{"id":7915,"date":"2019-04-23T14:06:25","date_gmt":"2019-04-23T17:06:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=7915"},"modified":"2019-04-23T14:06:26","modified_gmt":"2019-04-23T17:06:26","slug":"reforma-da-previdencia-tem-1o-desafio-na-camara-saiba-o-que-esta-em-jogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/23\/reforma-da-previdencia-tem-1o-desafio-na-camara-saiba-o-que-esta-em-jogo\/","title":{"rendered":"Reforma da Previd\u00eancia tem 1\u00ba desafio na C\u00e2mara; saiba o que est\u00e1 em jogo"},"content":{"rendered":"\n<p>A Reforma da Previd\u00eancia pode dar seu primeiro passo concreto no Congresso Nacional nesta semana, se for votada na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) da C\u00e2mara dos Deputados. Ap\u00f3s a CCJ, o projeto ainda ter\u00e1 pela frente um longo caminho no\u00a0Congresso Nacional. A vota\u00e7\u00e3o est\u00e1 marcada para esta ter\u00e7a-feira, com in\u00edcio \u00e0s 14h30.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de votarem o projeto da Reforma da Previd\u00eancia, deputados de diversos partidos j\u00e1 preparam outra demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a na CCJ: a ideia \u00e9 votar uma proposta alternativa de reforma tribut\u00e1ria, diferente da defendida pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>\n\nA Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ) \u00e9 a mais importante da C\u00e2mara dos Deputados. No caso das propostas de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PECs), a tramita\u00e7\u00e3o come\u00e7a pela CCJ: cabe aos 65 deputados que integram a comiss\u00e3o dizer se o projeto est\u00e1 de acordo com as demais leis do pa\u00eds e com a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Em tese, o papel da Comiss\u00e3o se resume a aprovar ou n\u00e3o as propostas &#8211; sem mexer no conte\u00fado. No caso da reforma da Previd\u00eancia, por\u00e9m, \u00e9 poss\u00edvel que haja mudan\u00e7as.\n\n<\/p>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o de abril, o relator da Reforma da Previd\u00eancia na CCJ, o deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), apresentou um parecer pela aprova\u00e7\u00e3o integral da reforma, tal como desejada pelo governo. Este parecer foi mal recebido pelos integrantes da comiss\u00e3o, inclusive de partidos que s\u00e3o &#8220;independentes&#8221;, isto \u00e9, que n\u00e3o fazem oposi\u00e7\u00e3o aberta ao governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do impasse, o secret\u00e1rio especial de Previd\u00eancia e Trabalho do Minist\u00e9rio da Economia, Rog\u00e9rio Marinho, foi ao Congresso para discutir essas mudan\u00e7as com deputados de siglas como PP, PR, PSD e Solidariedade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/0E33\/production\/_106553630_ccj-agencia-camara.jpg\" alt=\"Plen\u00e1rio da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a\"\/><figcaption>Image captionGoverno cedeu e projeto de reforma deve ser alterado j\u00e1 na CCJ<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os deputados teriam chegado a um acordo com Marinho para mudar alguns pontos na reforma, j\u00e1 na CCJ. Entre eles est\u00e3o o fim do abono salarial para quem ganha mais de dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, as regras de funcionamento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o), a obrigatoriedade de todas as a\u00e7\u00f5es contra o INSS correrem na Justi\u00e7a em Bras\u00edlia e a chamada &#8220;desconstitucionaliza\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00faltima \u00e9 uma das quest\u00f5es mais importantes: se a reforma for aprovada como quer o governo, futuras mudan\u00e7as no sistema de aposentadorias poderiam ser feitas por lei complementar, sem a necessidade de novas emendas constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo afirma que estas mudan\u00e7as n\u00e3o ter\u00e3o impacto na economia de