{"id":78848,"date":"2026-05-21T10:27:18","date_gmt":"2026-05-21T13:27:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=78848"},"modified":"2026-05-21T10:27:21","modified_gmt":"2026-05-21T13:27:21","slug":"iat-reforca-cuidados-especiais-em-areas-de-campos-de-altitude-do-pico-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/05\/21\/iat-reforca-cuidados-especiais-em-areas-de-campos-de-altitude-do-pico-parana\/","title":{"rendered":"IAT refor\u00e7a cuidados especiais em \u00e1reas de campos de altitude do Pico Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>O Instituto \u00c1gua e Terra (IAT) intensifica as orienta\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a para visitantes do Parque Estadual Pico Paran\u00e1, localizado entre os munic\u00edpios de Campina Grande do Sul e Antonina. A Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o (UC) \u00e9 um dos principais redutos de campos de altitude da Serra do Mar paranaense, ecossistema peculiar, associado \u00e0 Floresta Atl\u00e2ntica, que ocorre nos pontos mais elevados das montanhas. O IAT \u00e9 uma autarquia vinculada \u00e0 Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Sedest).<\/p>\n\n\n\n<p>As recomenda\u00e7\u00f5es fazem parte das atividades de manejo, uso p\u00fablico e sensibiliza\u00e7\u00e3o ambiental desenvolvidas pelo IAT no complexo ambiental, com foco na preserva\u00e7\u00e3o dos campos altomontanos (situados nos topos das serras e montanhas, geralmente acima de 1.200 metros de altitude), seguran\u00e7a dos visitantes e uso respons\u00e1vel das \u00e1reas de montanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Na UC est\u00e3o as maiores eleva\u00e7\u00f5es do estado do Paran\u00e1, sendo o Pico do Paran\u00e1, com seus 1.877 m de altitude, o ponto culminante na regi\u00e3o Sul do Brasil. Destacam-se ainda os Picos Caratuva (1.852 m), Ibirati (1.847 m), Itapiroca (1.799 m), Campapu\u00e7a (1,688 m) e Tucum (1.739 m), dentre outros. Altitude que atrai montanhistas e visitantes em busca de contato com a natureza, desafio f\u00edsico e das paisagens da Serra do Mar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, para dimensionar o aumento no fluxo de turistas, o parque registrou 15.056 visitantes. O n\u00famero representa aumento de 81,3% em compara\u00e7\u00e3o aos 8.304 visitantes registrados em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs campos de altitude s\u00e3o biossistemas fr\u00e1geis, que precisam da conscientiza\u00e7\u00e3o das pessoas que visitam os morros. H\u00e1 um protocolo cuidadoso que deve ser seguido, com foco na preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente\u201d, afirma a bi\u00f3loga do IAT e chefe do Parque Estadual Pico Paran\u00e1, Marina Rampim.<\/p>\n\n\n\n<p>Para reduzir impactos ambientais e n\u00e3o causar acidentes, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 para que os montanhistas permane\u00e7am nas trilhas principais, evitando atalhos, trechos paralelos e desvios. A recomenda\u00e7\u00e3o inclui caminhar preferencialmente sobre rochas expostas, medida que reduz processos erosivos e reduz danos aos solos e \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o das montanhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra instru\u00e7\u00e3o \u00e9 para evitar atividades em per\u00edodos chuvosos. Quando molhados, os solos altomontanos perdem resist\u00eancia ao pisoteio e sofrem degrada\u00e7\u00e3o com facilidade. As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas da montanha tamb\u00e9m mudam rapidamente, com ocorr\u00eancia de neblina, chuvas repentinas, ventos fortes e queda brusca de temperatura, aumentando riscos de hipotermia e perda de visibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs campos de altitude s\u00e3o ambientes extremamente sens\u00edveis, suscet\u00edveis ao pisoteio. Pequenas atitudes dos visitantes, como permanecer nas trilhas principais e evitar o pisoteio fora das \u00e1reas demarcadas e, principalmente, n\u00e3o visitar o parque em dias chuvosos, fazem diferen\u00e7a direta na conserva\u00e7\u00e3o desses ecossistemas\u201d, diz o engenheiro florestal Yury Vashchenko, da ger\u00eancia de \u00c1reas Protegidas do IAT.