{"id":82825,"date":"2026-10-15T09:38:53","date_gmt":"2026-10-15T12:38:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=82825"},"modified":"2026-10-15T09:38:55","modified_gmt":"2026-10-15T12:38:55","slug":"dia-do-professor-educadora-de-paranagua-transforma-vidas-com-carinho-e-dedicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/10\/15\/dia-do-professor-educadora-de-paranagua-transforma-vidas-com-carinho-e-dedicacao\/","title":{"rendered":"Dia do Professor: educadora de Paranagu\u00e1 transforma vidas com carinho e dedica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Um gesto de carinho pode marcar a vida de uma crian\u00e7a por muitos anos. Foi o que aconteceu com Enzo Rafael, aluno da professora Maria Aparecida da Silveira Raimundo quando cursava o primeiro ano do Ensino Fundamental na rede municipal de Paranagu\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito t\u00edmido e com dificuldade para interagir com os colegas, ele quase n\u00e3o participava das atividades escolares. Com incentivo e acolhimento, come\u00e7ou a dar os primeiros passos para vencer a vergonha. Sete anos depois, a m\u00e3e do menino compartilhou uma not\u00edcia que emocionou a educadora: Enzo agora participa de uma fanfarra.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria chegou at\u00e9 Maria por meio de uma publica\u00e7\u00e3o feita pela m\u00e3e do estudante, Daiane, nas redes sociais. Na mensagem, ela agradeceu a professora pelo incentivo que ajudou o filho a se abrir para novas experi\u00eancias. Ao ver a foto de Enzo participando das atividades da fanfarra, a educadora Maria se emocionou ao perceber que aquele gesto, realizado anos antes, continuava presente na trajet\u00f3ria do menino.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando eu vi essa dedicat\u00f3ria que ela fez para mim, com a foto dele, fiquei muito emocionada. Foi um empurr\u00e3o importante\u201d, conta a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>A lembran\u00e7a remete a uma festa junina realizada h\u00e1 cerca de sete anos. Na \u00e9poca, Enzo era uma crian\u00e7a reservada, que n\u00e3o costumava participar de festas ou atividades coletivas. Com paci\u00eancia e aten\u00e7\u00e3o, Maria procurou aproxim\u00e1-lo das experi\u00eancias da turma e incentiv\u00e1-lo a participar. O resultado n\u00e3o foi imediato nem precisava ser. O importante era oferecer \u00e0 crian\u00e7a a confian\u00e7a necess\u00e1ria para dar o pr\u00f3prio passo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma trajet\u00f3ria constru\u00edda com dedica\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Professora h\u00e1 33 anos, Maria Aparecida construiu sua carreira na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. J\u00e1 atuou como professora, coordenadora e orientadora, al\u00e9m de exercer fun\u00e7\u00f5es na \u00e1rea educacional. Atualmente, \u00e9 professora regente do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Nascimento Junior, e segue em sala de aula no per\u00edodo da manh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha pela profiss\u00e3o veio ainda na juventude, motivada pelo gosto pelas crian\u00e7as. Ao longo das d\u00e9cadas, a experi\u00eancia refor\u00e7ou uma convic\u00e7\u00e3o que ela procura levar para o cotidiano escolar: ensinar exige conhecimento, compromisso e sensibilidade para reconhecer as necessidades de cada estudante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm primeiro lugar, o professor tem que ter amor pela profiss\u00e3o. \u00c9 preciso olhar para os alunos com carinho, independentemente de como eles s\u00e3o, se s\u00e3o agitados, t\u00edmidos ou se t\u00eam mais facilidade para aprender\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Maria, cada crian\u00e7a tem seu pr\u00f3prio ritmo e precisa encontrar na escola um ambiente em que possa aprender, desenvolver habilidades e construir confian\u00e7a. Por isso, procura acompanhar de perto os estudantes, especialmente aqueles que demonstram inseguran\u00e7a ou dificuldade