R$ 1,1 trilh\u00e3o em dez anos esperada com a reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos deputados que participou da conversa com Marinho, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse \u00e0 BBC News Brasil que o acordo com o governo est\u00e1 mantido para vota\u00e7\u00e3o j\u00e1 nesta ter\u00e7a-feira. &#8220;Amanh\u00e3 (ter\u00e7a) caminha para que a quest\u00e3o da admissibilidade (vota\u00e7\u00e3o na CCJ) seja superada. Conseguimos avan\u00e7ar naqueles pontos que foram conversados com o governo na semana passada&#8221;, disse. &#8220;Acho que as coisas v\u00e3o correr da melhor forma poss\u00edvel&#8221;, disse ele na noite desta segunda-feira (22).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na semana passada, o que aconteceu foi que o relator resolveu dar um passo atr\u00e1s para analisar pedidos dos parlamentares que queriam algumas altera\u00e7\u00f5es. Mas acredito que agora esteja tudo certo para votar. Vamos trabalhar para que a reforma ande o mais r\u00e1pido poss\u00edvel na comiss\u00e3o&#8221;, disse \u00e0 BBC News Brasil o deputado Pastor Eurico (Patri-PE), que apoia a reforma e integra a CCJ.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/5C53\/production\/_106553632_evang-bolsonaro-transicao.jpg\" alt=\"Deputados evang\u00e9licos fazem selfie com Bolsonaro\"\/><figcaption>Image captionPastor Eurico (dir): governo teve de dar passo atr\u00e1s, mas vota\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 esta semana<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Aguinaldo Ribeiro faz uma ressalva: a oposi\u00e7\u00e3o vai continuar usando o &#8220;kit obstru\u00e7\u00e3o&#8221; para tentar atrasar ao m\u00e1ximo a sess\u00e3o. &#8220;Vai ter essa coisa do sigilo, que eles v\u00e3o bater bastante&#8221;, diz. O deputado pela Para\u00edba se refere ao fato do governo ter negado o acesso de cidad\u00e3os e jornalistas a alguns dos estudos e proje\u00e7\u00f5es que embasaram a proposta atual de reforma da Previd\u00eancia. Na segunda, Rog\u00e9rio Marinho teria concordado em apresentar os n\u00fameros na quinta-feira (24).<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;kit obstru\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 um conjunto de t\u00e9cnicas usadas pela oposi\u00e7\u00e3o para tentar impedir vota\u00e7\u00f5es no Congresso, tendo por base as regras dos Regimentos da C\u00e2mara e do Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) tamb\u00e9m convocou uma manifesta\u00e7\u00e3o para a frente da C\u00e2mara dos Deputados na tarde desta ter\u00e7a-feira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quase um m\u00eas de atraso<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando a CCJ iniciou seus trabalhos, em meados de mar\u00e7o, o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a proposta deveria ser votada pela comiss\u00e3o at\u00e9 a \u00faltima semana daquele m\u00eas &#8211; especificamente, at\u00e9 o dia 28 de mar\u00e7o. A mesma previs\u00e3o era feita pelo presidente da CCJ, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR).<\/p>\n\n\n\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, por\u00e9m, a rela\u00e7\u00e3o conturbada entre o governo de Jair Bolsonaro (PSL) e o Congresso acabou por atrasar a vota\u00e7\u00e3o da reforma na Comiss\u00e3o. Se a proposta for aprovada esta semana, isto ocorrer\u00e1 quase um m\u00eas depois da data planejada inicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro atraso foi na escolha do relator da reforma, em mar\u00e7o. O l\u00edder do pr\u00f3prio partido de Bolsonaro, Delegado Waldir (PSL-GO), pediu ao presidente da CCJ para que a escolha do relator s\u00f3 ocorresse depois de uma audi\u00eancia com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/AA73\/production\/_106553634_oposicao-ccj-camara.jpg\" alt=\"Deputados de oposi\u00e7\u00e3o na CCJ\"\/><figcaption>Image captionCom apoio do &#8216;centr\u00e3o&#8217; oposi\u00e7\u00e3o conseguiu impor quase um m\u00eas de atraso na CCJ<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Waldir expressou descontentamento com a proposta do governo para a Previd\u00eancia dos militares: o projeto veio acompanhado de uma reestrutura\u00e7\u00e3o nas carreiras que beneficiar\u00e1 os profissionais das For\u00e7as Armadas, reduzindo a economia esperada de R$ 100 bilh\u00f5es para R$ 10 bilh\u00f5es em dez anos. Guedes teria de ir \u00e0 CCJ justamente para explicar este ponto, segundo Waldir.