{"id":82133,"date":"2026-09-17T17:01:20","date_gmt":"2026-09-17T20:01:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=82133"},"modified":"2026-09-17T17:01:22","modified_gmt":"2026-09-17T20:01:22","slug":"segundo-grupo-de-pinguins-de-magalhaes-reabilitados-em-2026-retorna-ao-oceano-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/09\/17\/segundo-grupo-de-pinguins-de-magalhaes-reabilitados-em-2026-retorna-ao-oceano-no-parana\/","title":{"rendered":"Segundo grupo de pinguins-de-Magalh\u00e3es reabilitados em 2026 retorna ao oceano no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ap\u00f3s receberem atendimento especializado, oito animais foram devolvidos \u00e0 natureza pela equipe do PMP-BS\/LEC-UFPR<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 desta quarta-feira (16), um grupo com oito pinguins-de-Magalh\u00e3es (<em>Spheniscus magellanicus<\/em>) retornou ao oceano ap\u00f3s concluir o processo de reabilita\u00e7\u00e3o no Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o, Despetroliza\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise de Sa\u00fade da Fauna Marinha (CReD), do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC) da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). A soltura foi realizada no balne\u00e1rio de Pontal do Sul, em Pontal do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Os animais foram resgatados durante a temporada de inverno pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado no litoral do Paran\u00e1 pelo LEC-UFPR. Esta foi a segunda soltura em grupo de pinguins reabilitados pela equipe em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a bi\u00f3loga e coordenadora do PMP-BS\/LEC-UFPR, Camila Domit, a soltura \u00e9 o resultado do trabalho realizado por diferentes profissionais. \u201cEsta segunda soltura refor\u00e7a a continuidade do trabalho integrado, que envolve o trabalho da equipe em diferentes frentes. Nosso objetivo \u00e9 devolver os animais ao oceano em boas condi\u00e7\u00f5es para que ele possa manter seus comportamentos naturais em vida livre\u201d, explica Camila.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Temporada de inverno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os pinguins-de-Magalh\u00e3es chegam anualmente ao litoral brasileiro entre os meses de maio e setembro durante sua migra\u00e7\u00e3o em busca de alimento. A esp\u00e9cie se reproduz na Patag\u00f4nia, na Argentina e no Chile, e percorre milhares de quil\u00f4metros pelo Atl\u00e2ntico Sul. Grande parte dos indiv\u00edduos que alcan\u00e7am a costa brasileira \u00e9 formada por juvenis que realizam sua primeira migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo desse percurso, alguns animais chegam debilitados \u00e0s praias em raz\u00e3o do desgaste da viagem ou de impactos relacionados \u00e0s atividades humanas, como a intera\u00e7\u00e3o com redes de pesca, a ingest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos e outras amea\u00e7as presentes no ambiente marinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 31 de maio, quando ocorreram os primeiros registros da temporada de 2026, e 15 de setembro, o PMP-BS registrou 768 pinguins-de-Magalh\u00e3es encalhados no litoral do Paran\u00e1. Desse total, 715 foram encontrados mortos e 53 chegaram vivos \u00e0s praias.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a m\u00e9dica-veterin\u00e1ria Juliana Bresciani, do PMP-BS\/LEC-UFPR, muitos dos animais resgatados apresentam um quadro conhecido como \u2018<em>s\u00edndrome do pinguim encalhado<\/em>\u2019. \u201cOs pinguins normalmente chegam debilitados, com baixo escore corporal, desidrata\u00e7\u00e3o e hipotermia, precisando de cuidados intensivos para que possam se recuperar e seguir sua migra\u00e7\u00e3o. Durante os atendimentos, tamb\u00e9m identificamos casos de intera\u00e7\u00e3o com atividades humanas, como marcas de emalhe em redes de pesca\u201d, explica a veterin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segunda soltura do ano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como os pinguins s\u00e3o animais greg\u00e1rios, a soltura \u00e9 realizada em grupo. Durante a migra\u00e7\u00e3o, permanecer em agrega\u00e7\u00f5es favorece a prote\u00e7\u00e3o contra predadores, facilita a busca por alimento e reduz os riscos enfrentados ao longo da jornada.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de serem devolvidos ao oceano, os animais passam por avalia\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e exames que permitem verificar se est\u00e3o aptos para a soltura. Eles tamb\u00e9m recebem um microchip de identifica\u00e7\u00e3o individual, que possibilita reconhecer cada pinguim caso seja encontrado novamente e contribui para estudos sobre sobreviv\u00eancia, deslocamento e sa\u00fade das aves marinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao encontrar um pinguim ou outro animal marinho vivo ou morto na praia, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 manter dist\u00e2ncia e acionar imediatamente a equipe do PMP-BS\/LEC-UFPR pelo telefone 0800 642 3341 ou 41 99213-8746.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SOBRE O PMP-BS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) \u00e9 uma exig\u00eancia do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades da Petrobras de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural na Bacia de Santos. No estado do Paran\u00e1, Trecho 6, a execu\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 realizada pela equipe LEC\/UFPR (@lecufpr e <a href=\"http:\/\/www.lecufpr.net\">www.lecufpr.net<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CR\u00c9DITOS:<\/strong> LEC-UFPR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s receberem atendimento especializado, oito animais foram devolvidos \u00e0 natureza pela equipe do PMP-BS\/LEC-UFPR Na manh\u00e3 desta quarta-feira (16), um grupo com oito pinguins-de-Magalh\u00e3es (Spheniscus magellanicus) retornou ao oceano ap\u00f3s concluir o processo de reabilita\u00e7\u00e3o no Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o, Despetroliza\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise de Sa\u00fade da Fauna Marinha (CReD), do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC) [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":82134,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":{"0":"post-82133","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-17-at-16.59.38.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82133"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82133"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82133\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82135,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82133\/revisions\/82135"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82134"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82133"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}