{"id":8319,"date":"2019-04-26T11:16:36","date_gmt":"2019-04-26T14:16:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=8319"},"modified":"2019-04-26T11:17:30","modified_gmt":"2019-04-26T14:17:30","slug":"levantamento-aponta-que-61-das-delegacias-e-15-dos-presidios-estao-superlotados-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/26\/levantamento-aponta-que-61-das-delegacias-e-15-dos-presidios-estao-superlotados-no-parana\/","title":{"rendered":"Levantamento aponta que 61% das delegacias e 15% dos pres\u00eddios est\u00e3o superlotados no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Dados foram coletados dentro do Monitor da Viol\u00eancia, uma parceria com o N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia (NEV) da USP e com o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/h4>\n\n\n\n<p>Um levantamento feito pelo&nbsp;<strong>G1<\/strong>apontou que 61,8% das delegacias do Paran\u00e1 est\u00e3o superlotadas. Os dados foram coletados dentro do&nbsp;Monitor da Viol\u00eancia,&nbsp;uma parceria com o N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia (NEV) da USP e com o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme os dados, o estado tem atualmente 11 mil presos nas delegacias, sendo que a capacidade \u00e9 para 6,8 mil pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pres\u00eddios paranaenses tamb\u00e9m est\u00e3o acima da capacidade. Os n\u00fameros levantados pelo G1 apontam 15,4% de superlota\u00e7\u00e3o no sistema carcer\u00e1rio, com 21.507 detentos para 18.635 vagas. Desse total de presos, 30,7% (6.601) trabalham e 36,3% (7.802) estudam.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o coordenador do N\u00facleo de Pol\u00edtica Criminal e Execu\u00e7\u00e3o Penal da Defensoria P\u00fablica do Paran\u00e1, Andr\u00e9 Ribeiro Giamberardino, a quest\u00e3o da superlota\u00e7\u00e3o nas delegacias do estado \u00e9 um problema antigo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201c\u00c9 importante destacar que a cust\u00f3dia de presos em delegacias \u00e9 ilegal, pois n\u00e3o s\u00e3o estabelecimentos penais e n\u00e3o se respeita qualquer das diretrizes nacionais e internacionais sobre o tema\u201d, afirmou.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O Paran\u00e1, segundo Giamberardino, tem um \u00edndice de presos por 100 mil habitantes superior a m\u00e9dia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o podemos ignorar que se prende muito no Brasil e no Paran\u00e1, sobretudo por tr\u00e1fico de drogas e crimes patrimoniais. O Paran\u00e1 tem um \u00edndice de presos por 100 mil habitantes superior \u00e0 m\u00e9dia nacional, que j\u00e1 \u00e9 bastante. Conjugado a isso, a velocidade de gera\u00e7\u00e3o de vagas, atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de unidades prisionais, \u00e9 muito mais lenta que o aumento do n\u00famero de presos\u201d, apontou o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma auditoria feita em mar\u00e7o do ano passado pelo Tribunal de Contas do Paran\u00e1 (TCE-PR) destacou a inexist\u00eancia de uma pol\u00edtica p\u00fablica para o setor carcer\u00e1rio, a falta de defini\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es e responsabilidades dos \u00f3rg\u00e3os ligados ao setor, al\u00e9m de um baixo n\u00edvel de governan\u00e7a como respons\u00e1veis pelos atrasos nas obras de constru\u00e7\u00e3o de penitenci\u00e1rias, pelo agravamento da superlota\u00e7\u00e3o das cadeias p\u00fablicas e pela deteriora\u00e7\u00e3o das unidades penais.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Giamberardino argumentou ainda que \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o legal da Uni\u00e3o repassar recursos aos estados para construir pres\u00eddios e que nenhuma pol\u00edtica p\u00fablica, por mais importante que seja, \u00e9 sustent\u00e1vel se n\u00e3o forem levados em considerac\u00e3o seus limites materiais e financeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso vale para sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e deveria valer tamb\u00e9m para o sistema prisional. Se n\u00e3o h\u00e1 vagas suficientes, \u00e9 preciso verificar quem pode sair e deixar as vagas para os casos mais graves. Seguir como estamos \u00e9 uma irresponsabilidade\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o dos presos nas delegacias gera muitos problemas, de acordo com Giamberardino. \u201cA Pol\u00edcia Civil \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o de atendimento ao p\u00fablico e investigac\u00e3o de crimes e \u00e9 prejudicada. As pessoas que residem perto ficam vulner\u00e1veis a fugas e conflitos. Os pr\u00f3prios presos s\u00e3o submetidos a condic\u00f5es de cust\u00f3dia vergonhosas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda conforme Andr\u00e9 Giamberardino , n\u00e3o h\u00e1 nenhuma outra solu\u00e7\u00e3o para o problema da superlota\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja a revis\u00e3o de prioridades.