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Havia uma previs\u00e3o de economia de quase R$ 100 bilh\u00f5es com essa reforma dos militares, mas baixou para R$ 10 bilh\u00f5es (&#8230;). O governo nos trouxe um grande abacaxi, mas n\u00e3o podemos descasc\u00e1-lo no dente. Tem que mandar a faca para descascar. Precisamos que o governo venha explicar esse tratamento diferenciado \u00e0s for\u00e7as militares&#8221;, disse ele, em 22 de mar\u00e7o. Guedes finalmente foi \u00e0 CCJ da C\u00e2mara em 3 de abril &#8211; a audi\u00eancia terminou com bate-boca, depois do ministro ser chamado de &#8220;tchutchuca&#8221; pelo deputado Zeca Dirceu (PT-PR).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 15 de abril, mais uma derrota para o governo: deputados de partidos do &#8220;centr\u00e3o&#8221; se juntaram \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o para inverter a ordem de vota\u00e7\u00f5es do colegiado, privilegiando uma an\u00e1lise da PEC do chamado &#8220;or\u00e7amento impositivo&#8221; em detrimento da Reforma da Previd\u00eancia. Na \u00faltima hora, com a possibilidade de derrota, o PSL concordou com a invers\u00e3o da pauta de vota\u00e7\u00f5es. A PEC do &#8220;or\u00e7amento impositivo&#8221; \u00e9 a que torna obrigat\u00f3rio o pagamento de emendas coletivas de deputados e senadores, tirando autonomia do Executivo sobre um peda\u00e7o do Or\u00e7amento da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo adiamento aconteceu na semana passada, quando Rog\u00e9rio Marinho precisou ir \u00e0 C\u00e2mara negociar as altera\u00e7\u00f5es no projeto com os deputados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A vez da reforma tribut\u00e1ria alternativa?<\/h2>\n\n\n\n<p>Caso a reforma previdenci\u00e1ria seja aprovada na CCJ nesta semana, deputados do centr\u00e3o, do DEM, do MDB e de outros partidos querem que a Comiss\u00e3o vote em seguida um projeto de reforma tribut\u00e1ria. O plano representa uma nova demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a do Congresso diante do governo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F893\/production\/_106553636_rod-maia-agbr.jpg\" alt=\"Rodrigo Maia\"\/><figcaption>Image captionReforma tribut\u00e1ria &#8216;alternativa&#8217; \u00e9 defendida pelo presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A administra\u00e7\u00e3o Bolsonaro prepara um projeto de reforma tribut\u00e1ria, que ser\u00e1 apresentado pelo economista e atual secret\u00e1rio especial da Receita Federal, Marcos Cintra. Enquanto isso, os deputados querem que a reforma seja discutida a partir do projeto do economista Bernard Appy, do think tank Centro de Cidadania Fiscal (CCiF). Ainda durante a campanha eleitoral de 2018, a BBC News Brasil publicou uma reportagem que traz\u00a0detalhes sobre a proposta de Appy.