{"id":7909,"date":"2019-04-23T13:56:30","date_gmt":"2019-04-23T16:56:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=7909"},"modified":"2019-04-23T13:56:57","modified_gmt":"2019-04-23T16:56:57","slug":"funcionarios-da-fas-sao-agredidos-na-rodoviaria-por-moradores-de-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2019\/04\/23\/funcionarios-da-fas-sao-agredidos-na-rodoviaria-por-moradores-de-rua\/","title":{"rendered":"Funcion\u00e1rios da FAS s\u00e3o agredidos na Rodovi\u00e1ria por moradores de rua"},"content":{"rendered":"\n<p> \u201cNosso trabalho \u00e9 um dos mais demonizados, porque al\u00e9m de sermos vistos com olhares negativos pela popula\u00e7\u00e3o, entre quem buscamos ajudar tamb\u00e9m acabamos hostilizados\u201d, assim definiu uma servidora da\u00a0<strong>Funda\u00e7\u00e3o de A\u00e7\u00e3o Social<\/strong>\u00a0(FAS), da prefeitura de\u00a0<strong>Curitiba<\/strong>, que foi agredida fisicamente por um morador de rua enquanto buscava oferecer ajuda a ele. O epis\u00f3dio, que aconteceu no \u00faltimo dia de mar\u00e7o, \u00e0s 23h, afastou a mulher, mas colocou em alerta o qu\u00e3o importante \u00e9 a miss\u00e3o desempenhada pela FAS e o quanto todos n\u00f3s dever\u00edamos valorizar o que \u00e9 feito. <\/p>\n\n\n\n<p> A mulher, que tem 40 anos e h\u00e1 10 atua como servidora da FAS, deve voltar a trabalhar nessa semana. \u00c0 Tribuna, ela contou que agress\u00f5es verbais s\u00e3o sempre recorrentes. \u201cMas dessa vez foi mais grave. Alguns deles provocam muito a gente, falam muito desaforo, mas somos obrigados a atender essas situa\u00e7\u00f5es, temos que fazer de conta que n\u00e3o ouvimos. Contamos com a sorte, porque n\u00e3o temos outra op\u00e7\u00e3o\u201d, detalhou a servidora, que pediu para n\u00e3o ser identificada. <\/p>\n\n\n\n<p>No dia 31 de mar\u00e7o, a mulher e seu colega de trabalho, um homem j\u00e1 idoso, com 62 anos e que trabalha trabalha h\u00e1 mais de 20 anos na FAS, foram acionados para oferecer ajuda a moradores que estavam na rodoferrovi\u00e1ria de Curitiba. \u201cSeria mais uma abordagem de rotina, mas sab\u00edamos que se tratavam de usu\u00e1rios de drogas que precisavam ir para um abrigo\u201d, contou o homem, que tamb\u00e9m preferiu n\u00e3o ter o nome divulgado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o homem, enquanto ele e a colega ofereciam ajuda para que essas pessoas recebessem atendimento correto e passassem at\u00e9 mesmo por uma triagem do servi\u00e7o social, um rapaz chegou e, alterado, come\u00e7ou a xinga-los. \u201cCome\u00e7ou a cham\u00e1-la de bruxa, de velha, de feia, disse que o atendimento dela n\u00e3o era bom. Como tinha muita gente para atendermos, talvez a gente n\u00e3o tivesse respondendo como ele queria, com mais agilidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de insultar, o homem partiu para agress\u00e3o. \u201cEu tentei impedir entrando no meio e infelizmente ele come\u00e7ou a dar chutes, socos, agrediu a gente, nos derrubou. Numa dessas tentativas de me acertar, desviei o soco e pegou na testa da minha colega, que ficou bem machucada\u201d, detalhou o servidor. A mulher, que chegou a ser atendida, teve que sair da rodoferrovi\u00e1ria junto com a equipe como se fossem foragidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcionamos a Guarda Municipal, porque ali na rodovi\u00e1ria havia um modulo da Pol\u00edcia Militar (PM), ent\u00e3o sempre tinham policiais por perto, mas foi retirado. Hoje n\u00e3o tem guarda e nem PM, s\u00f3 a vigil\u00e2ncia privada\u201d, completou o homem, explicando que o agressor foi preso. \u201cDepois de todo o procedimento na delegacia, eu fui para a casa e a