{"id":79857,"date":"2026-07-01T10:52:46","date_gmt":"2026-07-01T13:52:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=79857"},"modified":"2026-07-01T10:52:49","modified_gmt":"2026-07-01T13:52:49","slug":"equipes-do-brasil-atuam-contra-o-tempo-para-localizar-sobreviventes-na-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/07\/01\/equipes-do-brasil-atuam-contra-o-tempo-para-localizar-sobreviventes-na-venezuela\/","title":{"rendered":"Equipes do Brasil atuam contra o tempo para localizar sobreviventes na Venezuela"},"content":{"rendered":"\n<p>Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paran\u00e1 (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros deixados pelo terremoto que atingiu a Venezuela na \u00faltima quarta-feira (24). Na regi\u00e3o de La Guaira, no litoral venezuelano, os bombeiros trabalham em turnos operacionais de 12 horas, com paradas apenas para hidrata\u00e7\u00e3o devido ao calor intenso, concentrando esfor\u00e7os na localiza\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas que ainda possam estar vivas em estruturas colapsadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a chegada ao pa\u00eds, na noite de sexta-feira (27), a miss\u00e3o brasileira \u2013 coordenada pelo Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, por meio da Ag\u00eancia Brasileira de Coopera\u00e7\u00e3o (ABC) \u2013 atua em uma das \u00e1reas mais afetadas pelo desastre. As equipes realizam o reconhecimento das edifica\u00e7\u00f5es atingidas, avaliam a estabilidade das estruturas e empregam c\u00e3es de busca e equipamentos especializados para localizar e sinalizar poss\u00edveis v\u00edtimas sob os escombros, orientando as opera\u00e7\u00f5es de resgate.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O DESAFIO DAS BUSCAS<\/strong>&nbsp;&#8211; Mesmo cinco dias ap\u00f3s o terremoto, ainda existe a possibilidade de encontrar sobreviventes. De acordo com o CBMPR, o desabamento de edifica\u00e7\u00f5es pode formar os chamados &#8220;espa\u00e7os vitais&#8221; \u2014 pequenos vazios criados entre lajes, vigas e outros elementos estruturais que permitem a sobreviv\u00eancia de pessoas soterradas. Nesses casos, v\u00edtimas com poucos ferimentos podem permanecer vivas por v\u00e1rios dias, desde que consigam respirar, embora o risco aumente com o passar do tempo em raz\u00e3o da desidrata\u00e7\u00e3o e do esgotamento f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, as equipes concentram os esfor\u00e7os no emprego de c\u00e3es de busca e de equipamentos especializados capazes de localizar v\u00edtimas que permanecem em \u00e1reas profundas das estruturas colapsadas. Segundo o l\u00edder da equipe paranaense na miss\u00e3o, tenente-coronel \u00cdcaro Gabriel Greinert, as v\u00edtimas de mais f\u00e1cil localiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram resgatadas pelas equipes venezuelanas nos primeiros dias ap\u00f3s o desastre e, agora, o trabalho das equipes internacionais \u00e9 muito mais t\u00e9cnico e demorado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As v\u00edtimas superficiais normalmente j\u00e1 foram retiradas pelas equipes locais. N\u00f3s entramos em uma fase de busca t\u00e9cnica no interior das edifica\u00e7\u00f5es colapsadas. S\u00e3o manobras demoradas, pr\u00e9dio por pr\u00e9dio, utilizando c\u00e3es e equipamentos especializados para localizar pessoas que possam estar em espa\u00e7os vitais sob os escombros&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da complexidade das buscas, os bombeiros tamb\u00e9m enfrentam riscos constantes durante a opera\u00e7\u00e3o. Antes de entrar nas estruturas colapsadas, as equipes precisam estabilizar e escorar os escombros para reduzir o risco de novos desabamentos, permanecendo atentas \u00e0 ocorr\u00eancia de tremores secund\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Hoje tivemos um tremor secund\u00e1rio de magnitude 5,1 que conseguimos sentir durante a opera\u00e7\u00e3o. Quando voc\u00ea est\u00e1 no interior dos escombros, qualquer movimenta\u00e7\u00e3o pode provocar um novo colapso sobre os bombeiros. Por isso trabalhamos sempre com escoramentos e protocolos rigorosos de seguran\u00e7a&#8221;, afirma o bombeiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CEN\u00c1RIO DE DESTRUI\u00c7\u00c3O<\/strong>&nbsp;&#8211; A \u00e1rea mais atingida pelo terremoto se estende por aproximadamente 60 km entre Caracas e o litoral venezuelano. Segundo o tenente-coronel Gabriel Greinert, em alguns pontos da regi\u00e3o tur\u00edstica de La Guaira h\u00e1 edif\u00edcios de 10 a 15 pavimentos completamente destru\u00eddos, tornando a opera\u00e7\u00e3o ainda mais complexa.