{"id":77071,"date":"2026-03-11T09:37:53","date_gmt":"2026-03-11T12:37:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/?p=77071"},"modified":"2026-03-11T09:37:56","modified_gmt":"2026-03-11T12:37:56","slug":"aguas-de-marco-defesa-civil-aprimorou-sistemas-e-monitoramento-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paranapraia.com.br\/index.php\/2026\/03\/11\/aguas-de-marco-defesa-civil-aprimorou-sistemas-e-monitoramento-no-parana\/","title":{"rendered":"\u00c1guas de Mar\u00e7o: Defesa Civil aprimorou sistemas e monitoramento no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>A despedida do ver\u00e3o de 2011 deixou marcas profundas na paisagem e na mem\u00f3ria dos moradores do Litoral do Paran\u00e1. A chuva forte, com acumulados hist\u00f3ricos que chegaram a 398 mm entre os dias 10 e 11 de mar\u00e7o, provocou enxurradas, enchentes e mais de 2.500 deslizamentos no Litoral, especialmente nos munic\u00edpios de Antonina, Morretes, Paranagu\u00e1 e Guaratuba. Fam\u00edlias inteiras ficaram isoladas, 816 moradores precisaram ser resgatados por terra ou com ajuda de aeronaves. Ao todo 10.761 pessoas foram desalojadas e 2.500 desabrigadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio conhecido como \u00c1guas de Mar\u00e7o foi o ponto de partida para a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil Estadual (Cedec) implementar novas iniciativas e aprimorar a atua\u00e7\u00e3o em preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o de trag\u00e9dias. Os deslizamentos danificaram 3.790 im\u00f3veis nos quatro munic\u00edpios e destru\u00edram outras 223 casas. O Governo do Paran\u00e1 construiu novas casas e realocou 88 fam\u00edlias em Antonina, 85 em Morretes e 50 em Paranagu\u00e1. Al\u00e9m disso,&nbsp;nestes 15 anos a Defesa Civil Estadual realizou exerc\u00edcios simulados de evacua\u00e7\u00e3o em comunidades da regi\u00e3o e em outras cidades, processo que se tornou mais recorrente desde ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo ap\u00f3s o desastre, ainda em meio ao socorro, o Estado come\u00e7ou a implementar mudan\u00e7as que est\u00e3o em uso at\u00e9 hoje e nos anos subsequentes da trag\u00e9dia conquistaram reconhecimento nacional e internacional, como o Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC) e o Plano de Conting\u00eancia Online, onde os 399 munic\u00edpios cadastram e atualizam anualmente os planos com o mapeamento de \u00e1reas de aten\u00e7\u00e3o, informam a\u00e7\u00f5es e indicam locais para abrigo em caso de desastre. Isso permite, por exemplo, que as cidades e moradores do Litoral entendam as \u00e1reas de risco e rotas de sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015 esse sistema foi premiado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), atrav\u00e9s do Escrit\u00f3rio de Estrat\u00e9gia Internacional para Redu\u00e7\u00e3o de Desastres (UNISDR).&nbsp;Criado como um banco de dados dos desastres naturais, a ferramenta passou a ser aperfei\u00e7oada a partir da trag\u00e9dia do Litoral e hoje \u00e9 o grande elo de liga\u00e7\u00e3o entre Estado e munic\u00edpios. Ainda assim ela&nbsp;guarda as informa\u00e7\u00f5es sobre desastres ocorridos no Paran\u00e1 desde a d\u00e9cada 1980, incluindo o n\u00famero de pessoas atingidas, feridos, \u00f3bitos e estabelecimentos afetados.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda a gest\u00e3o de ocorr\u00eancias, ajuda humanit\u00e1ria, planos de conting\u00eancia e outras a\u00e7\u00f5es realizadas \u00e9 feito por meio do SISDC, garantindo que a informa\u00e7\u00e3o esteja sistematizada e de f\u00e1cil acesso. O SISDC \u00e9 uma das principais ferramentas do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CEGERD). Inaugurado em 2017, seis anos ap\u00f3s a trag\u00e9dia, a unidade permite o acompanhamento em tempo real 24 horas por dia das condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas do Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra mudan\u00e7a implementada depois das \u00c1guas de Mar\u00e7o foi que Paran\u00e1 se tornou o primeiro do Pa\u00eds a mandar mensagens com alertas para telefones cadastrados. Hoje esse servi\u00e7o est\u00e1 dispon\u00edvel em SMS, WhatsApp, Telegram e TV a partir de