colega para o hospital. Ela continuou afastada do servi\u00e7o, principalmente pela quest\u00e3o psicol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Medo constante<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.tribunapr.com.br\/cacadores-de-noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/04\/fas-arquivo.jpg\" alt=\"Foto: Arquivo\" class=\"wp-image-28110\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foto: Arquivo<\/p>\n\n\n\n<p>A servidora agredida ficou, de imediato, apenas um dia afastada. Depois, ao perceber que n\u00e3o conseguiria trabalhar mesmo, procurou ajuda psiqui\u00e1trica e o m\u00e9dico a afastou por mais tempo, inclusive do contato com colegas de trabalho. \u00c0 Tribuna, a mulher disse que a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 alarmou para um problema muito maior, que \u00e9 o da seguran\u00e7a dos servidores em si. \u201cSe tornou uma profiss\u00e3o muito complicada. S\u00e3o seres humanos que precisam sim de aten\u00e7\u00e3o, de ajuda, mas tem aumentado muito a quantidade de gente que est\u00e1 ali para causar algazarra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser um trabalho social, tanto a mulher quanto seu colega de trabalho defendem que a presen\u00e7a efetiva de uma equipe da GM, por exemplo, tiraria a leveza da a\u00e7\u00e3o. \u201cNormalmente n\u00e3o temos um guarda com a gente, mas tamb\u00e9m n\u00e3o acho que teria que ter algu\u00e9m junto sempre, por n\u00e3o haver necessidade disso. Mas num caso grande, em que existam mais pessoas no local, que sabemos que n\u00e3o s\u00e3o simplesmente moradores de rua, precisamos de prote\u00e7\u00e3o. Ainda n\u00e3o acredito que colocaram a gente nessa situa\u00e7\u00e3o\u201d, desabafou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos seus dez anos de experi\u00eancia, a mulher percebeu a sutil diferen\u00e7a entre uma pessoa em situa\u00e7\u00e3o de rua de uma pessoa que foi para a rua por causa das drogas. \u201cN\u00f3s n\u00e3o podemos tratar com indiferen\u00e7a essas duas pessoas, mas sabemos que o morador de rua que tem necessidade, que precisa e quer ajuda, est\u00e1 ca\u00eddo na sarjeta, fica isolado. Quem sai de casa porque se envolveu com droga fica reunido em grupos, que n\u00e3o querem ser ajudados e costumam ser agressivos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o da agress\u00e3o f\u00edsica \u00e9 rara, conforme os funcion\u00e1rios entrevistados pela reportagem, poucos casos foram registrados. \u201cMas o alerta precisa ser feito, principalmente para que algu\u00e9m fa\u00e7a alguma coisa por n\u00f3s, porque esse mesmo rapaz que me agrediu, por exemplo, j\u00e1 tinha se envolvido numa situa\u00e7\u00e3o anterior, com colegas, e tentou atear fogo no \u00f4nibus de acolhimento da FAS\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Amor ao trabalho<\/h2>\n\n\n\n<p>Existe aquele ditado de Conf\u00facio, que diz: \u201cEscolha um trabalho que voc\u00ea ame e n\u00e3o ter\u00e1s que trabalhar um \u00fanico dia em sua vida\u201d. Assim talvez possamos definir os dois servidores que conversaram com a Tribuna. Isso porque, mesmo tendo passado pela situa\u00e7\u00e3o que os levou ao medo predominante, n\u00e3o querem desistir. \u201cEu voltei a trabalhar, mas fui colocado num servi\u00e7o mais tranquilo at\u00e9 para me poupar um pouco das situa\u00e7\u00f5es. Pensei em largar, pedir um tempo, mas preferi enfrentar\u201d, disse o homem que estava junto com a colega no momento das agress\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o trabalho n\u00e3o tem mais sido o mesmo, mas o amor pela fun\u00e7\u00e3o, sim. \u201cN\u00e3o estou conseguindo trabalhar mais como era antes, mas estamos seguindo. Palavr\u00f5es, gente recusando e nos xingando, sempre aconteceu. Mas palavras n\u00e3o machucam, agress\u00e3o f\u00edsica sim. A gente segue trabalhando, porque embora tudo isso, amamos o que fazemos, mas n\u00e3o esquecemos\u201d.