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 sentido em se prender tantas pessoas por crimes n\u00e3o violentos. Enquanto isso, investimos pouco em investigac\u00e3o e crimes mais graves, como homic\u00eddios, por exemplo, que acabam n\u00e3o sendo sequer elucidados\u201d, finalizou.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O outro lado<\/h2>\n\n\n\n<p>O diretor-geral do Departamento Penitenci\u00e1rio do Estado do Paran\u00e1 (Depen), Francisco Caricati, afirmou que &#8220;desde a \u00e9poca do Imp\u00e9rio j\u00e1 havia o entendimento de que a pessoa que prendia n\u00e3o executava a pena&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, &#8220;por um motivo ou outro, as pol\u00edticas penitenci\u00e1rias que foram feitas no estado, at\u00e9 recentemente, reca\u00edam sobre as cadeias p\u00fablicas, principalmente no caso de presos provis\u00f3rios. Mas agora, h\u00e1 a pol\u00edtica de absorver todos os presos no sistema, sendo eles provis\u00f3rios ou condenados, e fazer todo esse trabalho que est\u00e1 sendo desenvolvido aqui no estado&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>No modelo atual, segundo o entendimento dele, para contornar a quest\u00e3o de vagas no sistema penitenci\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 outra alternativa a n\u00e3o ser a constru\u00e7\u00e3o de novos pres\u00eddios. &#8220;\u00c9 a medida paliativa para o sistema atual. No entanto, os programas que est\u00e3o sendo implantados, da ressocializa\u00e7\u00e3o de presos, com o trip\u00e9 trabalho-educa\u00e7\u00e3o-religi\u00e3o, visam, a longo prazo, que as vagas sejam cada vez menores\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria de Estado de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria (Sesp-PR) esclareceu, em nota, que a atual gest\u00e3o da tem realizado a\u00e7\u00f5es para tentar reduzir a superlota\u00e7\u00e3o nas delegacias e prestar o atendimento necess\u00e1rio a todos os custodiados. Veja a \u00edntegra do texto.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;A Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica e Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria do Paran\u00e1 esclarece que a superlota\u00e7\u00e3o em carceragens de delegacias \u00e9 um problema cr\u00f4nico do Estado, existente h\u00e1 d\u00e9cadas. A atual gest\u00e3o da Pasta tem realizado a\u00e7\u00f5es para tentar reduzir esse n\u00famero e prestar o atendimento necess\u00e1rio a todos os custodiados.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Uma das a\u00e7\u00f5es foi a transfer\u00eancia da administra\u00e7\u00e3o de 37 carceragens de delegacias da Pol\u00edcia Civil para o Departamento Penitenci\u00e1rio do Paran\u00e1. Com isso, cerca de 6 mil detentos passam a ter as mesmas condi\u00e7\u00f5es de cust\u00f3dia fornecidas em todo o sistema prisional<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Outra medida que ir\u00e1 ajudar a solucionar o problema \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de novas unidades prisionais em todo o Estado. Ao todo s\u00e3o 13 obras, algumas j\u00e1 em execu\u00e7\u00e3o, que permitir\u00e3o a abertura de 6 mil novas vagas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A Secretaria tamb\u00e9m investiu recentemente na instala\u00e7\u00e3o de 57 celas modulares, que geraram um total de 684 novas vagas, permitindo diminuir o n\u00famero de detentos em delegacias.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Al\u00e9m disso, o Estado busca junto ao Poder Judici\u00e1rio, a realiza\u00e7\u00e3o de mutir\u00f5es carcer\u00e1rios que visem \u00e0 an\u00e1lise dos processos de presos que, eventualmente, j\u00e1 possuam direito a progress\u00e3o de pena ou outro benef\u00edcio, diminuindo o n\u00famero de detentos nesses espa\u00e7os destinados a cust\u00f3dia provis\u00f3ria&#8221;.<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p>G1PR<\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados foram coletados dentro do Monitor da Viol\u00eancia, uma parceria com o N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia (NEV) da USP e com o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. 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