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No dia 2 de abril eu participei de uma reuni\u00e3o na casa do presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com l\u00edderes de v\u00e1rios projetos, para apresentar a proposta. Nessa reuni\u00e3o de l\u00edderes, decidiu-se que o projeto precisava come\u00e7ar a tramitar do zero, pela CCJ. Ent\u00e3o o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) apresentou um novo projeto&#8221;, diz \u00e0 Appy \u00e0 BBC News Brasil. \u00c9 justamente o projeto apresentado por Baleia Rossi que os deputados querem votar na CCJ ap\u00f3s a Reforma da Previd\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 BBC News Brasil, Rossi disse que o projeto de Appy &#8220;ter\u00e1 apoio da maioria dos partidos&#8221; na CCJ, mas negou que se trate de uma forma de afronta ao governo. &#8220;Vamos fazer de tal forma que n\u00e3o atrapalhe (a Reforma da Previd\u00eancia)&#8221;, disse ele, por mensagem de texto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A nossa proposta \u00e9 substituir cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por um \u00fanico imposto, do tipo &#8216;imposto sobre valor agregado&#8217;, IVA, e que no nosso caso se chamar\u00e1 Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS). Essa substitui\u00e7\u00e3o seria feita com uma transi\u00e7\u00e3o em dez anos. Nesse per\u00edodo, as al\u00edquotas desses cinco tributos diminuiriam gradativamente, enquanto a do IBS seria elevada&#8221;, explica Appy.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que acontece se a reforma passar na CCJ?<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma vez aprovada na CCJ, a etapa seguinte para a Reforma da Previd\u00eancia \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o da chamada &#8220;Comiss\u00e3o Especial&#8221;: trata-se de um grupo de deputados criado para analisar o m\u00e9rito da proposta e apresentar emendas (modifica\u00e7\u00f5es) no texto. A Comiss\u00e3o Especial tem um prazo de 40 sess\u00f5es do Plen\u00e1rio da C\u00e2mara para aprovar um relat\u00f3rio sobre a proposta, incorporando as sugest\u00f5es que forem aprovadas. \u00c9 tamb\u00e9m nesta etapa que podem ser retiradas da proposta elementos que constam na PEC original.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1526B\/production\/_106553668_ag-br-plenario-marcelocamargo.jpg\" alt=\"Plen\u00e1rio da C\u00e2mara\"\/><figcaption>Image captionSe aprovada na CCJ e na Comiss\u00e3o Especial, reforma precisar\u00e1 de 308 votos no plen\u00e1rio (foto) da C\u00e2mara<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um intervalo m\u00ednimo de duas sess\u00f5es, este relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Especial \u00e9 votado duas vezes no plen\u00e1rio da C\u00e2mara: o governo precisar\u00e1 de, no m\u00ednimo 308 votos em cada uma das duas vota\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Se aprovado em dois turnos, o texto segue para o Senado. L\u00e1, ter\u00e1 de cumprir um rito parecido com o da C\u00e2mara, com exce\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Especial. No Senado, a primeira an\u00e1lise \u00e9 da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a do Senado, que tem prazo de 30 dias para decidir se a reforma \u00e9 Constitucional ou n\u00e3o. Se aprovado, o texto vai para o plen\u00e1rio do Senado, onde precisar\u00e1 dos votos de 49 dos 81 senadores, tamb\u00e9m em dois turnos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o texto for aprovado no Senado tal qual veio da C\u00e2mara, cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), promulgar a mudan\u00e7a constitucional. PECs como a da Reforma da Previd\u00eancia n\u00e3o passam pela san\u00e7\u00e3o ou veto do presidente da Rep\u00fablica. Se houver mudan\u00e7as durante a tramita\u00e7\u00e3o no Senado, por\u00e9m, os trechos que foram modificados ter\u00e3o de ser votados novamente pelos deputados federais.<\/p>\n\n\n\n<p>BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Reforma da Previd\u00eancia pode dar seu primeiro passo concreto no Congresso Nacional nesta semana, se for votada na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) da C\u00e2mara dos Deputados. Ap\u00f3s a CCJ, o projeto ainda ter\u00e1 pela frente um longo caminho no\u00a0Congresso Nacional. A vota\u00e7\u00e3o est\u00e1 marcada para esta ter\u00e7a-feira, com in\u00edcio \u00e0s 14h30. 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