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, cerca de 30 equipes internacionais participam das opera\u00e7\u00f5es de busca e resgate, organizadas em diferentes setores de atua\u00e7\u00e3o, e a for\u00e7a-tarefa brasileira esteve entre as primeiras a chegar ao pa\u00eds para refor\u00e7ar os trabalhos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O deslocamento aqui \u00e9 muito dif\u00edcil por causa dos escombros. Levamos mais de uma hora para percorrer poucos quil\u00f4metros. N\u00e3o h\u00e1 energia el\u00e9trica na regi\u00e3o, existe dificuldade para conseguir combust\u00edvel e praticamente todas as fam\u00edlias foram afetadas. As pessoas est\u00e3o dormindo nas ruas porque muitas casas desabaram ou ficaram comprometidas. \u00c9 um sentimento de muita tristeza, mas tamb\u00e9m de gratid\u00e3o entre aqueles que conseguiram sobreviver&#8221;, relata o oficial.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, apesar da atua\u00e7\u00e3o das equipes locais desde os primeiros momentos ap\u00f3s o terremoto, o cen\u00e1rio ainda \u00e9 de grande impacto humanit\u00e1rio. &#8220;Todos perderam algu\u00e9m, seja um familiar, um amigo ou um conhecido. Ainda h\u00e1 um grande trabalho sendo realizado pelas autoridades locais para atendimento \u00e0s v\u00edtimas e apoio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PLANEJAMENTO OPERACIONAL<\/strong>&nbsp;&#8211; A miss\u00e3o brasileira foi mobilizada para permanecer na Venezuela por at\u00e9 15 dias. O planejamento prev\u00ea que os dez primeiros sejam dedicados \u00e0s buscas por sobreviventes em estruturas colapsadas. A partir desse per\u00edodo, conforme a evolu\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio, as equipes poder\u00e3o passar a atuar em a\u00e7\u00f5es de apoio humanit\u00e1rio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o afetada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MISS\u00c3O BRASILEIRA<\/strong>&nbsp;&#8211; A mobiliza\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio poucas horas ap\u00f3s o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paran\u00e1 enviou dez bombeiros militares, dois c\u00e3es de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Eles se reuniram aos demais integrantes da miss\u00e3o brasileira em S\u00e3o Paulo, de onde decolaram para o pa\u00eds afetado em uma aeronave da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB). Ao todo, 44 brasileiros embarcaram na miss\u00e3o, incluindo bombeiros, equipes de apoio da Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) e profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os bombeiros paranaenses integram a BRA-01, equipe brasileira especializada em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), formada pelos Corpos de Bombeiros Militares do Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e Minas Gerais e em processo de certifica\u00e7\u00e3o internacional junto ao Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (Insarag), vinculado \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1 na equipe brasileira \u00e9 resultado de um processo de prepara\u00e7\u00e3o iniciado com a cria\u00e7\u00e3o da For\u00e7a-Tarefa de Resposta a Desastres do CBMPR, em 2017. Nos \u00faltimos anos, bombeiros paranaenses participaram de exerc\u00edcios e interc\u00e2mbios t\u00e9cnicos com o Ex\u00e9rcito Brasileiro e corpora\u00e7\u00f5es estrangeiras, incluindo atividades de certifica\u00e7\u00e3o na Austr\u00e1lia e de observa\u00e7\u00e3o de protocolos internacionais em Singapura.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa atua\u00e7\u00e3o na Venezuela demonstra que o investimento cont\u00ednuo na nossa for\u00e7a-tarefa colocou o Paran\u00e1 entre as corpora\u00e7\u00f5es brasileiras preparadas para integrar o BRA-01 e atuar em opera\u00e7\u00f5es internacionais de alta complexidade. Esse \u00e9 o resultado de anos de treinamento, aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico e integra\u00e7\u00e3o com os padr\u00f5es internacionais de busca e resgate&#8221;, afirma o comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paran\u00e1 (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros deixados pelo terremoto que atingiu a Venezuela na \u00faltima quarta-feira (24). 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