cadastros simples. O Estado tamb\u00e9m foi um dos primeiros a testar a tecnologia Cell Broadcast, agora j\u00e1 usada mais de 130 vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDa dor que vivemos em 2011 procuramos evoluir e modernizar os sistemas de monitoramento e alerta, o que ajudou a criar protocolos mais \u00e1geis. Trabalhamos de forma preventiva e atualmente temos condi\u00e7\u00f5es de avisar a popula\u00e7\u00e3o por mensagens no celular de tal forma a evitar que eventos como aquele causem danos dessa gravidade&#8221;, explica&nbsp;o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Hoje tamb\u00e9m dispomos do Fundo Estadual para Calamidades P\u00fablicas (Fecap) que custeia obras de preven\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o. J\u00e1 destinamos R$ 88 milh\u00f5es para 145 munic\u00edpios desde a cria\u00e7\u00e3o em 2023\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Relembrar \u00e9 importante para refletirmos sobre o que aconteceu e sobre o que foi feito a partir de ent\u00e3o. O Paran\u00e1 tem proatividade para constru\u00e7\u00e3o de estruturas mais resiliente aos desastres naturais, Estamos comprando radares novos, ampliando o monitoramento e treinamento das prefeituras. Atualmente estamos muito mais preparados e organizados para ajudar a popula\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m recorda que o trabalho da Defesa Civil se articula em rede, integrando diversos atores dentro de suas respectivas \u00e1reas para alcan\u00e7ar o objetivo de prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s o evento de 2011, esta aproxima\u00e7\u00e3o foi fortalecida, permitindo melhorias no sistema. Houve, por exemplo, a aproxima\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre diversos institutos com a Defesa Civil, a exemplo do Simepar e de \u00f3rg\u00e3os na \u00e9poca denominados \u00c1guas Paran\u00e1 e Mineropar, para compor estudos e troca de dados visando fortalecer a gest\u00e3o de riscos no Estado. Hoje h\u00e1 um meteorologista inclusive dentro da Defesa Civil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.parana.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/imagem\/2026-03\/aguas_de_marco_5.jpg\" alt=\"Marco na preven\u00e7\u00e3o de desastres: 15 anos da maior trag\u00e9dia do Litoral do Paran\u00e1\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo da Defesa Civil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.parana.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/imagem\/2026-03\/aguas_de_marco_4.jpg.jpg\" alt=\"Marco na preven\u00e7\u00e3o de desastres: 15 anos da maior trag\u00e9dia do Litoral do Paran\u00e1\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo da Defesa Civil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br><strong>\u00c1GUA DE MAR\u00c7O&nbsp;<\/strong>\u2013 O epis\u00f3dio marcou a hist\u00f3ria do Litoral. Na fase mais emergencial da ocorr\u00eancia, o foco foi resgatar os moradores prejudicados pelas chuvas, muitas vezes salvos por meio de helic\u00f3pteros em comunidades isoladas, e encaminh\u00e1-los para abrigos. Na sequ\u00eancia, a a\u00e7\u00e3o envolveu uma campanha de arrecada\u00e7\u00e3o de alimentos e roupas para os abrigos, a retirada da lenha e sedimentos que haviam sido arrastados e a repara\u00e7\u00e3o das estradas, al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o de moradias e reconstru\u00e7\u00e3o de pontes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Morretes, um morro inteiro deslizou. A BR-277 teve pontes levadas pela enxurrada, enquanto a BR-376 enfrentou quedas de barreiras que tornaram invi\u00e1vel o acesso por terra ao Litoral. Comunidades inteiras ficaram isoladas, aguardando, em alguns casos por dias, resgate em meio aos destro\u00e7os. A partir da trag\u00e9dia tamb\u00e9m foi realizado um mapeamento de 2 mil quil\u00f4metros quadrados na regi\u00e3o, uma coleta de dados que norteia at\u00e9 hoje as atividades das equipes de Defesa Civil do Litoral.<\/p>\n\n\n\n<p>AEN\/PR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A despedida do ver\u00e3o de 2011 deixou marcas profundas na paisagem e na mem\u00f3ria dos moradores do Litoral do Paran\u00e1. 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