<br>Na avali\u00e7\u00e3o do servidor que j\u00e1 tem mais de 20 anos de FAS, mesmo sendo demonizados pela popula\u00e7\u00e3o, que muitas vezes acha que quem est\u00e1 na rua n\u00e3o precisa de aten\u00e7\u00e3o, essas pessoas precisam sim de um olhar. \u201cA maioria das pessoas que est\u00e1 na rua precisa da gente. Na grande maioria das abordagens, a gente acaba tendo sucesso no contato. Ele aceitar ou n\u00e3o o atendimento \u00e9 uma prorrogativa dele, mas o respeito e o contato sempre existiram. O problema s\u00e3o os infiltrados, que s\u00e3o bandidos mesmo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do ocorrido, a mulher foi imediatamente recebida pela diretoria da FAS, disse que n\u00e3o tem do que reclamar sobre o atendimento que recebeu. \u201cMe ofereram at\u00e9 mudar de fun\u00e7\u00e3o, sair da FAS, mas n\u00e3o \u00e9 o que eu quero. Simplesmente porque eu amo o que eu fa\u00e7o. O que eu quero \u00e9 que melhore n\u00e3o s\u00f3 a minha situa\u00e7\u00e3o para trabalhar, mas tamb\u00e9m a dos meus colegas. Precisamos de seguran\u00e7a para trabalhar, s\u00f3 isso\u201d, desabafou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda afastada, a servidora deve voltar a atuar ainda nesta semana. \u201cCheguei a ter crises de p\u00e2nico, passava mal ao lembrar do que aconteceu e tinha a impress\u00e3o de que o rapaz que me agrediu estava na sala de casa. Na pr\u00f3xima quarta-feira (amanh\u00e3) vence minha licen\u00e7a e eu acho que estou recuperada, n\u00e3o vai ser como antes, mas o amor pelo trabalho continua e n\u00f3s precisamos seguir em frente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que fazer?<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.tribunapr.com.br\/cacadores-de-noticias\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/04\/fas-gerson-klaina2.jpg\" alt=\"Foto: Gerson Klaina\/Arquivo\/Tribuna do Paran\u00e1\" class=\"wp-image-28111\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Foto: Gerson Klaina\/Arquivo\/Tribuna do Paran\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 reportagem, Anderson Walter, coordenador de gest\u00e3o e acompanhamento intersetorial da diretoria de popula\u00e7\u00e3o de rua, reconheceu a exposi\u00e7\u00e3o que sofrem os servidores. \u201cCom o passar dos anos, constatamos que a maioria das abordagens cada vez mais tem oferecido risco. Estes riscos aumentam por conta do uso e abuso de subst\u00e2ncias psicoativas, mas a\u00ed \u00e9 que est\u00e1 o problema, pois se torna uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica tamb\u00e9m\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Anderson, al\u00e9m de usu\u00e1rios de drogas (l\u00edticas, como \u00e1lcool, ou il\u00edcitas), existem tamb\u00e9m pessoas que est\u00e3o na rua simplesmente para se esconder de algo. \u201cPor terem cometido pequenos delitos, por exemplo. \u00c0s vezes n\u00e3o querem se identificar e tamb\u00e9m n\u00e3o querem esse tipo de atendimento. Dentro do universo de rua existem v\u00e1rios perfis para atendimento, mas tamb\u00e9m existem pessoas que est\u00e3o realmente fragilizadas, que precisam muito da aten\u00e7\u00e3o e merecem atendimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o aos servidores \u00e9 sempre a de que n\u00e3o se exponham ao risco. \u201cNosso trabalho tem foco na abordagem social, identificamos as pessoas que estejam em vulnerabilidade social, seja crian\u00e7a, adolescente, adulto ou idoso. Mas quando existe risco, esse relat\u00f3rio chega aos \u00f3rg\u00e3os competentes como a seguran\u00e7a p\u00fablica, por exemplo, porque a\u00ed sim faremos uma a\u00e7\u00e3o integrada nestes locais necess\u00e1rios\u201d, explicou Anderson, detalhando que tudo tem sido registrado nos relat\u00f3rios dos servidores.