de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma aten\u00e7\u00e3o que dedicou a Enzo continua presente na turma atual. Entre os alunos do quinto ano, ela tamb\u00e9m acompanha uma crian\u00e7a t\u00edmida, a quem incentiva a participar e acreditar nas pr\u00f3prias capacidades. Ao compartilhar a hist\u00f3ria de Enzo com a turma, Maria procura mostrar que a timidez n\u00e3o precisa impedir ningu\u00e9m de experimentar novas oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ensinar para a vida<\/strong><br>O trabalho da professora tamb\u00e9m envolve preparar os estudantes para os desafios que vir\u00e3o depois do Ensino Fundamental. Com a chegada ao sexto ano, as crian\u00e7as passam a conviver com uma nova organiza\u00e7\u00e3o escolar, com diferentes professores e uma rotina diferente. Maria procura ajud\u00e1-las a compreender essa transi\u00e7\u00e3o e a desenvolver autonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu quero que eles aprendam n\u00e3o s\u00f3 o conte\u00fado que est\u00e3o vendo agora, mas aquilo que v\u00e3o levar para a vida. Quero encontr\u00e1-los no futuro, trabalhando, formados e seguindo seus caminhos\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da carreira, reencontrar antigos alunos j\u00e1 adultos, alguns deles formados e at\u00e9 professores, \u00e9 uma das experi\u00eancias que renovam sua motiva\u00e7\u00e3o. Para ela, acompanhar o desenvolvimento dos estudantes \u00e9 uma das recompensas mais importantes da profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A educadora reconhece que manter o interesse das crian\u00e7as pelos estudos \u00e9 um desafio e defende que a escola precisa estimular a curiosidade, a reflex\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o. Mais do que apresentar respostas prontas, seu objetivo \u00e9 ajudar os alunos a pensar, compreender o que aprendem e reconhecer o pr\u00f3prio potencial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acolhimento que deixa marcas<\/strong><br>A dedica\u00e7\u00e3o da professora Maria tamb\u00e9m aparece nos pequenos gestos do cotidiano. Na semana do Dia das Crian\u00e7as, por exemplo, ela preparou lembran\u00e7as para a turma, preocupada em n\u00e3o deixar a data passar em branco. S\u00e3o atitudes que, somadas ao trabalho pedag\u00f3gico, ajudam a fortalecer os v\u00ednculos entre professora e estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao falar com quem est\u00e1 come\u00e7ando na carreira docente, Maria deixa uma mensagem que resume sua experi\u00eancia de mais de tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVale a pena. Nunca desistam e coloquem sempre o cora\u00e7\u00e3o naquilo que fazem. Os alunos s\u00e3o seres humanos que, muitas vezes, precisam de um abra\u00e7o, de acolhimento. A escola n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 chegar, dar aula e ir embora. As crian\u00e7as precisam da gente\u201d, orienta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os pr\u00f3prios estudantes, a professora costuma repetir uma frase que considera essencial para enfrentar as dificuldades e seguir aprendendo: \u201cQuerer \u00e9 poder. Nunca diga \u2018eu n\u00e3o posso\u2019 ou \u2018eu n\u00e3o consigo\u2019. Voc\u00ea tem capacidade e vai conseguir\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de Maria e Enzo mostra como a educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se constr\u00f3i nas rela\u00e7\u00f5es cotidianas. No Dia do Professor, a trajet\u00f3ria da educadora representa o trabalho de profissionais que, al\u00e9m de ensinar conte\u00fados, incentivam a autonomia, acolhem as diferen\u00e7as e ajudam crian\u00e7as e adolescentes a descobrir novas possibilidades para o futuro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um gesto de carinho pode marcar a vida de uma crian\u00e7a por muitos anos. Foi o que aconteceu com Enzo Rafael, aluno da professora Maria Aparecida da Silveira Raimundo quando cursava o primeiro ano do Ensino Fundamental na rede municipal de Paranagu\u00e1. 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