{"id":81432,"date":"2026-08-17T16:15:56","date_gmt":"2026-08-17T19:15:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=81432"},"modified":"2026-08-17T16:15:58","modified_gmt":"2026-08-17T19:15:58","slug":"com-chuva-acima-da-media-estiagem-recua-ainda-mais-no-parana-aponta-monitor-de-secas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/08\/17\/com-chuva-acima-da-media-estiagem-recua-ainda-mais-no-parana-aponta-monitor-de-secas\/","title":{"rendered":"Com chuva acima da m\u00e9dia estiagem recua ainda mais no Paran\u00e1, aponta Monitor de Secas"},"content":{"rendered":"\n<p>A ocorr\u00eancia de chuvas muito acima da m\u00e9dia acabou com a seca relativa no Oeste e Sudoeste do Paran\u00e1, e foi fator determinante para o recuo da seca fraca na regi\u00e3o Leste do estado. Os dados s\u00e3o do Monitor de Secas, estudo da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) realizado em parceria com v\u00e1rios institutos, entre eles o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paran\u00e1).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as 45 esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas do Simepar com mais de cinco anos de opera\u00e7\u00e3o, somente quatro registraram volume de chuva abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica para o m\u00eas de julho: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraque\u00e7aba. Nas outras 41 esta\u00e7\u00f5es o volume superou a m\u00e9dia, com alguns registros hist\u00f3ricos. Os 311 mm de chuva em julho de 2026 na esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica de Palmas, por exemplo, foi o maior para o m\u00eas desde a instala\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o na cidade, h\u00e1 28 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O volume de chuvas acima da m\u00e9dia foi impulsionado pela atua\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, constatado desde junho no Oceano Pac\u00edfico Equatorial, em combina\u00e7\u00e3o com os sistemas meteorol\u00f3gicos regionais. No Paran\u00e1, tanta chuva fez com que o mapa de julho do Monitor de Secas registrasse apenas seca fraca em uma \u00e1rea ao Leste do estado, com impactos de curto e longo prazo, ou seja, que podem impactar a agricultura e o abastecimento de \u00e1gua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, sem a atua\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o, o cen\u00e1rio em julho no Monitor de Secas era diferente. A seca moderada predominava em toda a \u00e1rea de divisa com S\u00e3o Paulo, e tinha registro de seca fraca no Leste, Norte, Noroeste e Sul do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da intensidade e abrang\u00eancia da seca no Paran\u00e1 come\u00e7ou a ser indicada pelo Monitor de Secas a partir de maio de 2026, quando predominavam \u00e1reas de seca fraca, com seca moderada concentrada principalmente no Oeste, Sudoeste e Sul do estado. Em junho, a seca moderada j\u00e1 n\u00e3o era mais registrada no estado, e a seca fraca permanecia apenas no Leste, Campos Gerais, Sudoeste e parte do Oeste.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BRASIL<\/strong>&nbsp;&#8211; No Brasil, tamb\u00e9m devido \u00e0 chuva acima da m\u00e9dia impulsionada pelo El Ni\u00f1o, o mapa de julho aponta que n\u00e3o h\u00e1 mais seca relativa no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e houve recuo da seca fraca no sul de S\u00e3o Paulo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o, entretanto, n\u00e3o \u00e9 a mesma em todo o pa\u00eds. O mapa do Monitor de Secas representa os impactos do El Ni\u00f1o nas diferentes regi\u00f5es brasileiras. Com chuvas abaixo da m\u00e9dia, houve avan\u00e7o da seca fraca em todos os estados do Nordeste e do Norte, com exce\u00e7\u00e3o do Cear\u00e1 e do Amap\u00e1. Aumentou tamb\u00e9m a \u00e1rea de seca moderada na Para\u00edba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, no Nordeste, e no Sul de Tocantins e no Noroeste do Amazonas, no Norte do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>No Sudoeste, a seca tamb\u00e9m evoluiu de fraca para moderada no Esp\u00edrito Santo e Norte do Rio de Janeiro. A seca fraca tamb\u00e9m avan\u00e7ou por uma regi\u00e3o maior no Leste do Rio de Janeiro e no Centro e Nordeste de Minas Gerais. No Centro-Oeste, a seca fraca passou a ser registrada no Leste do Mato Grosso; aumentou a \u00e1rea de seca fraca no Norte de Goi\u00e1s e de Mato Grosso do Sul; e a seca passou de fraca a moderada no Noroeste do Mato Grosso do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O MONITOR<\/strong>&nbsp;&#8211; O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semi\u00e1rido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos \u00faltimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as institui\u00e7\u00f5es envolvidas e coordena o processo de elabora\u00e7\u00e3o dos mapas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Simepar todos os meses faz a an\u00e1lise das regi\u00f5es Sul e Sudeste, utilizando dados como precipita\u00e7\u00e3o, temperatura do ar, \u00edndice de vegeta\u00e7\u00e3o, n\u00edveis dos reservat\u00f3rios e dados de evapotranspira\u00e7\u00e3o (a rela\u00e7\u00e3o entre a temperatura e a evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua). A cada tr\u00eas meses, o Simepar ainda coordena a elabora\u00e7\u00e3o do mapa completo.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ocorr\u00eancia de chuvas muito acima da m\u00e9dia acabou com a seca relativa no Oeste e Sudoeste do Paran\u00e1, e foi fator determinante para o recuo da seca fraca na regi\u00e3o Leste do estado. 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