado da Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (DIEESE) em 18 cidades. As altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (10,07%), S\u00e3o Lu\u00eds (7,10%), Aracaju (4,94%) e Vit\u00f3ria (4,77%).<\/p>\n\n\n\n<p>A capital com a cesta mais cara foi S\u00e3o Paulo (R$ 522,05), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 515,58) e Porto Alegre (R$ 499,38). Os menores valores m\u00e9dios foram observados em Salvador (R$ 396,75) e Aracaju (R$ 404,68).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 12 meses, entre abril de 2018 e o mesmo m\u00eas de 2019, todas as cidades tiveram alta, as mais expressivas em Campo Grande (30,17%), Recife (25,19%) e Jo\u00e3o Pessoa (22,78%). A&nbsp;menor taxa acumulada foi anotada em Florian\u00f3polis (13,02%). Nos primeiros quatro meses de 2019, todas as cidades apresentaram alta acumulada, com destaque para Vit\u00f3ria (23,47%), Recife (22,45%) e Natal (20,12%). O menor aumento foi&nbsp;registrado em Florian\u00f3polis (5,35%).<\/p>\n\n\n\n<p>OUTRAS CAPITAIS<br>Entre mar\u00e7o e abril de 2019, os produtos cujos pre\u00e7os apresentaram tend\u00eancia de alta foram o tomate, a banana, a carne bovina de primeira e o p\u00e3o franc\u00eas. J\u00e1 as cota\u00e7\u00f5es do feij\u00e3o e do arroz tiveram redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de valor na maior parte das cidades. O pre\u00e7o do quilo do tomate aumentou em todas as capitais entre mar\u00e7o e abril. As taxas variaram entre 15,24%, em Fortaleza, e 77,90%, em Campo Grande. Em 12 meses, as altas cumuladas oscilaram entre 41,33%, em Florian\u00f3polis, e 133,62%, em Campo Grande. O fim da safra de ver\u00e3o explicou o aumento do tomate em todas as cidades. Al\u00e9m disso, observou-se baixa qualidade do fruto, devido ao clima chuvoso, o que elevou a cota\u00e7\u00e3o daqueles com melhor apar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00fazia da banana aumentou em 14 cidades e diminuiu em outras quatro. A pesquisa coleta os tipos prata e nanica e faz uma m\u00e9dia ponderada dos pre\u00e7os. As altas mais expressivas foram registradas em Campo Grande (18,06%), Recife (12,57%), Salvador (8,19%) e Jo\u00e3o Pessoa (6,87%). As retra\u00e7\u00f5es ocorreram em Belo Horizonte (-3,62%), Bras\u00edlia (-2,34%), Fortaleza (- 1,38%) e Natal (-1,30%). Em 12 meses, o quilo da banana subiu em 14 cidades, com destaque para as varia\u00e7\u00f5es de Campo Grande (31,65%), Jo\u00e3o Pessoa (18,57%) e Vit\u00f3ria (18,18%). Houve queda do pre\u00e7o m\u00e9dio em quatro cidades, as mais intensas anotadas em Natal (-12,62%) e Goi\u00e2nia (-10,87%). Menor oferta da banana prata e nanica explica a eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o m\u00e9dio nas capitais.<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o do quilo da carne bovina de primeira aumentou em 12 cidades e diminuiu em seis. As altas variaram entre 0,30%, em Florian\u00f3polis, e 2,74%, em S\u00e3o Lu\u00eds. A redu\u00e7\u00e3o mais&nbsp;intensa foi registrada em Campo Grande (-1,72%). Em 12 meses, o produto teve alta nas 18 cidades &#8211; entre 1,19%, em Bel\u00e9m, e 11,91%, em Goi\u00e2nia. O elevado volume de exporta\u00e7\u00e3o, a oferta restrita e a firme demanda foram respons\u00e1veis pelo aumento do pre\u00e7o da carne bovina na maior parte das capitais.<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio do quilo do p\u00e3o franc\u00eas aumentou em 12 cidades, ficou est\u00e1vel em Bel\u00e9m e diminuiu em outras cinco capitais. As altas variaram entre 0,31%, em Recife, e 2,77%, em Aracaju. Merece destaque a redu\u00e7\u00e3o no valor m\u00e9dio do quilo em Jo\u00e3o Pessoa (-2,44%). Em 12 meses, o pre\u00e7o aumentou em todas as cidades, com taxas entre 2,12%, em Curitiba, e 15,68%, em Bras\u00edlia. A cota\u00e7\u00e3o do trigo influenciou o valor da farinha, principal insumo do p\u00e3o franc\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio do feij\u00e3o diminuiu em 18 capitais em abril de 2019. O tipo carioquinha, pesquisado nas regi\u00f5es Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e S\u00e3o Paulo, teve o pre\u00e7o m\u00e9dio reduzido entre -17,45%, em Bel\u00e9m, e -0,86%, em Campo Grande. J\u00e1 o feij\u00e3o preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vit\u00f3ria e no Rio de Janeiro, apresentou queda de valor entre -1,30%, em Curitiba, e -8,04%, em Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 12 meses, o pre\u00e7o m\u00e9dio do gr\u00e3o carioquinha acumulou alta, acima de 100%, em todas as capitais: as taxas variaram entre 112,66%, em Salvador, e 146,84%, em S\u00e3o Lu\u00eds. As varia\u00e7\u00f5es acumuladas do tipo preto tamb\u00e9m foram positivas, mas em patamares menores: entre 31,66%, em Porto Alegre, e 71,25%, em Vit\u00f3ria. A demanda pelo gr\u00e3o carioca foi menor, devido aos altos pre\u00e7os, uma vez que o&nbsp;consumidor buscou substitui-lo por outro similar. E a redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do feij\u00e3o preto seguiu o&nbsp;comportamento do carioca.<\/p>\n\n\n\n<p>O quilo do arroz branco diminuiu em 12 cidades, ficou est\u00e1vel em Recife e Salvador e aumentou em quatro capitais. As quedas mais expressivas foram as de Florian\u00f3polis (-16,15%) e Porto Alegre (-4,01%). As maiores altas ocorreram no Rio de Janeiro (1,34%) e em Belo Horizonte (1,09%). Em 12 meses, o pre\u00e7o do arroz subiu em 17 cidades, exceto em Florian\u00f3polis (-3,27%), e as eleva\u00e7\u00f5es variaram entre 1,71%, em Curitiba, e 25,34%, em Bel\u00e9m. A fraca demanda influenciou o pre\u00e7o do arroz no varejo.<\/p>\n\n\n\n<p>Curitiba<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em abril de 2019, a Cesta B\u00e1sica de Curitiba calculada pelo Dieese apresentou varia\u00e7\u00e3o de 4,07%, sendo o sexto maior aumento entre as dezoito capitais que tiveram aumento de pre\u00e7os, passando de R$ 443,86 para R$ 461,91. Deste modo, a capital paranaense teve o oitavo maior valor entre as capitais pesquisadas. 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