{"id":800,"date":"2019-03-14T13:42:36","date_gmt":"2019-03-14T16:42:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=800"},"modified":"2019-03-14T13:42:39","modified_gmt":"2019-03-14T16:42:39","slug":"como-o-apoio-psicologico-pode-ajudar-vitimas-de-traumas-como-do-massacre-em-suzano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/03\/14\/como-o-apoio-psicologico-pode-ajudar-vitimas-de-traumas-como-do-massacre-em-suzano\/","title":{"rendered":"Como o apoio psicol\u00f3gico pode ajudar v\u00edtimas de traumas como do massacre em Suzano"},"content":{"rendered":"\n<p>Sobreviver a um trauma como o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/mogi-das-cruzes-suzano\/noticia\/2019\/03\/13\/tiros-deixam-feridos-em-escola-de-suzano.ghtml\">massacre de Suzano (SP)<\/a>&nbsp;pode deixar sequelas emocionais, mas \u00e9 poss\u00edvel passar pela dor com a ajuda de especialistas, familiares e a comunidade escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>O estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o mais comum em situa\u00e7\u00f5es como esta, segundo especialistas, e pode desencadear uma s\u00e9rie de problemas como ansiedade, s\u00edndrome do p\u00e2nico e crises de ang\u00fastia.<\/p>\n\n\n\n<p>Reportagem\u00a0ouviu cinco especialistas na \u00e1rea. Segundo eles, os principais pontos para ajudar a superar o trauma s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>A&nbsp;<strong>comunidade escolar<\/strong>&nbsp;deve fazer um&nbsp;<strong>trabalho coletivo com os estudantes<\/strong>&nbsp;para que eles falem sobre o que est\u00e3o sentindo<\/li><li><strong>Familiares devem acolher e ficarem atentos a sinais<\/strong>&nbsp;como mudan\u00e7a de comportamento, ins\u00f4nia, crises de ang\u00fastia&nbsp;<em>(leia mais abaixo)<\/em><\/li><li><strong>N\u00e3o force&nbsp;<\/strong>ningu\u00e9m a falar, mas esteja&nbsp;<strong>aberto para escutar,<\/strong>&nbsp;caso seja necess\u00e1rio<\/li><li><strong>\u00c9 preciso tempo<\/strong>&nbsp;para que os estudantes&nbsp;<strong>assimilem&nbsp;<\/strong>o que&nbsp;<strong>aconteceu<\/strong><\/li><li><strong>Cada um&nbsp;<\/strong>vai&nbsp;<strong>assimilar<\/strong>&nbsp;<strong>a dor<\/strong>&nbsp;de uma&nbsp;<strong>forma diferente<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Confira abaixo o que disseram os especialistas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Daniel Martins de Barros<\/strong>, psiquiatra<\/li><li><strong>Luciana Szymanski<\/strong>, professora da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em psicologia da educa\u00e7\u00e3o na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP)<\/li><li><strong>Marianne Bonilha<\/strong>, psic\u00f3loga do Hospital Pequeno Pr\u00edncipe, em Curitiba, e respons\u00e1vel pelo ambulat\u00f3rio de viol\u00eancia<\/li><li><strong>Sandra Scivoletto<\/strong>, professora de Psiquiatria da Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP<\/li><li><strong>Vera Iaconelli<\/strong>, psic\u00f3loga<\/li><li><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Para<strong>&nbsp;Daniel Martins de Barros, psiquiatra<\/strong>, o apoio \u00e9 fundamental para dar seguran\u00e7a e amparo. &#8220;As pessoas envolvidas t\u00eam que saber que, se elas quiserem, ter\u00e3o ajuda. N\u00e3o \u00e9 impor. A pessoa tem que se sentir segura, acolhida e amparada&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressalta que \u00e9 importante retomar a normalidade da vida. &#8220;[Temos que mostrar que] A escola \u00e9 segura. Porque, se n\u00e3o, a gente vai alimentar um medo que n\u00e3o se justifica. Isso \u00e9 a exce\u00e7\u00e3o da exce\u00e7\u00e3o, rar\u00edssimo, um evento pontual. Temos que mostrar para crian\u00e7as, na fam\u00edlia e na escola que isso aconteceu, que vamos lamentar, mas vamos continuar vivendo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>psic\u00f3loga Vera Iaconelli&nbsp;<\/strong>chama a aten\u00e7\u00e3o para a forma como cada um vai lidar com o acontecimento. &#8220;Cada crian\u00e7a vai viver esta experi\u00eancia de um jeito diferente. Tem coisas como culpa, medo fantasias onipotentes de que poderia ser salvado algu\u00e9m.