<\/p>\n\n\n\n<p>A elevada fragilidade ambiental desses ecossistemas amplia a necessidade de conserva\u00e7\u00e3o e manejo adequado. O pesquisador Maur\u00edcio Bergamini Scheer, engenheiro florestal da Companhia de Saneamento do Paran\u00e1 (Sanepar) e especialista em ecossistemas altomontanos, explica que os campos de altitude da Serra do Mar possuem caracter\u00edsticas muito espec\u00edficas de clima, vegeta\u00e7\u00e3o e solo, diferentes de outros campos existentes no Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Scheer destaca que os solos dos campos altomontanos possuem elevada concentra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica e exercem fun\u00e7\u00f5es fundamentais para o equil\u00edbrio ambiental da Serra do Mar. \u201cEsses solos funcionam como verdadeiras esponjas naturais, armazenam grandes quantidades de \u00e1gua e carbono e contribuem diretamente para a regula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica das bacias da regi\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos cient\u00edficos tamb\u00e9m apontam que esses solos levaram milhares de anos para se formar e possuem elevada fragilidade ambiental, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o e do uso respons\u00e1vel das \u00e1reas de montanha. \u201cPor isso \u00e9 preciso cuidar, ter responsabilidade, e seguir as regras determinadas pelo IAT\u201d, afirma<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OUTRAS ORIENTA\u00c7\u00d5ES<\/strong>&nbsp;\u2013 O IAT alerta ainda para riscos naturais do ambiente de montanha, como picadas de animais pe\u00e7onhentos e dificuldade de deslocamento em condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adversas. A orienta\u00e7\u00e3o inclui o uso de roupas apropriadas para frio, equipamentos imperme\u00e1veis, lanternas, \u00e1gua, alimenta\u00e7\u00e3o adequada e itens compat\u00edveis com trilhas de montanha. A \u00e1gua encontrada nos c\u00f3rregos do parque \u00e9 natural e n\u00e3o tratada. Em caso de consumo, o visitante deve utilizar produtos adequados para desinfec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto \u00e9 para que os visitantes tragam todo o lixo de volta, incluindo papel higi\u00eanico e len\u00e7os umedecidos, al\u00e9m de refor\u00e7ar a proibi\u00e7\u00e3o de fogueiras e a necessidade de respeito \u00e0 fauna silvestre e ao sil\u00eancio do ambiente natural. Animais dom\u00e9sticos n\u00e3o devem ser levados para as trilhas.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m recomenda preparo f\u00edsico adequado, equipamentos compat\u00edveis com trilhas de montanha e acompanhamento de guias autorizados para visitantes sem experi\u00eancia em ambientes altomontanos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cImportante destacar que o monitoramento do acesso ao Parque Estadual Pico Paran\u00e1 \u00e9 realizado por meio de cadastro obrigat\u00f3rio de visitantes. Essa \u00e9 uma ferramenta extremamente \u00fatil em caso de problemas ou acidentes. \u00c9 a maneira que conseguimos localizar os turistas de uma maneira mais pr\u00e1tica e \u00e1gil\u201d, afirma Marina.<\/p>\n\n\n\n<p>As orienta\u00e7\u00f5es fazem parte das a\u00e7\u00f5es de manejo e uso p\u00fablico desenvolvidas pelo IAT nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o estaduais. O Parque Estadual Pico Paran\u00e1 tamb\u00e9m conta com o Plano de Uso P\u00fablico Emergencial (PUP), institu\u00eddo para ordenar a visita\u00e7\u00e3o e fortalecer a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o ambiental e seguran\u00e7a nas \u00e1reas de montanha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CAMPOS DE ALTITUDE&nbsp;<\/strong>\u2013 Os campos de altitude s\u00e3o ecossistemas associados \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica. Ocorrem, geralmente, nos pontos mais elevados das montanhas da Serra do Mar. Est\u00e3o diretamente relacionados com a ocorr\u00eancia de solos org\u00e2nicos, os quais s\u00e3o pobres em nutrientes e extremamente \u00e1cidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o desses solos se deve ao ac\u00famulo da mat\u00e9ria org\u00e2nica, devido ao clima frio, que diminui a a\u00e7\u00e3o microbiana na decomposi\u00e7\u00e3o dos vegetais mortos. A fisionomia dos campos \u00e9 caracterizada por plantas herb\u00e1ceas, com at\u00e9 50 cm de altura, entre as quais podem ser encontrados brom\u00e9lias e arbustos isolados.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses ambientes apresentam alto \u00edndice de endemismo, com esp\u00e9cies exclusivas de determinadas serras do Paran\u00e1, al\u00e9m do papel estrat\u00e9gico na regula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica da Serra do Mar. Os solos ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica funcionam como reservat\u00f3rios naturais de \u00e1gua e carbono, auxiliando na conserva\u00e7\u00e3o das bacias hidrogr\u00e1ficas da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONTATOS&nbsp;<\/strong>\u2013 Em caso de d\u00favidas, os contatos dos Parque Estadual Pico Paran\u00e1 s\u00e3o os seguintes: telefone: (41) 3213-3422; WhatsApp: (41) 9 9554-0414; e-mail:&nbsp;<strong>pepicoparana@iat.pr.gov.br<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto \u00c1gua e Terra (IAT) intensifica as orienta\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a para visitantes do Parque Estadual Pico Paran\u00e1, localizado entre os munic\u00edpios de Campina Grande do Sul e Antonina. 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