<\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador de gest\u00e3o da FAS explicou ainda que \u00e9 importante que, cada vez mais, a popula\u00e7\u00e3o entenda a import\u00e2ncia do servi\u00e7o social. \u201c\u00c9 um trabalho de formiguinha que precisa sim da ajuda de todos, porque n\u00e3o podemos promover a perpetua\u00e7\u00e3o dessas pessoas na rua. Temos que fazer com que essas pessoas busquem o resgate dos valores, da sa\u00fade, da reabilita\u00e7\u00e3o muitas vezes. Temos v\u00e1rios casos de sucesso de pessoas que realmente mudaram de vida a partir de uma ajuda, de um apoio, de funcion\u00e1rios da FAS. Se conseguirmos um a cada 10, n\u00e3o importa, o que importa \u00e9 que tenhamos resultados positivos, porque \u00e9 isso que buscamos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem deixar de fazer o que deve ser feito, a FAS vem cada vez mais buscando reformular seus m\u00e9todos e busca, tamb\u00e9m, a ajuda da popula\u00e7\u00e3o. \u201cMas precisamos que entidades, grupos de volunt\u00e1rios, nos ajudem a tirar a pessoa da mis\u00e9ria, da rua. A popula\u00e7\u00e3o tem que estar ciente de que o ato de caridade, de doa\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante, mas o de conscientizar e fazer um trabalho em conjunto com os setores respons\u00e1veis \u00e9 mais consciente e d\u00e1 muito mais resultado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem quiser ajudar com doa\u00e7\u00f5es pode entrar em contato atrav\u00e9s do disque-solidariedade da FAS, que atende pelo 156. J\u00e1 quem quiser passar ideias e at\u00e9 mesmo ser um volunt\u00e1rio pode entrar em contato pelo telefone (41) 3250-3500, falando com a assessoria comunit\u00e1ria, ou at\u00e9 mesmo pelo\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.fas.curitiba.pr.gov.br\/\" target=\"_blank\">site da FAS<\/a>, clicando no bot\u00e3o \u201cquero ser volunt\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>TribunaPr<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNosso trabalho \u00e9 um dos mais demonizados, porque al\u00e9m de sermos vistos com olhares negativos pela popula\u00e7\u00e3o, entre quem buscamos ajudar tamb\u00e9m acabamos hostilizados\u201d, assim definiu uma servidora da\u00a0Funda\u00e7\u00e3o de A\u00e7\u00e3o Social\u00a0(FAS), da prefeitura de\u00a0Curitiba, que foi agredida fisicamente por um morador de rua enquanto buscava oferecer ajuda a ele. O epis\u00f3dio, que aconteceu no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7910,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-7909","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-sem-categoria"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/fas-gerson-klaina1.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7909"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7909"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7909\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7911,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7909\/revisions\/7911"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7910"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7909"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7909"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7909"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}