{"id":81253,"date":"2026-08-11T15:34:50","date_gmt":"2026-08-11T18:34:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=81253"},"modified":"2026-08-11T15:34:53","modified_gmt":"2026-08-11T18:34:53","slug":"grupo-de-pinguins-de-magalhaes-reabilitados-retorna-ao-oceano-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/08\/11\/grupo-de-pinguins-de-magalhaes-reabilitados-retorna-ao-oceano-no-parana\/","title":{"rendered":"Grupo de pinguins-de-Magalh\u00e3es reabilitados retorna ao oceano no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ap\u00f3s cuidados intensivos, nove animais voltar\u00e3o ao mar durante a\u00e7\u00e3o de soltura educativa PMP-BS\/LEC-UFPR no litoral paranaense<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (11), um grupo de nove pinguins-de-Magalh\u00e3es (<em>Spheniscus magellanicus<\/em>) voltar\u00e3o ao oceano ap\u00f3s concluir o processo de reabilita\u00e7\u00e3o no Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o, Despetroliza\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise de Sa\u00fade da Fauna Marinha (CReD), do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o (LEC) da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Os animais foram resgatados durante a atual temporada de inverno pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado no litoral do Paran\u00e1 pelo LEC\/UFPR.<\/p>\n\n\n\n<p>A soltura representa a conclus\u00e3o de um trabalho que come\u00e7ou no final de maio, quando os primeiros pinguins da temporada 2026 foram registrados na Ilha de Superagui, em Guaraque\u00e7aba. A equipe do PMP-BS\/LEC-UFPR monitora diariamente as praias paranaenses para registrar a ocorr\u00eancia de animais marinhos e prestar atendimento especializado aos indiv\u00edduos encontrados com vida ao longo da costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Liana Rosa, bi\u00f3loga e gerente operacional do PMP-BS\/LEC-UFPR, o momento da soltura representa o resultado de semanas de dedica\u00e7\u00e3o da equipe e refor\u00e7a a import\u00e2ncia de aproximar a sociedade da conserva\u00e7\u00e3o marinha. &#8220;Nosso objetivo \u00e9 retornar esses animais ao oceano com as melhores condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia. Al\u00e9m disso, abrir esse momento para a comunidade \u00e9 uma forma de aproximar as pessoas da ci\u00eancia, sensibiliz\u00e1-las sobre a conserva\u00e7\u00e3o da fauna marinha e mostrar como esse trabalho integrado gera benef\u00edcios para toda a sociedade&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Temporada de inverno: cen\u00e1rio dos encalhes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os pinguins-de-Magalh\u00e3es chegam anualmente ao litoral brasileiro entre os meses de maio e setembro, durante sua migra\u00e7\u00e3o em busca de alimento. A esp\u00e9cie se reproduz na Patag\u00f4nia, na Argentina e no Chile, e percorre milhares de quil\u00f4metros pelo Atl\u00e2ntico Sul. Grande parte dos indiv\u00edduos que alcan\u00e7am a costa brasileira s\u00e3o juvenis, realizando sua primeira migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo desse percurso, muitos animais chegam debilitados \u00e0s praias, seja pelo desgaste natural da viagem ou pelos impactos relacionados \u00e0s atividades humanas, como a intera\u00e7\u00e3o com redes de pesca, ingest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos e outras amea\u00e7as presentes no ambiente marinho.<\/p>\n\n\n\n<p>De 31 de maio, quando ocorreram os primeiros registros da temporada, at\u00e9 31 de julho, o PMP-BS registrou 198 pinguins-de-Magalh\u00e3es encalhados no litoral do Paran\u00e1. Desse total, 165 foram encontrados mortos e 33 chegaram vivos \u00e0s praias, sendo resgatados e encaminhados para atendimento especializado no CReD.