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, os primeiros dias ap\u00f3s a trag\u00e9dia devem ser para a comunidade escolar falar sobre o que houve. &#8220;S\u00e3o dias para sentar e conversar sobre bullying, estar na escola, redes virtuais. Vamos fazer desta trag\u00e9dia uma coisa produtiva, pensar o lugar da escola junto com a crian\u00e7a. \u00c9 para falar, chamar os pais&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marianne Bonilha, psic\u00f3loga<\/strong>&nbsp;do Hospital Pequeno Pr\u00edncipe, em Curitiba, e respons\u00e1vel pelo ambulat\u00f3rio de viol\u00eancia, esclarece que, al\u00e9m dos atendimentos individuais, \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m haver um trabalho coletivo com a comunidade escolar.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cPsic\u00f3logos podem reunir todos os envolvidos para falar sobre o ocorrido. N\u00e3o adianta fingir que nada ocorreu e tentar retomar a rotina do col\u00e9gio\u201d, diz.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso elaborar um plano de a\u00e7\u00e3o com o grupo e fazer uma reflex\u00e3o social\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista ressalta que \u00e9 preciso respeitar os limites de cada uma das testemunhas. \u00c9 poss\u00edvel que, de imediato, algumas n\u00e3o consigam falar sobre o que viram.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 tudo t\u00e3o grotesco e insuport\u00e1vel, uma cena t\u00e3o dif\u00edcil, que \u00e9 necess\u00e1rio um tempo para que os envolvidos elaborem o que viram. N\u00e3o \u00e9 correto impor um trabalho psicol\u00f3gico a todos. O essencial \u00e9 oferecer o espa\u00e7o de assist\u00eancia &#8211; informar a todos quais os canais de ajuda que est\u00e3o dispon\u00edveis\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga compara a situa\u00e7\u00e3o ao contexto de guerra, em que \u00e9 imprescind\u00edvel haver um pronto-atendimento a quem necessitar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sinais de trauma<\/h2>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>professora Luciana Szymanski, da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em psicologia da educa\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP), tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia dos espa\u00e7os de escuta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio falar sobre morte com eles. Os professores precisam se preparar para abordar o assunto. Suportar o luto vai demandar esfor\u00e7o de toda a comunidade escolar. O sofrimento precisa ser ouvido \u2013 n\u00e3o d\u00e1 para negligenciar o que essas crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o sentindo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqueles que n\u00e3o conseguirem elaborar o que ocorreu podem mudar o comportamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veja os principais sintomas do trauma:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>ins\u00f4nia<\/li><li>pesadelos recorrentes<\/li><li>crises de ang\u00fastia<\/li><li>crises de p\u00e2nico<\/li><li>ansiedade frequente<\/li><li>dist\u00farbios psicossom\u00e1ticos.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;<strong>Sandra Scivoletto, professora de Psiquiatria da Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia<\/strong>&nbsp;do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, ap\u00f3s um trauma grande a pessoa muda o seu comportamento para um estado de alerta constante.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;\u00c9 um estresse intenso e gera um estado de hipervigilia: a pessoa n\u00e3o consegue relaxar, tem dificuldade para dormir e isso vai desgastando a pessoa&#8221;, explica.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia do espa\u00e7o para que todos possam falar dos que viveram e tratar do trauma coletivo: &#8220;Para eles dividirem com outras pessoas os medos e ang\u00fastias e para ajudar nesse processo de cicatriza\u00e7\u00e3o desse trauma&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: G1<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobreviver a um trauma como o do&nbsp;massacre de Suzano (SP)&nbsp;pode deixar sequelas emocionais, mas \u00e9 poss\u00edvel passar pela dor com a ajuda de especialistas, familiares e a comunidade escolar. 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