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a m\u00e9dica-veterin\u00e1ria Juliana Bresciani, do PMP-BS\/LEC-UFPR, a maioria dos animais resgatados apresenta um quadro conhecido como \u201cs\u00edndrome do pinguim encalhado\u201d. &#8220;Os pinguins normalmente chegam debilitados, com baixo escore corporal, desidrata\u00e7\u00e3o, hipotermia e necessitando de cuidados intensivos para seguir com a migra\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, durante os atendimentos tamb\u00e9m identificamos casos relacionados \u00e0 intera\u00e7\u00e3o com atividades humanas, como marcas de emalhe em redes de pesca&#8221;, explica a veterin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro atendimento realizado ainda na praia \u00e9 essencial para aumentar as chances de sobreviv\u00eancia desses animais. Segundo Evanise da Silva Nunes, monitora de campo do PMP-BS\/LEC-UFPR na Ilha do Superagui, a agilidade no resgate faz a diferen\u00e7a para a reabilita\u00e7\u00e3o. &#8220;Durante o monitoramento, encontramos pinguins debilitados e \u00e9 parte nosso trabalho realizarmos uma avalia\u00e7\u00e3o externa r\u00e1pida da condi\u00e7\u00e3o do animal, repassar para os veterin\u00e1rios as informa\u00e7\u00f5es colhidas e, seguindo \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es deles, realizar os primeiros cuidados para encaminh\u00e1-lo ao CReD o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Participar da etapa da soltura e ver esse mesmo animal retornando ao oceano \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o de que todo o empenho e dedica\u00e7\u00e3o dedicadas ao atendimento valeram a pena&#8221;, diz Evanise.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Soltura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como os pinguins s\u00e3o animais greg\u00e1rios, a soltura \u00e9 realizada em grupos, aumentando as chances de sucesso no retorno \u00e0 natureza. Durante a migra\u00e7\u00e3o, viver em agrega\u00e7\u00f5es favorece a prote\u00e7\u00e3o contra predadores, facilita a busca por alimento e reduz os riscos enfrentados ao longo da jornada.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a bi\u00f3loga e professora Camila Domit, coordenadora do PMP-BS\/LEC-UFPR, a soltura vai al\u00e9m do retorno dos animais ao oceano. &#8220;A soltura representa o resultado de um trabalho integrado que conta com muitos profissionais e colaboradores. Ela \u00e9 a resultante de processos de monitoramento, atendimento, reabilita\u00e7\u00e3o, pesquisa, gest\u00e3o ambiental e o esfor\u00e7o de uma equipe multidisciplinar comprometida com a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha. Tamb\u00e9m \u00e9 um momento de aproximar a sociedade da ci\u00eancia e mostrar como esse trabalho gera conhecimento para compreender as amea\u00e7as que afetam essas esp\u00e9cies e orientar a\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o territorial e conserva\u00e7\u00e3o&#8221;, completa Camila.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SOBRE O PMP-BS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) \u00e9 uma exig\u00eancia do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades da Petrobras de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural na Bacia de Santos. No estado do Paran\u00e1, Trecho 6, a execu\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 realizada pela equipe LEC\/UFPR (@lecufpr e <a href=\"http:\/\/www.lecufpr.net\">www.lecufpr.net<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cr\u00e9ditos:<\/strong> LEC-UFPR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s cuidados intensivos, nove animais voltar\u00e3o ao mar durante a\u00e7\u00e3o de soltura educativa PMP-BS\/LEC-UFPR no litoral paranaense Nesta ter\u00e7a-feira (11), um grupo de nove pinguins-de-Magalh\u00e3es (Spheniscus magellanicus) voltar\u00e3o ao oceano ap\u00f3s concluir o processo de reabilita\u00e7\u00e3o no Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o, Despetroliza\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise de Sa\u00fade da Fauna Marinha (CReD), do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81254,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":{"0":"post-81253","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/WhatsApp-Image-2026-08-11-at-15.33.40.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81253"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81253"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81253\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81255,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81253\/revisions\/81255"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}